Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Raminhos de Violetas

Não sei porquê. lembrei-me de violetas. gosto desta Flor. da cor. da textura das folhas. gosto daqueles raminhos que quase já não se veêm à venda, atados com rafia de cor de areia. pés molhados. o cheiro que se espalha. lembrei-me porque me lembrei que a Patti amanhã vai andar pelo Chiado, onde dantes havia alguém de tranças pretas. a vender raminhos de violetas.

Conversa Matinal (às 13:30)...e de Natal!



Da Net...

Ter Filhos é maravilhoso. Ter Filhos a crescer ainda é melhor! E quando os Filhos vão crescendo e se vão tornando pessoas queridas e boas companheiras, é a cereja em cima de um bolo que nós fizemos e que eles enfeitam para nós.

Isto a propósito de...uma saída, ontem, quase ao final da tarde. A mais velha e o mais novo. 10 anos de diferença. Adolescência quase idade adulta. Infância no seu melhor. No tempo das primeiras leituras e escritas.

Lista de compras de Natal na algibeira das calças. Um destino em mira. Até às 10 da noite, os três. Escolhe, pensa, vê etiqueta de preço (há um orçamento a cumprir por presente).

Regresso a casa. satisfação. todos os presentes comprados. sem stress. com cabeça. com bons conselhos. são 25 e 35 os anos que nos separam. e que nos juntam quando é preciso que todos sejamos um.

New Look...forçado...

Não sei que raio de burrice é que fiz aqui, mas o fundo do meu blogue desapareceu...
Por agora vai ficar assim, até eu voltar a sentar-me para desfazer a burrice!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A falta de Espírito Natalício a 20 dias do Natal :-(

Estou mais do que atrasada com o Natal. As listas estão feitas e em branco. Os postais ainda não foram comprados. O Senhor das barbas brancas está assim, deitado, à espera que eu decida que é hora de o pôr a trabalhar para mim. O pior é que as ideias não aparecem. O consumismo que se instalou no Natal desagrada-me muito. Por norma, gosto de dar presentes. Gosto de encher de presentes as pessoas de quem gosto, mas gosto de o fazer quando se proporciona, quando me apetece. Não gosto de comprar por obrigação. De gastar dinheiro por gastar. O dinheiro está caro e cada vez mais escasso. Este ano, não há nenhuma ideia maravilhosamente brilhante a ocupar-me o bocadinho de cérebro que me permito guardar para o espírito natalício. Estou a perder qualidades ou apenas a ser realista? Não posso unica e simplesmente pesquisar textos bonitos, escrevê-los em papéis bonitos, embrulhá-los em tecidos bonitos, enfeitá-los com belas fitas de cores e oferecê-los? Será que iam olhar para mim de lado e pensar que estou doidinha? É isto mesmo que me apetece fazer.

Eu já desconfiava...

Your Christmas Sprit Level: 40%


You definitely have some Christmas spirit, and you enjoy the holidays as much as the average person.

You don't go over the top celebrating, and by December 26th, you're ready to pack away your decorations.

You have your own special Christmas traditions, and you tend to pick and choose what you like about Christmas.

The holidays are important to you, but you don't let them take over your life.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Presépios


Gosto de Presépios. Na minha falta de Fé, o Presépio é um dos símbolos da tradição católica que gosto de ter à minha volta. Como os crucifixos.

Aproveito a tarde de mau tempo e de ausência de crianças e faço uma limpeza na sala. Abro a arca onde estão guardados todos os adereços natalícios e tiro cá para fora alguns deles. Vou surpreender a filharada que hoje chega tarde.

Não faço a Árvore, porque essa é para ser feita com eles, mas encho a casa de pequenos apontamentos natalícios.

Tenho cinco Presépios, só com as figuras base. Gostava de coleccioná-los, de ter mais, muitos e diferentes. Monto-os todos em cima de uma mesa de abas fechadas. Gosto do efeito.

A minha casa começou hoje a vestir-se de Natal!!!


Porque hoje estou sem palavras minhas...(I)

Sem palavras na cabeça fico vazia.
Solto os dedos e eles não querem obedecer-me porque também não gostam de me sentir vazia. São inseguros e não querem assumir o controle deste escrever.

Sem palavras na cabeça fico vazia.
Procuro mais dentro de mim. No coração. Provoco-o, obrigo-o a abrir a porta e a falar comigo. Está sobressaltado. Quer arrumar emoções e não consegue. Anda num tumulto. Queixa-se do trabalho que lhe dou. Não quer falar sobre tudo o que lhe pedi segredo. Fecha-me a porta na cara e não me ajuda.

Sem palavras na cabeça fico vazia.
Peço à minha cabeça que se ordene. Que pare. Que me deixe serenar. Que acalme o coração e obrigue os dedos a escrever. A cabeça confunde-se. Pensa. Imagina. Voa. Leva-me para lugares distantes. Traz-me quem quer, impõe que veja, sinta e queira.

Desligo.
Saio.
Voo.
Mergulho no Mundo que a minha cabeça vazia me oferece.

Porque hoje estou sem palavras minhas...

Era um desejo antigo.
As mãos.
Dar as mãos.
Só as mãos.
Não olhar, não falar, não explicar, não pretender saber nada.
Dar as minhas mãos a um desconhecido numa sala de cinema.
Ou numa sala de teatro, tanto faz, desde que fosse numa sala pouco iluminada, onde só uma ténue luz encobrisse tudo para poder sentir tudo ainda mais.
Sentir tudo através de uma mão.
De duas mãos dadas.
Dois desconhecidos de mãos dadas.
As mãos de dois desconhecidos a contarem histórias uma à outra, a confessarem segredos uma à outra, a entregarem-se uma à outra, a rirem-se uma com a outra, a rirem-se muito, a não terem medo uma da outra nem de nada, a não saberem nada uma da outra, nem do que era aquilo nem do que viria depois, a pousarem uma sobre a outra e a esquecerem juntas este cansaço da vida...
Duas mãos segurando-se uma à outra.
Duas mãos a dançar.
Uma, grande, os dedos compridos, esguios, firmes, a agarrarem a outra com força, a pegarem a largarem e a apertarem e a sentirem suavemente a pele e a apertarem outra vez e a fazerem vibrar todos os nervos do corpo e a darem mil voltas por trás e pela frente e pelos lados, os dedos entrelaçados a abraçarem, a colarem as nossas mãos.
E depois as mãos soltas e os dedos a desbravarem os secretos caminhos entre as linhas da vida nas palmas das mãos e os braços e os antebraços a acompanharem a dança.
Não é uma valsa.
É um tango.
Um tango argentino dançado na perfeição pelas mãos de dois desconhecidos.
Sem palavra alguma.
Nenhuma era precisa.
Duas mãos a dançar.
Dois estranhos segurando-se pelas mãos.
Duas mãos a fazerem amor.
As mãos de dois estranhos faziam amor.
As mãos faziam amor.
Faziam o amor.

Pedro Paixão

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reflexões de um Dia de Greve e de Árvore de Natal

Hoje foi o dia de montar a Árvore de Natal na Escola. Este ano inventámos uma bela Árvore de Natal em esferovite. Pedimos a todas as turmas que nos escrevessem num papel uma frase sobre o Natal e nos entregassem. Essas frases seriam escritas no esferovite e enfeitariam a Árvore da Escola. No sábado tirámos medidas, cortámos esferovite (demos cabo das mãos com as facas) e escrevemos frases.

Fizemos estrelas em pacotes de leite e sumo e colámos-lhes fio de nylon para as dependurarmos do tecto.

Hoje a Escola estava a meio gás, de manhã. À tarde fechou.

Durante a manhã montámos a nossa bela criação sob o olhar atento daqueles que andavam pelo recreio. Foi engraçado vê-los entusiasmados quando descobriam que a sua frase tinha sido escolhida ou desiludidos quando não viam a sua frase...

À hora de almoço a Escola fechou. Vim para casa com 4 + 3! Estudaram para testes amanhã, brincaram, jogaram Playstation, divertiram-se. Eu estive a dactilografar as frases que não utilizámos na Árvore para fazer cartazes que vamos afixar na Escola.
Maior parte das frases fala em Amizade, Amor e Família. Algumas, no nascimento do Menino Jesus. Algumas, na irrealidade que é o Pai Natal. Fez-me pena ver que a crença na magia se perde tão cedo e ponho-me a pensar que é triste que o Natal seja apenas e só "os presentes".

A tradição religiosa perdeu-se, há poucas Famílias a ir à Missa do Galo e a manterem a tradição do nascimento do Menino Jesus.

O Pai Natal pendura-se em qualquer janela ou varanda e é difícil para os miúdos acreditarem que aquele boneco seja o Avôzinho bonacheirão e gordo que entra pelas chaminés abaixo e deixa as árvores cheias de presentes.
Por aqui, com dois grandes e dois pequenos, vai-se fazendo o possível por manter a magia do Natal!

Natais de há muitos anos...

Ia-se comprar o Pinheiro à Avenida de Roma, numa das floristas que por lá havia. Outras vezes, comprava-se no Mercado de Arroios. Com papel colorido e brilhante faziam-se bolas, estrelas e anjinhos que se penduravam na árvore e pela casa para enfeitar. Ia-se à "praça" comprar abóbora e à padaria comprar fermento. A Avó era mestre nos doces de Natal - sonhos de abóbora e coscorões. Nós eramos os ajudantes. Não havia máquina para bater a massa dos sonhos ou dos coscorões. Eram os braços da Avó que faziam esse trabalho. Quando já não aguentavam, passavam para os braços do Avô. A cozinha cheirava bem e o açúcar e a canela misturavam-se para embrulhar tudo o que ia saindo da frigideira onde se fritavam estas delícias. Na pedra da chaminé, ao lado do fogão, papel pardo servia para secar os fritos. Enchiam-se travessas e cobriam-se com panos limpos. A receita destes doces não passou para ninguém (a Avó fazia tudo "a olho", não tinha receitas escritas e nós achávamos que ela ia estar sempre cá para esta tradição...) e perdeu-se no tempo o cheiro e o paladar.

Noutra casa, a dos meus Pais, assava-se o perú. Às vezes durante um dia inteiro. Num copo fazia-se uma mistura de vinhos, licores e aguardentes que durante a assadura ia regando o "bicho". As fatias douradas não eram esquecidas.

O meu Natal é feito destas recordações, destes cheiros, da saudade dos meus Avós.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Conversa Matinal...e de Natal!

Algures, na Net
É mesmo verdade. Estamos no mês do Natal!


[Está tanto frio...e eu não gosto nada de frio. Aborrece-me esta coisa de ter que vestir muitas camadas de roupa, parece que não me consigo mexer, tenho sempre a ponta do nariz gelada, parece que vai cair. Está provado, não nasci para viver no frio.]

Mas estava eu a falar do Natal. Sente-se que vem aí O Dia.

Sábado foi dia de reunião de Mães, construção de Árvore de Natal para a Escola, montagem do Cabaz de Natal. Divertido, muito divertido. A casa quentinha, muito trabalho, chá e suspiros. Não demos pelo frio!

Hoje começam a vender-se as rifas do Cabaz. Também começa a Feira do Livro.
Amanhã vamos montar a Árvore e enfeitar a Escola.

Por aqui por casa ainda só temos os calendários de chocolate, porque o Natal só se prepara a 8. Este ano vamos ter árvore natural, pouco ecológico, bem sei, mas temos que agradar a todos e a última árvore foi criada cá em casa.

É assim que começa esta semana!

domingo, 30 de novembro de 2008

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