Ilustração vinda daqui
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Fé
Véspera de Natal
Chegou!
Lembro-me. Quando eu e os meus Irmãos eramos pequenos, a Véspera de Natal era um dia de loucura. Os nossos Pais atarefados em casa com os preparativos para a Noite, a nossa Avó materna atarefada em casa dela com os doces, a telefonar a pedir que um de nós lá fosse ajudar (vivíamos à distância de uma rua!!!), e nós completamente excitados a contar quantas horas faltavam para a meia noite.
Agora chegou a nossa vez de preparar a Noite. Chegou a nossa vez de parar todos os relógios da casa para não ter que ouvir a contagem descendente durante todo o dia.
Hoje é o dia dos últimos preparativos. De nos alindarmos para estarmos "no ponto" nesta noite de Família, Tradição e Magia. De separarmos os presentes por Famílias para ser mais fácil a distribuição pelos sapatinhos/sapatões quando a meia-noite soar. De confirmar se todos os presentes têm identificação e cartão.
Hoje é o Dia da Noite mais desejada.
Feliz Natal!!!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Hum...I'm a Lady!!!
You Are 72% Lady |
![]() Overall, you are a refined lady with excellent manners. But you also know when to relax and not get too serious about etiquette |
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A minha Cor
Na véspera de Natal ficamos assim:
É nossa tradição. Jantamos tarde e vamos ficando à mesa. Cavaqueiras e parvoeiras. De um lado para outro de uma mesa onde nos juntamos 20. Já não temos muitas crianças pequenas (agora só são três os que ainda "acreditam" no Santa) e por isso a cavaqueira estende-se enquanto o tempo vai passando sem darmos por ele. Quando alguém nos obriga a sair do dolce far niente do prazer da mesa, todos temos que tirar um dos sapatos/ténis/botas. Juntam-se os sapatinhos em grupos de famílias e começa a loucura da distribuição dos embrulhos.
Eu e a minha máquina a fotografar o nosso cantinho de presentes, Natal 2007
Claro que este processo é sempre demorado e divertido! As Crianças fechadas noutro quarto, os adultos na risota.
Está quase a chegar a Noite. Mágica. Divertida. Familiar.
Natalices desta Família

Out of Service

Pairando
Calma.
domingo, 21 de dezembro de 2008
21 de Dezembro, 12:04
Obrigada a quem desenhouRecordações de Natal
Já não me consigo lembrar em que data é que este LP apareceu lá em casa...lembro-me que era obrigatória a sua presença no velhinho gira-discos de casa dos meus Pais quando o Natal se aproximava.
O Lenhador, os Amigos, os Pais, o Pasteleiro eram (e são) as minhas preferidas. Continuo a saber de cor as letras e as músicas e a cantá-las.
Hoje encontrei esta recordação no blog da Princesa e decidi que iria postá-la no Vekiki, porque os Operários são uma das melhores recordações natalícias da minha infância!
sábado, 20 de dezembro de 2008
As coisas simples são as melhores :-)
Ontem, ao final do dia, recebemos este presente de Natal!
Adorei. Nunca tinha recebido um presente via estafeta, com cartão e tudo. Adorei mesmo!
Família Branco, obrigada!!!!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Férias de Natal

Do you Know it´s Christmas time?
Sim, eu sei que o nome da canção é Do they Know...mas apeteceu-me perguntar-vos, a cada um de vocês, se sabem e sentem o espírito de Natal.
Eu gosto imenso desta música (Eu adoro música de Natal e coros) e hoje apeteceu-me postá-la aqui para vocês todos cantarem em coro comigo. Hoje estou imbuída do espírito do canto!!!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Conversa na Solidão
Apareces para tomar um chá? Tenho saudades de o beber contigo. Tu sabes, sou muito dado a saudades, incorrigível no que toca aos sentimentos, às pessoas, às coisas de que gosto. Tenho bebido chá, mas sozinho. Sempre sozinho. Faço tudo como se estivesse à espera de alguém. Ponho a mesa com o requinte que me conheces. O bule é sempre o que me deste. Trouxeste-o da Índia, acho eu. Já não me lembro bem. A solidão tem destas coisas. Começamos a trocar as memórias, a misturá-las com as que inventamos. As que não são memórias, são simples ideias que nos atravessam o cérebro e que logo armazenamos para que não nos escapem, para que nos façam pensar que vivemos mais do que a realidade. A mesa é a de braseira. Nesta altura do ano não prescindo de sentir aquele quentinho. Sento-me ali durante horas. Os meus livros, os meus jornais, os meus cadernos. Cada vez mais vazios. Cada vez mais cadernos. Não percebo porque insisto em comprá-los. É uma espécie de pulsão. Vejo-os e tenho que os ter. Depois quando os vejo aqui acumulados...está tanto frio...sabes que a solidão mata? Invento estes chás, para inventar que vou ter companhia. O que é que andas a fazer? Porque é que não apareces para tomar chá comigo? Cansaste-te não foi? Tens razão. Que interesse poderei eu ter para ti? Tu, com a tua vida agitada, os teus amigos, os teus jantares, o teu trabalho absorvente e de responsabilidade. Eu, aqui, na minha varanda, na minha mesa, com os meus livros, os meus jornais e os meus cadernos, cada vez mais cadernos. Olho através dos vidros e vejo o tempo passar. Lento mas rápido. Como se fosse possível tal contradição. Como se o tempo pudesse ver-me e também ele fugir de mim. Acreditas que há pessoas que têm este condão de se sentir sempre sós, de não conseguirem manter-se acompanhadas? Pudesse eu mudar o rumo da vida e seria igual a ti. Não me deixaria prender por ninguém. Seria livre. Tomaria a rédea da minha vida e seria o único a ditar as regras do meu jogo. Não, não seria capaz...vês? Lá estou eu a inventar. Daqui a bocado já não sei se vivi mesmo este momento...sabes que a solidão mata? Aos poucos, por dentro, vai roendo tudo e deixando o vazio.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Folhas que li...

III. Regresso ao Passado
Já de posse do meu envelope com o desafio, tenho andado a viajar na minha memória e na dos livros que ela recorda (tenho que confessar que não tenho grandes memórias de infância...).
Na Escola Primária a minha Professora, a D. Maria Rosa, oferecia-nos uns pequenos livrinhos de histórias de cada vez que não havia erros nos ditados. Não me consigo lembrar do nome dessa colecção, mas sei que tive bastantes, porque erros de ortografia nunca fizeram o meu género!
IV. O Passado com imagens
Em casa dos meus Pais os livros foram sempre uma companhia. Não havia escondidos nem proibidos. Havia livros em muitos sítios, disponíveis, elegíveis e legíveis.Na infância fizeram-me companhia, estes:
e ainda um "Os Mais Belos Contos de Fadas", antologia de 825 páginas editada em 1970 pelas Selecções do Reader's Digest, que eu li e reli durante muitos anos;
e também, já mais crescidinha,(a partir dos 10), estes:
Herança do meu Avô. São três volumes divertidíssimos que contam as aventuras e desventuras de um Padre italiano cujo melhor amigo é um Comunista. Li estes livros muitas vezes (havia uma série, a preto e branco na televisão)!!!
Max du Vezit, Colecção Azul, muitos volumes, muitos romances, finais sempre felizes;
Brigite Solteira, Brigite Casada, Brigite Mamã;
Tintim e Astérix, leituras à hora do pequeno-almoço, sentada num banco de cozinha;
na adolescência vieram estes:
A Cidade e as Serras, A Relíquia, O Crime do Padre Amaro, Mistério da Estrada de Sintra e os Maias
Gabriela Cravo e Canela e Tieta do Agreste
A Casa dos Corações Perdidos e mais alguns deste autor que a minha Mãe comprava no Círculo de Leitores e que eu adorava.
Há muitos mais livros que fazem parte das minhas memórias de leitora em crescimento, mas este post já vai longo e o meu blogger está cansado de tanto carregar imagens!
Queridos vizinhos, sintam-se desafiados, vasculhem as vossas memórias, abram as arcas antigas e postem aqui o que leram!

















