Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pensamento Estúpido # 3



Eu e a minha Máquina, há dois anos, na Serra da Estrela


Frio
Gelo
Constipações

Tosses
Pieiras
Espirros
Vozes Fanhosas
Narizes Entupidos

Neurónios congelados
Dedos paralisados

Colheres de xarope
"Bombas" e broncodilatadores

Qual é a dúvida? Estamos na melhor estação do Ano e as linhas acima não são uma lista de aborrecimentos...são um poema inspirado por este tempo maravilhoso!!!


['tou-me a armar em engraçadinha...p'ra ver se reajo ao frio!]

O prometido é devido...


Um dos meus presentes de Natal foi esta School Bus! [sabe-se lá porquê...] Ainda não tem as caras que lhe pertencem, mas já está à minha frente, na janela da minha secretária!

Ontem, juntaram-se-lhe dois caderninhos Moleskine, verde alface, lindos de morrer! [e não é que a minha cor, ontem, era o verde alface? eu acredito em relações cósmicas...].

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Recordações de Natal [I]

Nós e o Pai Natal (só falta a C.!)

Para todos os vizinhos que pediram uma recordação do Pai Natal, aqui está! Eu e os rapazes!!!

R U G A S

Tenho andado a reparar na minha cara. As rugas estão a instalar-se, assumindo lugar cativo. Não que me preocupe muito o facto de elas aparecerem e ficarem sem terem sido convidadas. Gostava apenas que não viessem tantas de uma só vez. É que há pessoas da minha idade, e até mais velhas, que têm as caras lisinhas. Tenho consciência de que o Sol, que eu tanto gosto de apanhar, é um desencadeador destas meninas e por isso não me queixo...só penso...e desabafo aqui que ninguém me ouve!

O Rugas e a Lisa (não são meus, são "sobrinhos"!!!),

para mostrar à Violeta

EntreTempos


com o olhar perdido num tempo que está para acontecer vou esperando o que já passou.
espero que chegues. que voltes desse tempo para onde fugiste. que te traga a saudade que não deixo sentir.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pensamentos Nostálgicos mas não saudosistas!

Impossível ir a Lisboa sem sentir que lhe pertenço. Ainda mais quando o destino são locais onde passei alguns anos da minha vida. Estranho porque vivo nesta pequenina terra há tantos anos quantos os que vivi em Lisboa. Estranho porque praticamente não tenho memórias de infância, poucas de adolescência, algumas de juventude...e depois, na fase adulta já aqui estava de armas e bagagens.

Hoje, sentada no sofá confortável do consultório da oftalmologista dos M.M.s, quentinha com o ar condicionado que nos pôs coradinhos num dia frio de Janeiro, com um dos M.M.s enroscado em mim, olhava pela janela e quase me via lá em baixo a palmilhar os passeios que palmilhei durante onze anos de vida activa naquele local.

O cafézinho onde tomava pequeno almoço, às vezes almoço, e muitas vezes lanche. O cabeleireiro onde me dava ao luxo de fazer manicure semanalmente. O passeio por onde andava a pé até casa da minha Avó ou a caminho do Cais do Sodré quando não me apeteciam os apertos dos transportes públicos. O local onde dantes havia um belo mercado (Praça) e agora se amontoam mais Centros Comerciais.

Tudo isto vi da janela e mais me enrosquei no M.M. pequenino enrolando os caracóis louros nos meus dedos. Há tanto tempo...parece tão pouco tempo...

Depois quando a consulta acabou e saímos para o frio da cidade, o ar pareceu-me diferente deste meu ar bafejado pelo Senhor Mar que está mesmo ali em baixo. Depois enfrentei o trânsito da cidade e o stress dos seus condutores que parecem fazer gáudio na existência da buzina, o trânsito da A5...virei à direita e saí para a Marginal. Respirei fundo...o quentinho da minha casa aproximava-se emoldurado pela água que ao fim do dia estava prateada debaixo dum pôr de sol rosado.

Lisboa, a minha cidade. Onde nasci, fui menina, rapariga, mulher e Mãe, Filha e Neta. Onde pairam as memórias que fugiram da minha cabeça. Lisboa...é sempre bom revê-la...e saber que posso voltar ao local a que agora chamo "a minha terra".

Pensamento Estúpido # 2



Não tenho coragem de ir lá fora apanhar a roupa...apanhar frio...apanhar roupa ao frio.

Marcador de Livros com Lisboa dentro

"...ruas abruptas por onde se bamboleiam os eléctricos...uma cidade do sul, uma cidade simultaneamente escaldante e fresca com a promessa de mar no horizonte."
Simone de Beauvoir

On the Road...

You Take the Road Less Traveled


You see life as precious and special. Heritage and family are very important to you.

Your life is quite hectic. You try to slow down when you can, but it's not easy!

You're willing to take a few risks in life. You may not take the road no one travels, but you're happy to take the road less traveled.

You are able to find a fairly healthy balance between work and play. You work when you need to, but you never let yourself burn out.

You could have owned an indie bookstore or boutique in another life.

The Road Trip Test

Inquietações


"- Mãe, já pensaste que este ano já vou ter que votar?...
- Já, e tu?...
- Mas ... eu não percebo nada dessas coisas... Vou ter que começar a dar atenção!"

Quando tive idade para votar, [já nem me lembro qual foi a primeira vez que votei!], estava claro na minha cabeça em quem ia votar e porquê. Considero que tive sorte em ter vivido o 25 de Abril, pois, apesar dos meus nove anos na altura, despertei para a questão social e política cedo.

Cresci como pessoa numa época em que a democracia e a liberdade eram novidades, eram assunto debatido diariamente. A minha opção política cedo foi assumida, participada e vivida e tem-se mantido ao longo dos anos.[numa Família em que "direita" e "esquerda" coexistiam].

Quanto aos jovens, aqueles que como a C. completam 18 anos este ano, parece-me que para eles a política é algo de muito distante e até estranho. Nasceram e têm vindo a crescer numa sociedade onde democracia e liberdade já são dados adquiridos, onde as pessoas se sentem um pouco descrentes e afastadas da política. O que é a política para eles? Ou são jovens que têm naturalmente interesse por essas questões ou que pertencem a Famílias politicamente activas, ou então é uma realidade na qual vão ter que aprender a atentar.

Desde que a C. me falou sobre o seu direito a voto tenho pensado. Os 18 anos dela são tão diferentes do que eram os meus, em tanta coisa. Não são melhores nem piores, são apenas diferentes. [Em algumas conversas sobre temas diversos, vejo-a tomar posições nas quais não me revejo minimamente e que pergunto a mim mesma se são fruto da sua inexperiência e juventude ou se serão posições que lhe irão ficar para sempre...]

Qual deve ser o meu papel nesta tomada de consciência? Como devo eu explicar à minha Filha sem a orientar para o meu caminho?

Stay Home Mother...

Sou fã da série Irmãos e Irmãs por diversas razões. Uma delas é a atitude da Mãe do clã Walker. Neste episódio, que foi transmitido ontem na Fox Life, há uma cena (23:29 a 24:40) que diz tudo sobre o que é ser uma Stay Home Mother...e o que os outros pensam desta forma de assumir a maternidade/paternidade. Vale a pena ver e ouvir!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pensamento Estúpido [enquanto arrumo e limpo...]



esta veio daqui

Usar leggings é confortável. É fashion. Um Must desta estação.
...mas onde ponho o telemóvel?

Vazio


esta veio daqui


se vieres não tragas nada. nada do que trouxeres me faz falta. vivo no vazio. de espaço. de tempo. de pessoas. o vazio não me assusta. faço parte dele. do silêncio que me rodeia. do sofrimento que me habita. em que habito. em tudo sou diferente de ti. habituei-me a viver só com olhares. não reconheço o abraço nem o toque. não sei os seus sabores. os seus cheiros. o meu tempo dura pouco. sei-o. pressinto-o. não tenho medo. se vieres não tragas nada. vem só preparado para me ensinar. para me apresentar. a voz. o tacto. o calor do abraço.

[a pensar numa reportagem que vi sobre os órfãos de vítimas da SIDA em África. Impressionante. A solidão em que vivem milhares de crianças. Sem Pais, Avós, Tios, Adultos. Sozinhos.]

A Arte de Dar

Eu e a minha Máquina, no meu tapete, na Véspera de Natal

Não quero receber só porque dou.
Quero receber porque alguém se lembra de mim.

Foto-Bruto-Realidades...

[A Georgian man cries as he holds the body of his relative after a bombardment in Gori, 80 km (50 miles) from Tbilisi, August 9, 2008. REUTERS/Gleb Garanich]


Quando esta fotografia foi publicada na
Visão, achei-a linda. Brutal, mas linda. Porque é preciso ter-se alma de artista para se fazer uma fotografia destas onde todo o sentimento está explícito. Onde o sofrimento não precisa de legenda. Onde o acontecimento é esmagado pelo sofrimento do homem que chora. Senti-me tentada a recortá-la. Não o fiz. Recortar para quê? Não iria fazer um quadro com ela. Não precisei de a recortar para, quando quero, a recordar.

Agora, ao fazer o meu passeio matinal pelos blogues dos vizinhos, encontrei uma galeria de fotografias Reuters. As fotografias de 2008. Entre muitas, entre imensas igualmente belas, está esta. Desta vez, "recortei-a" e trouxe-a para aqui. Para esta parede, para que todos a possam ver e apreciar. Lados diferentes do Mundo.

Blog Widget by LinkWithin