Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Balanço de um Fim de Semana ... com pouco balanço!

Sexta feira. Muito frio. Antes das 10 da noite apagaram-se luzes. Sono, prenúncio de constipação, o corpo e a cabeça a pedirem sossego.

Sábado. Muito frio. Por casa todo o dia...a preguiçar completamente. Do pequeno almoço tardio para o almoço a horas de lanche para o jantar a horas de ceia para o sofá preguiçar outra vez...

Domingo. Muito frio. Ouvir o Xaxada dot Com na Comercial às 09:00. [O que nos vale é que os telemóveis da actualidade são um Must. Marcou-se a hora e à hora o rádio começou a tocar.] Das 09:00 às 10:00. Assim que terminou, voltei à sonolência, aos sonhos aos bocadinhos. Pequeno almoço tardio. Incursão rápida num PingoDoce perto de mim. Almoço a horas de lanche...mais preguiça...

Não me reconheço nesta preguicite aguda que me ataca...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Um sonho


Esta veio daqui
Que me persegue há muito.
O de ter uma livraria.
Não uma grande livraria. Uma pequena livraria.

Que os tempos estão difíceis,
Que o negócio dos livros é terrível,
Que as grandes superfícies arrasam com o mercado,
Que nãodinheiro para comer, quanto mais para comprar livros...

Mas EU, posso sonhar, não posso?

Então, continuo. E sonho com um espaço aconchegante, livros por todo o lado, mesas com pequenos quebra-luz para quem por ali quiser ficar a inspirar-se e a escrever, para si, para os outros. E sonho com pequenos sofás, com pufs, por onde, quem quiser, pode ficar sentado a ler o que as estantes terão para oferecer. E sonho comigo por lá. A encher-me de capas, folhas, palavras e letras. A encher-me de pessoas que acabarão por se tornar parte desse espaço. A encher-me de histórias que acabarei por contar. A outras pessoas que acabarão por vir. Para sentir, para conhecer, para ler, naquele espaço. Que eu inventei.

Com o qual Eu Sonho...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cartas

Tema de Diário Gráfico da C. - Selos e Cartas.
"Mãe, tens livros de cartas? Preciso de ver cartas diferentes umas das outras."

Saíram da estante mágica "Correspondência Sophia & Sena" e "D'este viver aqui neste papel descripto". Pus-me a desfolhar este último...

Gosto tanto de escrever cartas. À mão, em papéis especiais, em cartões feitos por mim. Cartas banais, cartas de parabéns, cartas de notícias, cartas de amor, cartas...gosto tanto de escrever. E de escrever cartas. Escrevo-as porque gosto.

Todas estas cartas começam por "Meu querido Amor". E falam da guerra. E falam do calor. E falam de saudades. De muitas saudades de todas as espécies. E de ansiedade. Todas elas falam pela voz de um Homem que é realmente especial. Vê-se nestas cartas.

Já escrevi tantas. E de Amor? Imensas! Ridículas, de certeza, pois só assim serão verdadeiras cartas de amor. Nunca recebi uma carta de amor. Nem um ridículo bilhete de amor. Será que se tem de ser muito especial para receber cartas de amor? Será que é muito raro o homem que tem a capacidade de assumir que é ridículo e que escreve cartas de amor?

E é um livro maravilhoso, como todos os que escreve. Um livro de 425 páginas que transbordam sentimentos. Que descrevem pessoas, locais, hábitos, uma cultura diferente da nossa (ainda mais "estranha" na época em que foi escrito).

Será que ainda estou a tempo de vir a receber uma carta de amor? Ridícula. Repleta de Amor. Transbordante de Ternura, lamechice e corações trespassados por setas. Eu gostava...o que terei de fazer?

PS - E não é que ontem houve alguém que recebeu uma cartinha de Amor? Não, não fui eu...eu bem digo que acredito em cosmicidades! :-)

You'll Have 5 True Loves



Calm and understated, you struggle to express your love with words.

Over time, your partner learns to recognize your passion by the actions you take.

You're good at wooing someone slowly, without them even realizing it!

Number of Times You'll Have Your Heart Broken: 1

You are most compatible with people born on the 7th, 16th, and 25th of the month.


Pensamento Estúpido # 3



Eu e a minha Máquina, há dois anos, na Serra da Estrela


Frio
Gelo
Constipações

Tosses
Pieiras
Espirros
Vozes Fanhosas
Narizes Entupidos

Neurónios congelados
Dedos paralisados

Colheres de xarope
"Bombas" e broncodilatadores

Qual é a dúvida? Estamos na melhor estação do Ano e as linhas acima não são uma lista de aborrecimentos...são um poema inspirado por este tempo maravilhoso!!!


['tou-me a armar em engraçadinha...p'ra ver se reajo ao frio!]

O prometido é devido...


Um dos meus presentes de Natal foi esta School Bus! [sabe-se lá porquê...] Ainda não tem as caras que lhe pertencem, mas já está à minha frente, na janela da minha secretária!

Ontem, juntaram-se-lhe dois caderninhos Moleskine, verde alface, lindos de morrer! [e não é que a minha cor, ontem, era o verde alface? eu acredito em relações cósmicas...].

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Recordações de Natal [I]

Nós e o Pai Natal (só falta a C.!)

Para todos os vizinhos que pediram uma recordação do Pai Natal, aqui está! Eu e os rapazes!!!

R U G A S

Tenho andado a reparar na minha cara. As rugas estão a instalar-se, assumindo lugar cativo. Não que me preocupe muito o facto de elas aparecerem e ficarem sem terem sido convidadas. Gostava apenas que não viessem tantas de uma só vez. É que há pessoas da minha idade, e até mais velhas, que têm as caras lisinhas. Tenho consciência de que o Sol, que eu tanto gosto de apanhar, é um desencadeador destas meninas e por isso não me queixo...só penso...e desabafo aqui que ninguém me ouve!

O Rugas e a Lisa (não são meus, são "sobrinhos"!!!),

para mostrar à Violeta

EntreTempos


com o olhar perdido num tempo que está para acontecer vou esperando o que já passou.
espero que chegues. que voltes desse tempo para onde fugiste. que te traga a saudade que não deixo sentir.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pensamentos Nostálgicos mas não saudosistas!

Impossível ir a Lisboa sem sentir que lhe pertenço. Ainda mais quando o destino são locais onde passei alguns anos da minha vida. Estranho porque vivo nesta pequenina terra há tantos anos quantos os que vivi em Lisboa. Estranho porque praticamente não tenho memórias de infância, poucas de adolescência, algumas de juventude...e depois, na fase adulta já aqui estava de armas e bagagens.

Hoje, sentada no sofá confortável do consultório da oftalmologista dos M.M.s, quentinha com o ar condicionado que nos pôs coradinhos num dia frio de Janeiro, com um dos M.M.s enroscado em mim, olhava pela janela e quase me via lá em baixo a palmilhar os passeios que palmilhei durante onze anos de vida activa naquele local.

O cafézinho onde tomava pequeno almoço, às vezes almoço, e muitas vezes lanche. O cabeleireiro onde me dava ao luxo de fazer manicure semanalmente. O passeio por onde andava a pé até casa da minha Avó ou a caminho do Cais do Sodré quando não me apeteciam os apertos dos transportes públicos. O local onde dantes havia um belo mercado (Praça) e agora se amontoam mais Centros Comerciais.

Tudo isto vi da janela e mais me enrosquei no M.M. pequenino enrolando os caracóis louros nos meus dedos. Há tanto tempo...parece tão pouco tempo...

Depois quando a consulta acabou e saímos para o frio da cidade, o ar pareceu-me diferente deste meu ar bafejado pelo Senhor Mar que está mesmo ali em baixo. Depois enfrentei o trânsito da cidade e o stress dos seus condutores que parecem fazer gáudio na existência da buzina, o trânsito da A5...virei à direita e saí para a Marginal. Respirei fundo...o quentinho da minha casa aproximava-se emoldurado pela água que ao fim do dia estava prateada debaixo dum pôr de sol rosado.

Lisboa, a minha cidade. Onde nasci, fui menina, rapariga, mulher e Mãe, Filha e Neta. Onde pairam as memórias que fugiram da minha cabeça. Lisboa...é sempre bom revê-la...e saber que posso voltar ao local a que agora chamo "a minha terra".

Pensamento Estúpido # 2



Não tenho coragem de ir lá fora apanhar a roupa...apanhar frio...apanhar roupa ao frio.

Marcador de Livros com Lisboa dentro

"...ruas abruptas por onde se bamboleiam os eléctricos...uma cidade do sul, uma cidade simultaneamente escaldante e fresca com a promessa de mar no horizonte."
Simone de Beauvoir

On the Road...

You Take the Road Less Traveled


You see life as precious and special. Heritage and family are very important to you.

Your life is quite hectic. You try to slow down when you can, but it's not easy!

You're willing to take a few risks in life. You may not take the road no one travels, but you're happy to take the road less traveled.

You are able to find a fairly healthy balance between work and play. You work when you need to, but you never let yourself burn out.

You could have owned an indie bookstore or boutique in another life.

The Road Trip Test

Inquietações


"- Mãe, já pensaste que este ano já vou ter que votar?...
- Já, e tu?...
- Mas ... eu não percebo nada dessas coisas... Vou ter que começar a dar atenção!"

Quando tive idade para votar, [já nem me lembro qual foi a primeira vez que votei!], estava claro na minha cabeça em quem ia votar e porquê. Considero que tive sorte em ter vivido o 25 de Abril, pois, apesar dos meus nove anos na altura, despertei para a questão social e política cedo.

Cresci como pessoa numa época em que a democracia e a liberdade eram novidades, eram assunto debatido diariamente. A minha opção política cedo foi assumida, participada e vivida e tem-se mantido ao longo dos anos.[numa Família em que "direita" e "esquerda" coexistiam].

Quanto aos jovens, aqueles que como a C. completam 18 anos este ano, parece-me que para eles a política é algo de muito distante e até estranho. Nasceram e têm vindo a crescer numa sociedade onde democracia e liberdade já são dados adquiridos, onde as pessoas se sentem um pouco descrentes e afastadas da política. O que é a política para eles? Ou são jovens que têm naturalmente interesse por essas questões ou que pertencem a Famílias politicamente activas, ou então é uma realidade na qual vão ter que aprender a atentar.

Desde que a C. me falou sobre o seu direito a voto tenho pensado. Os 18 anos dela são tão diferentes do que eram os meus, em tanta coisa. Não são melhores nem piores, são apenas diferentes. [Em algumas conversas sobre temas diversos, vejo-a tomar posições nas quais não me revejo minimamente e que pergunto a mim mesma se são fruto da sua inexperiência e juventude ou se serão posições que lhe irão ficar para sempre...]

Qual deve ser o meu papel nesta tomada de consciência? Como devo eu explicar à minha Filha sem a orientar para o meu caminho?

Stay Home Mother...

Sou fã da série Irmãos e Irmãs por diversas razões. Uma delas é a atitude da Mãe do clã Walker. Neste episódio, que foi transmitido ontem na Fox Life, há uma cena (23:29 a 24:40) que diz tudo sobre o que é ser uma Stay Home Mother...e o que os outros pensam desta forma de assumir a maternidade/paternidade. Vale a pena ver e ouvir!

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