Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sevilla

Eu e a minha Máquina
Ponte no Bairro Triana
Sevilha, Agosto 2009

Esta fotografia foi tirada na ponte que liga as duas margens do rio Guadalquivir, no centro da cidade de Sevilha. Todo o gradeamento da ponte, dum lado e doutro, está carregado de cadeados com nomes escritos a caneta. Perguntámos o significado daquela "plantação" de cadeados a um casal que passeava, a pé, como nós - "Os namorados prendem os cadeados com os seus nomes à ponte e deitam as chaves ao rio, num sinal de que os cadeados trancados para sempre significarão um amor sem fim"...

Daqui Te Vejo, este Post é para ti!

Post Scriptum*
"Pela genética que nos une e que me dá este gosto pela Festa dos Toiros, este post vai por ti!", Daqui te Vejo

Nas minhas veias de alfacinha corre sangue ribatejano. Assim sendo, há gostos que tenho que são completamente genéticos. A tourada é um desses gostos, assumo-o e não me coíbo de o proclamar aqui.

Nunca assisti a uma tourada numa Praça de Touros, mas sempre que posso assisto na televisão.

Ontem, na RTP 1, foi transmitida uma bela tourada. Gostei particularmente da actuação do cavaleiro João Ribeiro Telles Jr. Um toureio a cavalo que mais parecia um bailado. Os dois cavalos que este cavaleiro montou eram uns verdadeiros artistas, dançarinos, em frente de um toiro que estava desejoso por conseguir umas boas cornadas. Os forcados também não tiveram a sua actuação facilitada, mas acabaram por conseguir concretizar a pega à terceira tentativa.

Foi uma corrida cheia de cor, música e tradição!

* Decidi fazer um Post Scriptum no início do post para poder lá colocar a frase que Daqui Te Vejo deixou na caixa de comentários deste mesmo post. Com esta frase, o texto melhorou, tornou-se verdadeiramente tauromáquico :-)


Introspecção

O olhar e a Máquina da M.B.,
Salgados, Algarve,
Agosto 2009


Mais um dia que chega ao fim. Respira fundo. Sai para a varanda e respira o ar do anoitecer. Já não se sente o calor das noites de Verão. Está fresco, pressente-se a maresia, a proximidade do oceano que tempera e perfuma o ar. Acende um cigarro e inspira profundamente. O cigarro do fim do dia, o primeiro e único cigarro do dia, o momento, o seu momento de pausa. Introspecciona-se. Sente-se diferente. A quebra da rotina resultou como se tivesse feito um tratamento de sono. Os medos, as dúvidas, as dores causadas pelas palavras ditas e pelas caladas, esfumaram-se. Desapareceram num tempo que lhe parece longínquo. Quer permanecer nesta paz agora encontrada. Ou construída. Ou sempre esquecida. Planeia reinventar-se. Planeia. Será que o centro das suas questões não está sempre na sua necessidade de planear, de ser perfeita, de não errar? Planeia. Planeia não planear e deixar fluir. Viver o que acontecer com a calma da aceitação. Sente-se diferente e sente-se bem.

P a r a b é n s P a i !!!!!!

Eu e a minha Máquina,
Isla Mágica, Sevilha
Agosto 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O gato não é animal da minha predilecção, mas hoje, na loja que dizem ser de um preto, tive vontade de ter uma T-shirt igual à das funcionárias

"Os Cães têm donos, os Gatos têm Staff"

Ai, os Homens...# [1]

Uf!!!
Conseguimos pôr as nossas cabeças a funcionar e com uma caneta e um papel em branco chegámos ao fio condutor do presente ideal para o Pai. Metemos pés ao caminho e fomos recolher todas as peças que formarão o presente de aniversário. Eh eh eh... amanhã postarei o resultado!

Ai, os Homens...


Não sei se é só a mim que isto acontece, mas de cada vez que algum dos elementos masculinos da Família festeja mais um aniversário, fico sem saber o que oferecer. Camisas, gravatas, isqueiros e canetas são presentes de "despacho", sem imaginação, mas que acabam por ser os mais escolhidos pela dificuldade que existe em comprar O presente certo! Se a esta dificuldade de quem oferece juntarmos o facto de o presenteado não ligar nenhuma ao dia de anos, não gostar de surpresas e nunca desejar nada que esteja ao alcance das nossas pequenas bolsas, teremos um quebra-cabeças difícil de resolver.

Amanhã é dia de aniversário cá em casa. O presente ainda não existe, nem no plano das ideias. Durante o dia de hoje temos que pôr todas as nossas energias num brain storming que nos leve a um resultado prático, original e económico...

Música, Maestro!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ponto de Situação # [1]


A toda a hora ouvia as reclamações. Que não viam nada. Que estavam apertados. Que quem chegava depois ficava à frente e isso não é justo. Que se estavam a amarrotar as roupas. Sinceramente. Isto durante dias a fio, aos meus ouvidos. Evitava vir para o pé deles só para não ter que fazer de conta que estava surda. Como não há nada melhor do que vir de férias
, corpo descansado e mente vazia de ideias postáveis, hoje decidi ouvi-los. Escutei as reclamações e os protestos, um de cada vez lá disseram o que os atormentava. A falta de espaço para se mexerem, a falta de ar respirável, a falta de visibilidade. Dei-lhes razão. Soltei-os. Deixei-os experimentar a sensação de estarem no chão sem nada a apertá-los. Depois criei novos espaços habitáveis. Fui buscar outros que já há algum tempo estavam arrumados à espera de terem, também eles, um novo lugar na nossa organização. Aspirei, limpei o pó, subi e desci o escadote tantas vezes quantas as necessárias para que todos estivessem cómodos nos seus novos lugares, sem outros à frente a tirar-lhes a visão. Ouço-os agora respirar, respirações pesadas e cadentes, ritmadas, próprias de quem dorme o sono profundo depois de um grande esforço físico. Sorrio-lhes. Também eu estou feliz por os poder ver a todos, lombada a lombada, título a título (descobri que tenho um repetido..., resultado da desarrumação...), autor a autor. Estou feliz por ver que em muitos locais da minha casa há lugares que também eles podem ocupar, fazendo-me companhia no dia a dia, lembrando-me das palavras que cada um encerra. Os meus livros ganharam novos espaços e estão felizes. Sinto-o!

Ponto de Situação

A casa pareceu-me enorme quando cá cheguei. Começo a assentar os pés no chão e a mentalizar-me, aos poucos, que voltei à vida real. Liguei para as Escolas agora mesmo. O início está previsto para 15. Ainda não há turmas feitas nem horários. As férias continuam...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Felicidade

A frase atingiu-a em cheio. De repente, os olhos dela observaram-na, admiraram-na, a boca abriu-se, os lábios moveram-se e a frase saíu. Disparada. Cinco palavras apenas, formando uma frase exclamativa que rodopiou e entrou certeira. Porque é que nunca havia sido capaz de a dizer a si própria? De admitir a certeza, a realidade que encerrava? Seria demasiado simples, demasiado óbvio ou seria apenas o pudor de admitir tal realidade? Porque esta era uma realidade que nem todos os seres humanos conseguiam experimentar, havia que a ocultar, havia que a fechar no escuro para que não fosse ostensiva aos sentimentos de outros. Dita assim, de repente, pela boca de alguém que pouco a conhecia, a frase pareceu-lhe mágica. Sim, aquelas palavras juntas faziam sentido e o que diziam era a verdade. A sua verdade que parecia querer afastar. Decidiu nunca mais esconder, nunca mais fingir que não era verdade, por considerar que merecia, por saber que todos os que a rodeavam mereciam.

"Tu deves ser muito Feliz"

O que por cá se sente...em dia sem Sol

Quando os meus Filhos acordarem vão ficar contentes. Hoje não há Sol suficiente para nos fazer descer a rua até à praia. Eles (principalmente os pequenos) estão fartos de praia. O Mateus anda a contar os dias para voltar à Escola. O Martim quer voltar porque tem saudades dos Amigos. O Manel anda apavorado com a ideia de ir para uma escola nova, turma nova, colegas desconhecidos, 10º ano, área de Ciências. A Catarina aguarda serenamente (como é hábito seu) os resultados das candidaturas à Faculdade.

Eu queria poder tê-los sempre aqui,
por perto,
mesmo que por vezes a minha cabeça
se recuse a ouvir pacificamente a palavra

Mãeeeeeee.

A Prova do "Desligamento"...

Postal Ilustrado
encontrado aqui


Das coisas que mais gosto de fazer assim que "entro" de férias é comprar postais ilustrados, daqueles com vistas do local onde estou, e escrever desalmadamente a familiares e amigos. Este ano, apesar das férias terem tido o dobro do tempo, não houve postais para ninguém. Simplesmente não me apeteceu. Desliguei-me mesmo do Mundo real...

Setembro


Eu e a minha Máquina,

Carcavelos,
Setembro 2007


O primeiro de quatro meses terminados em "bro". O primeiro de quatro meses onde se põe fim ao Verão, se inicia o Outono e se dão as boas vindas ao Inverno. O mês em que comecei um namoro que terminou em casamento no mesmo dia, três anos depois. O mês que era o da nossa eleição para férias, antes de termos crianças em idade escolar. O mês da nostalgia. Os dias cinzentos que Setembro traz. As marés vivas. O cheiro da terra molhada depois de muitos meses de seca e de calor. Gosto deste mês!

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Eu e a minha Máquina
Praia dos Salgados
Agosto 2009


Voltei. Há que confessar que a vontade não era nenhuma, o Sol estava maravilhoso, a água esteve sempre quente, as conversas de fim de tarde, em círculo, na areia, constituíram momentos deliciosos em cada dia.
Li muito (de todos os livros que levei, sete foram lidos!), consegui ler o jornal diariamente, consegui desligar a minha cabeça do mundo a que pertence durante um ano inteiro e isso foi maravilhoso!


Agora, aos bocadinhos, muito pequeninos, volto às rotinas...
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