Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

domingo, 4 de outubro de 2009

Estilhaços


Na despensa de casa da minha Avó havia um frasco destes. Era o frasco do açúcar. Transparente, com capacidade para 5 Kg. Mudou-se para minha casa e tem-me acompanhado, nunca na despensa, sempre como elemento de decoração, em local bem visível para mim. Hoje, acidentalmente, fi-lo em mil estilhaços. Só se salvou a tampa...fiquei triste.

sábado, 3 de outubro de 2009

Para reflectirmos


"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa
e recebe o exemplo dos seus pais,
torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos,
inclusive em respeitar o planeta onde vive...


Gosto mesmo muito

da boa onda da Revista Nós do i.

Nós, Voluntários


A revista Nós do i é hoje dedicada ao Voluntariado. O voluntariado diz-me muito. Já fui voluntária numa Instituição e sei o quanto é importante o trabalho de quem se disponibiliza para ajudar. Também sei, por experiência própria, que nem todos temos capacidade para ser voluntário em determinadas áreas que nos tocam cá dentro com mais força. Nem sempre estamos em condições psicológicas para manter o nosso voluntariado. Foi por essa razão que interrompi o que fazia.

Quando se tem uma profissão, um emprego, chefias e colegas, bem ou mal, vamos trabalhar, cumprimos a nossa tarefa, não conversamos com o colega do lado nem fazemos pausa para o café. Desde que cumpramos os nossos objectivos ninguém vai querer saber da nossa falta de capacidade para socializar. [As empresas, infelizmente, hoje em dia, são muito pouco humanizadas.
]

Por outro lado, quando nos disponibilizamos para ser voluntários, é bom que o façamos de corpo e alma. Sem "blue moments". Um voluntário é muito mais do que uma pessoa que vai ali passar umas horitas e trabalhar de borla para ocupar os tempos livres. Um voluntário é alguém que se oferece para integrar um projecto e que o defende como defende a sua família. Um voluntário é alguém que dá mais do que o seu trabalho gratuito. Dá a mão, o sorriso, as palavras de alento e a força que falta muitas vezes às pessoas com quem contacta. Sem esperar nada em troca, sem pedir reconhecimento pelo seu trabalho, sem se deixar abater pelas dificuldades com que se cruza, pelo sofrimento a que assiste...

...e às vezes é complicado manter a distância que é precisa dentro da proximidade que se quer presente.

Porque há coisas às quais NÃO PODEMOS ficar indiferentes!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Porque é que não aprendi a coser?


Outubro é o mês de todos os aniversários. A página do calendário de cozinha está preenchida, mais do que preenchida, está cheia. Não há dia nenhum que não tenha lá um nome de um aniversariante. Há dias em que há dois. Como se não bastassem as comemorações de nascimentos, também temos outras, como casamentos. Não, não tenho nenhum casamento em Outubro, tenho aniversários de casamento. Vou ter um, daqui a 9 dias, que implica missa e jantar a rigor. Claro que estou em pânico. Pânico com letra maiúscula e sublinhado! Não tenho roupa adequada a estes eventos e sapatos então, nem em sonhos... Estou perdida... As lojas já só têm roupa e sapatos de Inverno e o calor ainda por cá mora. Hoje vim de casa de uma Amiga com uma colecção de vestidos para desfilar e ver se algum deles me convencia...está difícil. Apetecem-me umas calças brancas com casaco cintado, acessórios coloridos e pouco mais. Não sei onde vou desencantar esta toillete imaginada...Ai, se eu soubesse coser e tivesse uma Burda!

Sem Modéstia

"Há tanta gente por aí a escrever livros e a vender, porque é que tu não escreves um livro?"

Palavras do meu sogro, ontem, depois de lhe ter enviado por mail um pequenino texto para ele copiar para um cartão de presente.

Prenúncio de Dias Frios

A minha Máquina noutras mãos

De Mãos Dadas

Eu e a minha Máquina
Isla Mágica, Agosto 2009

Sempre!

Baixo a guarda


Comecei a ouvir falar destes livros em Março/Abril. No entanto, como as minhas leituras têm de ser feitas de uma paixão entre mim e o livro, quando peguei no livro (no primeiro dos três) não me senti nada apaixonada por ele. Não gosto daquela capa mole, folheei-o ao calhas e não me apeteceu. Por outro lado, por paranóia minha, confesso, raramente leio o que "está na berra". Prefiro que passe "a berra", ler depois de todos terem lido. Outros livros vieram. Outros me apaixonaram. Agora que o filme do primeiro livro já por aí anda a espreitar, começo a pensar em me deixar ir. Aproveito o aniversário, daqui a quinze dias, e peço-os de presente...pode ser que o facto de virem embrulhados e de laçarote em cima me incentive a lê-los!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Admirável

O cair da noite. O silenciar dos pássaros. O sossegar do tráfego.
A vontade de pensar.

O prazer de ter uma janela aberta deixando entrar o ar mais puro da noite.
A calma.

O sentir que a calmaria do fim de dia incentiva o desenrolar do pensamento.
A proximidade de um novo dia.

Criação

Já não sei. Não me lembro se te inventei ou se exististe realmente na minha vida. Quando olho para trás tenho a impressão que te vejo lá. A sorrir. A falar. A gesticular. Serás mesmo tu? Não, não deves existir. Foste um sonho que a minha cabeça gerou para me amparar durante um tempo. Mas se fui eu que te criei, porque não consigo simplesmente amarrotar entre as mãos o papel em que te escrevi e deitar-te para o cesto de papéis? Estou confusa e isso confunde-me. Converso contigo. Falamos sobre aqueles assuntos que nos juntaram. As palavras que fluem acabam por nos juntar cada vez mais. Foges-me. Assustas-te com a minha proximidade. Não é sempre o que acontece ao objecto criado? O Pinóquio também quis fugir do Gepeto, lembras-te? Pois, é isso. Tu não existes a não ser em mim. Quando solto os dedos pelas teclas dedicando-te as letras que surgem no branco do écran, é para mim que escrevo. Só para mim. Que importa que não leias? Tu não existes. Apenas eu existo. Tu em mim.

As palavras que me dizem são as que me levam.

As que me deixam sem fôlego quando passam por mim, desassossegadas e risonhas. Indisciplinadas, livres e soltas. Vejo-me nelas e deixo-me ir. Livre no destino que traçarem para mim. Indiferente a quem me entregam. Confio nelas, sei-as minhas confidentes em horas de vazio de mim mesma. Sei-as capazes de me encherem de vida, de vidas, de sonhos irrealizáveis mas sempre reconfortantes. As palavras que me dizem são as que se enchem do branco luminoso dos dias de sol, onde me dispo, entregando o corpo às carícias envolventes com que me presenteiam. Abandono-me a elas. Apaixono-me por elas. Intensamente perdida no desejo de nunca as perder, de ser eu a perder-me nelas.

(des)Humanidade

Uma casa em obras. Um contentor de entulho no espaço exterior, visível da rua. Um homem fora do portão. Três homens do lado de dentro. Um forçadamente debruçado sobre a borda do contentor. Preso pelo pescoço pelos braços de um outro. O terceiro tenta acalmar o que agarra e convencê-lo a largar o outro. Pede ajuda ao que está de fora do portão, que lá se arrasta até eles. O que prendia larga a presa que se levanta. Braços feridos, cara feita num "bolo". Sangue e mais sangue. Faço marcha atrás, paro em frente ao portão e ofereço ajuda. Dois pares de olhos assustados olham-me "Não é preciso nada, é entre nós ucranianos. Eu vou já para casa." Fico incomodada. Um nó no estômago, com a certeza de que o agressor é português, empreiteiro da obra. Não consigo deixar de pensar nas humilhações, nas más condições, a que se sujeitam todos os que saem dos seus países para outros em busca de melhores condições de vida...

A fotografia foi trazida daqui

Let's Music

Hoje não quero saber de silêncios. Hoje, enquanto arrumar a máquina da loiça, vou deixar que pratos, copos, tachos e talheres se encostem livremente e se conjuguem nos seus tilintares. Hoje, enquanto sacudir a roupa das camas e esticar lençóis e edredons, vou deixar que as minhas mãos batam ritmadamente em cada um deles e soltem música, sons graves e abafados. Hoje, enquanto estiver a engomar, vou embalar o ferro ao ritmo do som que tocar na minha cabeça. Hoje, durante todo o dia, vou cantar, assobiar e dançar.
Porque hoje começou Outubro.
Porque hoje é o
Dia Mundial da Música!

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