Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sábado, 17 de outubro de 2009

Presentes

O Álvaro ofereceu-me este livro maravilhoso que eu andava a namorar há muito tempo.



E ainda um Eee PC branco, novinho em folha, com uma autonomia de oito horas e meia!

Ainda estou a habituar-me ao novo teclado e ao tamanho do écran, mas é bom ter um computador rápido e não uma máquina de escrever automatizada!

Obrigada :-), em cheio!

Pobreza Zero, Já!

Imagem vinda Daqui


1. A pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes o resultado de um mundo injusto e desigual e não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica. As causas da pobreza e da exclusão social só podem ser eliminadas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam as condições favoráveis a elas. A pobreza é um atentado aos Direitos Humanos, que deve ser erradicada em todos os países;
2. A campanha Pobreza Zero luta contra as causas estruturais determinantes da pobreza e da exclusão social, e desafia as instituições e os processos que perpetuam a pobreza e a desigualdade no mundo. Trabalhamos pela defesa dos direitos humanos, pela equidade de género e pela justiça social;
3. O mundo em que vivemos é um mundo de abundância e nunca como hoje foi tão possível erradicar a pobreza – nunca houve tantos recursos financeiros e tecnológicos disponíveis que permitam erradicar para sempre a pobreza extrema do nosso planeta. Deve também reconhecer-se que a pobreza em Portugal, tal como a nível mundial, não é devida à falta de recursos. O problema reside no facto de a pobreza continuar a ser vista como uma questão periférica, pretensamente resolúvel por políticas e medidas periféricas e residuais;
4. Na nossa acção queremos pressionar os governos para que erradiquem a pobreza, diminuam drasticamente as desigualdades e alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Pedimos:
* Prestação pública de contas, governação justa e o respeito pelos direitos humanos;* Justiça no comércio global;* Aumento substancial na quantidade e na qualidade de ajuda (0,7% do RNB até 2015) e no financiamento para o desenvolvimento;* O cancelamento de dívidas dos países mais pobres e de rendimento médio;* A tomada de medidas politicas que visem a mitigação das alterações climáticas, de forma a que os países poluidores paguem os danos causados no meio ambiente;* O apoio internacional à concretização de medidas de adaptação às alterações climáticas, nos países e comunidades mais vulneráveis, com recursos adicionais aos da ajuda pública ao desenvolvimento;* O fim dos bloqueios culturais e comportamentais que a pobreza persistente gera nos pobres, comprometendo a sua capacidade de vencer a situação e de utilizar os meios postos ao seu dispor;* Integrar, nas diferentes políticas públicas, objectivos, estratégias e instrumentos que visem a remoção das causas estruturais da pobreza e da exclusão;* Promover a mudança de mentalidade dos não-pobres, superando preconceitos acerca da pobreza e suas causas e estimulando comportamentos mais solidários;* Que a equidade de género seja reconhecida como elemento central na erradicação da pobreza.
Por isso agimos, mobilizando a sociedade civil, para que, unida nesta luta, pressione o governo português e as instituições poderosas para que:
» Incluam nas suas agendas o objectivo da erradicação da pobreza no mais curto período de tempo;
» Adoptem níveis salariais, pensões e prestações sociais mínimas que não fiquem aquém do limiar da pobreza e aumentem a eficácia e eficiência das transferências sociais e demais políticas sociais;
» Reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa e proporcionem recursos adicionais (para além dos 0,7% do RNB) para o apoio a países em desenvolvimento;
» Acabem com os conflitos armados, ocupações, guerras e as violações sistemáticas dos direitos humanos que as acompanham, e trabalhem com vista à desmilitarização de modo a assegurar a paz e a segurança humana;
» Todos os governos prestem contas aos seus povos e tenham transparência no uso dos recursos públicos, desenvolvam estratégias anti-corrupção pró-activas e consistentes com as convenções internacionais;
» Protejam jurídica, física, social e economicamente os direitos das crianças, incluindo as crianças afectadas por conflitos e/ou catástrofes e carentes de acesso a serviços públicos de qualidade;
» Garantam o direito à informação e à liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e de livre associação;
» Assegurem a participação da sociedade civil nos processos de orçamentação;
» Assegurem serviços públicos universais e de qualidade para todos (saúde, educação – incluindo a alfabetização de adultos – água e outros);
» Promovam regras de comércio internacional e políticas nacionais de comércio que assegurem modos de vida sustentáveis, os direitos das mulheres, crianças e povos indígenas, conduzindo à erradicação da pobreza;
» Garantam um aumento substancial na qualidade e na quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza, a promoção da justiça social, a realização dos ODM, a equidade de género e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens;
» Revertam a fuga de capitais dos países pobres para os países ricos, identifiquem e repatriem os activos roubados, por meio de acções contra paraísos fiscais, instituições financeiras, multinacionais e outros actores que facilitem esse processo.
Pretendemos mobilizar o máximo de pessoas possível, de modo a mostrar o poder da sociedade civil unida na luta por uma causa global e solidária. É preciso pôr um fim à pobreza. Juntos somos capazes de acabar com a pobreza!
Junta-te a nós!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Estou Chocada...


acabei de receber o início de uma destas. Destas, das que eu tenho dito que não quero ter, destas com que eu tenho gozado...oferecida pelos meus próprios Pais!

É castigo! Vá, toca a comprar peças e oferecer-me para eu encher a pulseira rapidinho!

Dia Mundial da Alimentação


A noção de Karma também está nesta coincidência comemorativa. Se assim não fosse como se explicaria o meu eterno estado de dieta? E o meu "escritório" na cozinha? E a paixão pelas Bimbys? E o cheiro do bolo de chocolate que se impregna em mim?

Karma


Na vida nada acontece por mero acaso. Cada vez mais creio num destino cósmico que nos está traçado e no qual nos deslocamos, alterando ou não a vida que uma força superior já ditou.

Descobri ontem, numa festa de aniversário de um sobrinho, que o meu Karma é a disciplina. Numa outra vida terei sido um ser livre, como um cavalo à solta, o que agora, nesta vida terrena me obriga à aprendizagem da disciplina e das regras. De tudo o que li sobre a personalidade dos que vêm aprender a disciplina concluí que eu sou "aquilo" e assim se explica a minha quase fobia pela disciplina.

Assim se explica a minha dualidade de vontades, entre o eternamente "certinho", planeado e organizado, e a vontade sempre presente de voar para bem longe, para muitos longes daqui.

16 de Outubro de 2009 # [1]




















A ti.

Que apareceste na minha vida vinda dum telhado desconhecido. Que aterraste e sem ronronar ultrapassaste a minha barreira de defesa. Foste gatinhando, devagarinho. Foste aprendendo a ler sinais de mim. Foste ouvindo. Sempre enigmática e independente. Aparecendo e desaparecendo ao sabor do miado que te sopra nas orelhas a vontade de ser livre. Contigo tenho podido partilhar gostos, culturais, sabores, conversas e silêncios. Como se tudo isto não fosse suficiente, partilhamos a data de nascimento, num sinal cósmico de que um laço superior a nós nos uniu.
Desejo-te o que sei que vais ter. Um dia muito feliz, (porque tu és feliz), rodeada de gente que te vai mimar e fazer sentir aquilo que qualquer Balança, gato ou não, adora sentir-se - o Centro do Mundo!
Parabéns!

16 de Outubro de 2009

Confirma-se. Passam hoje, ao meio dia e cinco minutos, 44 anos sobre a data do meu nascimento.

Os 40 têm sido anos especiais. Os primeiros dois foram formidáveis. Anos em que me senti maravilhosa, iluminada, cheia de força e vontade de fazer coisas, de intervir no Mundo.

Os dois últimos anos têm sido atribulados. Reflexo de uma crise que se diz global e da qual já não posso ouvir falar, a minha vida tem andado um pouco aos trambolhões. Eu vivo com a sensação desconfortável de alívio por ter conseguido chegar ao final de mais um dia. Como se todos os dias pressentisse que algo está para acontecer mas nunca mais acontece. Têm sido dias, semanas, meses e anos difíceis. Tenho-me isolado cada vez mais por não me sentir boa companhia. Tenho-me fechado em casa e esgotado as minhas energias em trabalho e mais trabalho doméstico. Por vezes sinto que ajo como se quisesse impor a mim mesma disciplina e rigor desnecessários. Faltam-me os momentos do dolce far niente, do fazer algo que me dê prazer só porque me apetece...

Completo 44 anos de vida. Entro hoje no 45º. Com um crer interior enorme em dias melhores.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Preparativos

Imagem vinda daqui

Ingredientes listados. Menú do jantar já decidido e em elaboração. Amanhã será o dia de fazer doces e de arrumar minimamente a casa. Continuo atrasada com o que vou oferecer no final do jantar. Continuo atrasadíssima com o presente da minha Amiga aniversariante do signo Balança. Não percebo o que se passa com o tempo, mas cada vez é mais veloz!
O Manel teve teste de Matemática. Agora. Enviou-me sms a dizer que tinha corrido mal. Que o teste era pequeno e muito difícil. Só me apetece dizer asneiras, daquelas gordas, de muitas letras.O miúdo tem estudado todos os dias, tem feito os TPC, tem-se portado bem nas aulas...porque é que os cérebros portugueses não atinam com a Matemática? A Professora diz que se nota que ele tem falta de bases. As explicações de Matemática custam uma "pipa". Raios partam o dinheiro! Quem diz que ele não traz felicidade é porque nunca viveu sem ele. Já estou por tudo. Vou engomar para fora, vou transportar crianças, vou ... sei lá o quê ... I'm fricking out.

Talento para Chefe



Um professor pede aos alunos que escrevam uma redacção sobre o tema:
"Se fosse director de uma empresa".
Todos começam a escrever excepto um.

- Menino Joãozinho, porque não começa a escrever?
- Estou à espera da minha secretária.


(recebi por mail e achei que era mesmo digna de um post!)

Ultimamente sinto-me assim...

Blog Action Day



Uma das coisas que gosto nesta comunidade virtual é a possibilidade de conhecer novas realidades, novos movimentos, de nos juntarmos a causas que são comuns a toda a Humanidade. Foi o que aconteceu com este Blog Action Day, proposto pelas Crónicas do Rochedo.

As Alterações Climáticas constituem o tema de acção neste ano de 2009. Todos nós as sentimos, de ano para ano o aumento das temperaturas médias, as estações que deixaram de ser notoriamente quatro e se diluem quase exclusivamente em Verão e Inverno. Sinais dos tempos, sinais de muitos anos, décadas e séculos de maus tratos ao meio ambiente.

Temos nas nossas mãos e nas nossas consciências o dever, a Missão, de mudar o curso do destino. Não o nosso, o pessoal, mas o da Humanidade. O que vamos deixar para os nossos Filhos, Netos, Bisnetos...Há que reciclar, sempre. Fazer ver que qualquer simples invólucro de um CD é plástico que demorará séculos a degradar-se no ambiente. Há que poupar água, sempre. Terminar de vez com o hábito de lavar dentes com a torneira aberta, terminar de vez com a lavagem de legumes em água corrente, terminar de vez com os banhos em que nunca se fecha a torneira. Se nós ainda temos a sorte de ter sempre água a correr nas nossas torneiras, há populações, no Mundo, que não sabem sequer o significado da palavra água. Actualmente, a diarreia, por falta de água potável, mata mais do que todas as doenças de que estamos habituados a ouvir falar como sendo as pragas do século.

O meu apelo, neste Blog Action Day, vai no sentido da defesa e preservação do maior bem natural do Planeta Azul - a Água!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Conversas de Mulheres


De que falam quando se juntam? De tudo e de nada. Por vezes nem se apercebem de que estão em silêncio. Juntam-se todas as semanas, na mesma praia, no mesmo quadrado de areia. Dizem que ali
estão abrigadas do vento e que têm um excelente ângulo de visão. Os Filhos já não lhes pesam, as casas sobrevivem sem elas durante um dia. Chegam cedo, para aproveitarem o "Sol bom". Fatos de banho, chapéus de palha. Nos sacos a tiracolo vêm os óculos escuros e os protectores solares de factor elevado. As peles maduras já não querem sol em excesso, fogem das rugas e das manchas. Garrafas de água, maçãs verdes e sumarentas, leituras fáceis. E sentam-se. Une-as o prazer de estarem juntas. Une-as o mar e o sol. Entre elas não há segredos, esses guardam-se para aqueles conhecimentos fugazes, aqueles que se criam no cruzar de carrinhos de supermercado ou na hora de ir buscar os miúdos à escola. O conhecimento que as une é feito da intimidade e da partilha. De muitas palavras contadas. De muitos silêncios. De gargalhadas e algumas lágrimas quando a vida lhes troca as voltas. E lá vão elas conversando. O marido que chega tarde e já não diz uma palavra até chegar à cama. Aí quer conversa, mas já não tem hipótese. O filho que precisa do equipamento de ginástica dia sim dia não mas que se esquece sistematicamente de o por na roupa suja. A filha que anda num vai e vem de trabalhos para entregar e prazos para cumprir e se queixa das poucas horas que consegue dormir. Os preços que estão pela hora da morte. Como é possível sustentar uma casa de família com a alimentação tão cara? O que me vale é que não há exigências noutras coisas. Sorte a tua, os meus não passam sem aqueles horrorosos ténis de marca. Oh, meu Deus, a mim o que mais me entristece é não ter dinheiro para comprar tudo o que gostaria de ler. . . mas também não iria ter tempo para ler tudo! E com tudo isto, já viram as horas? Acabou a nossa happy hour. Para a semana há mais!

Foi um Momento , Fernando Pessoa


Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?

Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve!...

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa Incompreendida...

Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
‘Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.


in "Cancioneiro"
Eu e a minha Máquina,
Ctº Cultural de Belém,
Setembro 2008


Poderei eu abandonar-me?
Deixar-me esquecer o que há em mim e me faz Eu.
Ou talvez o que me faz Eu seja o que não aparece.
Poderei eu sair do Mundo e criar na dimensão imaginária o espaço que me é urgente criar.
Deslumbrar-me.
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