Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pensamento Estúpido # [22]

Há famílias com muita sorte. Quer dizer, os maiores sortudos destas Famílias são os Casais. As Famílias onde existem Pais e Sogros presentes nas tarefas do dia a dia. Durante a semana vão buscar os miúdos à escola, dão-lhes banho, jantar e caminha. No dia seguinte levam-nos à Escola. Aos fins de semana até ficam com eles para os Pais poderem ir passear a dois, namorar. A vida torna-se mais agradável, menos cansativa, com tempo para os Pais respirarem um pouco, com tempo para as crianças namorarem os Avós e ouvirem as histórias que só eles sabem contar, com tempo para os Avós se sentirem jovens, capazes de ter a seu cargo gente pequena, outra vez.

Isto a propósito de quando cheguei agora da distribuição de Filhos ter olhado para as janelas dos meus vizinhos das traseiras e ter visto os "Avós" a sacudirem tapetes à janela, a lavarem calhas das janelas. Calculo que estejam a fazer a limpeza de sexta feira para que o Filho/a Filha possam ter um fim de semana mais descansado.

Que sorte!

É Sexta Feira # [4]


Dia em que os três rapazes estão a ter/vão ter testes - Matemática, Físico-Química e Língua Portuguesa e a rapariga vai ter avaliação de Escultura.
I. Arrumar mesa de pequeno-almoço e máquina de louça do jantar de ontem;

II. Fazer camas e arrumar quartos;

III. Conduzir até Cascais. Fazer uma troca no Jumbo. Dar uma volta pelas ruas procurando inspiração para presentes de Natal de Família hiper-numerosa;

IV. Voltar a S.João para almoçar com Filha e Pais/Avós;

V. Recolher das Escolas os mais pequenos para os levar ao cinema;

VI. Voltar a casa para fazer jantar;

VII. Dormir...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

No carro, da escola para casa:
- Mãe, o Pai andava de mota e foi assim que perdeu o dedo da mão, não foi?
- Sim foi.
- Então, o Pai é deficiente.
- :-( sim...
- Eu também sou deficiente!
- :-( então?
- Então, não vejo bem e uso óculos. E o Martim também!

Em casa, com o caderno diário, a estudar para o teste de Português amanhã:
- Mãe, hoje é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência!

Mesmo que eu não soubesse, já deveria ter percebido. Pelas conversas no carro.

Não São Só As Rosas Que Têm Espinhos!

Eu e a minha Máquina,

Agora mesmo!

Chegaram ontem.

Com as compras que pedi à última hora.

Trazidos pelo Pai.

São tão lindos não são?

Pensamento Estúpido # [21]

A nossa magra conta bancária reside na Caixa Geral de Depósitos. A nossa casa/habitação é nossa e da Caixa Geral de Depósitos. No próximo dia 19 vai realizar-se, no Campo Pequeno, um concerto de Natal com o alto patrocínio da CGD. Se eu pedir, será que o meu banco/sócio me oferece uns bilhetinhos para o concerto? É que eu gostava mesmo de ir!

Eu Acredito em Bruxas :-(

Há uns meses morreu o micro-ondas. Coitado, já era velhinho e com muito uso. Decidiu não funcionar mais e acabou por ir para o lixo. Depois, no Verão, avariou-se o esquentador. Bem, estava calor e um banho de água fria nunca fez mal a ninguém. Agora, há um mês ou dois a máquina da roupa começou a reclamar. A não lavar em condições. O programa que eu utilizava deixou de fazer mexer o tambor. Optei por outro e tinha que ir lá pô-lo na posição de centrifugação. Este fim de semana, a querida da máquina decidiu desatar a perder água. Por todo o lado. Da última vez pedeu toda a que meteu para lavar a roupa que lá ficou dentro. Ou seja, "no" micro-ondas, "no" esquentador, "no" máquina de lavar roupa. Que bom, não é?

Tenho a Certeza...

...de que se estivesse a receber vencimento pelo trabalho de dona de casa, neste momento estaria sem ver um tusto...é que ando com uma falta de pachorra para as minhas tarefas domésticas que vocês nem imaginam!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

De Amor

Nesta altura da minha vida fazia-me bem um amor.
Sem pressas nem compromissos.
Um amor sem regras socialmente aceites.
Nesta altura da minha vida fazia-me bem a surpresa do beijo e o afecto do abraço.
Sem o sabor do hábito.
Com a força do desejo.
Nesta altura da minha vida...
Onde andas?

Dúzia de Palavras

Estou a tentar. Como te prometi. Tenho o caderninho de capa castanha à minha frente. A tua letra, grande e bem desenhada. Decidida. Todas as tuas palavras alinhadas, numeradas, numa ordem que eu deveria perceber. Tenho a certeza que quando pensaste nestas palavras que me ofereceste, pensaste em resultados que iriam surgir. Mas como fazer para que façam sentido num mesmo texto? Sim, tens razão. Não tenho pensado o suficiente nelas. Tenho-as transportado comigo, todos os dias, com o carinho com que se transporta algo muito querido, mas não tenho pensado nelas. Por onde andam os meus pensamentos? Há um distanciamento enorme entre o meu eu criativo e o meu eu real. Cada um puxa para seu lado a pessoa em que habitam. E as tuas palavras? Acho que aquela fusão cósmica que existe entre nós fez com que tu soubesses que este presente de aniversário me daria um imenso prazer. Eu gosto dos teus desafios e os textos mais bonitos que por aqui passaram foram resultado de desafios teus, de revisões tuas. Às vezes gostava que as nossas vidas não fossem tão distantes. Vês? Lá estou eu a pedir mais do que tenho. Tenho o meu caderninho castanho com a tua letra grande e bem desenhada. Sempre comigo. Um pedaço de ti a comungar dos meus dias, a tornar ubíqua a tua presença.

Do lado do silêncio

Gosto de espreitar o teu sono de criança, à noite, quando dormes alheio a tudo, e eu fico a ouvir a tua respiração a alisar os teus cabelos. Às vezes, chego a pensar que é um desperdício ir dormir, em lugar de ficar a ver-te dormir, porque o tempo voa e em breve já não será criança. Nestas noites, como diz a lei, tenho-te à minha «guarda», o que é prazer insubstituível e a que alguns chamam direitos e outros deveres.
Gosto de acordar de manhã, quando, ainda antes do despertador tocar, oiço o som do Canal Panda na sala, e fico a saber que tu já acordaste e que segues à risca o ritual estabelecido, e a que a seguir irás fazer o teu pequeno almoço e vestires-te para a escola. Mas, apesar disso, gosto de te recomendar que faças tudo isso e não te esqueças de lavar os dentes, sabendo que não te esqueces mas também gostas de ouvir-me dizer-to, porque essa é a forma de saberes que te «guardo».
Saímos de casa deixando para trás o desalinho do teu quarto, a desarrumação vivida das tuas coisas, esses sinais indesmentíveis da tua presença, sem os quais a casa não faz sentido e o silêncio pesa como dor escondida. És sempre tu quem carrega no botão do elevador, quem acende as luzes da garagem, numa atenção emergente para a rotina das coisas, que é forma como vais entrando na manhã. E segues num silêncio atento no banco de trás do carro, que interrompes às vezes com alguma pergunta que te ocorre de repente. Vais chegado para a frente, uma mão pousada nas costas do meu banco, como se quisesses prolongar os últimos instantes de proximidade física. Infelizmente, é tão curto o trajecto, que chego a desejar uma camioneta a descarregar na rua que nos atrase uns minutos antes que a manhã nos separe. E embora eu saiba que não há carros à vista quando tu atravessas a rua para a porta da escola, vou contigo de mão dada, para que sintas ou para que eu finja para comigo que continuo a guardar-te até que a porta nos separe e outros fiquem contigo.
Porque há sempre uma porta que se fecha e que nos separa, ao contrário da casa, onde a porta do teu quarto e a do meu estão sempre abertas. Há sempre esta porta que se fecha sobre ti, outros que te falam e te escutam, enquanto eu caminho na tua ausência e na lembrança da tua voz, outros que sabem de ti o que eu ignoro, outros que por vezes se cansam de ti enquanto eu só te espero, outros que te vêem e te tocam enquanto eu olho as tuas fotos espelhadas pela minha vida. Tão perto e tão longe de ti. Tão fundo e tão ausente. Tantas esperanças, tantos projectos, tantos planos. Tantos enganos. Tantos anos, Tantos danos.
Fecho os olhos e sonho. Tu caminhas comigo, de mão dada, num campo onde não há mais ninguém, e procuramos musgo e pinhas.Há uma gruta num pequeno bosque de que eu finjo não conseguir encontrar a entrada sem ti. É o nosso segredo e lá estamos protegidos do mundo e dos seus males e perigos. Entro por aí contigo. Adormeço e para sempre viverei contigo nesta gruta. E és tu então que me proteges.

(A todos os pais que não se demitiram de o ser e que gostariam de acordar todas as manhãs com os seus filhos e vê-lo adormecer todas as noites e não podem. A todos os machos-homens, vagueando por casas vazias sem ninguém a quem guardar, sem ninguém a queproteger, sem função útil, nestes tempos em que não há tempo a perder. E escrito em mais um Dia Internacional da Mulher, com o seu coro de lamentações e homenagens à mulher e «à sua tripla função de mãe-trabalhadora-dona-de-casa», face à cada vez mais evidente inutilidade social dos homens)...

Autor:Miguel Sousa Tavares

Para Surfistas ou Para Jogadores?

As Minhas Paixões Eternas!

O Mar e o Surf.

"Soltas" de Filhos

I.
Martim
- Mãe, sabias que podes ir à Net ver o que como e onde gasto o dinheiro na Escola?
- Sim, sabia.
- Então porque é que não vais?
- Porque não sou Polícia!

II.
Encontrei o Professor João Miguel. Perguntou-me pelos resultados escolares do Manel. Eu disse-lhe. Ele respondeu-me que o tinha achado muito murcho no dia do campeonato e que eu tinha que lhe dar tempo para o surf. Respondi-lhe que não posso dar o tempo que o horário escolar não dá. Dou a tarde de sexta feira, a única tarde livre da semana. Ele tem um objectivo e para lá chegar tem de trabalhar, tem de estudar, tem de ter boas notas. Está bem, mas ele tem de descarregar a energia, deixa-o ir mais vezes...e aparece por lá também. Sentimos a tua falta.
Oh...

III.
Manel
- Mãe, sabes o Ricardo?
- O amigo do Lourenço? Sim, sei.
- Na sexta perguntou-me porque é que nunca mais tinhas aparecido na praia. Eu disse que tens sempre muita coisa em casa para fazer. Ele disse para tu ires na sexta.

Oh...

Conservadora. Quem, Eu?

As orelhas todas furadas. Autorização aos filhos, rapariga e rapazes para furarem as orelhas. Adepta do topless há mais de vinte anos, continuando a fazê-lo sem qualquer tipo de constrangimento.Tratamento livre por tu. Pais para Filhos, Filhos para Pais. Posicionamento político afastado da área dos partidos denominados conservadores, primeiro por influência familiar, depois por opção consciente. Adepta quase fanática da Internet, do computador pessoal e portátil, do meu blogue e dos dos que leio. Sem qualquer ligação à Igreja que não a do Casamento (que foi católico por a cerimónia ser mais bonita.) Sem qualquer tipo de preconceito, seja ele racial, político, sexual. Forma de vestir nada enquadrável no "tipo" de uma Mãe de Família...

...as reticências entram aqui com o seu significado mais puro, uma vez que há muitas outras características próprias de um NãoConservador que não vou enumerar aqui por ser este um espaço lido por muita gente, de várias idades, credos, ideologias políticas.

Pensava eu ser uma pessoa afastada da designação de conservadora.

Quando o i publicou o Nós Conservadores e me pus a ler tudo com atenção e capacidade de reflexão, concluí, algo chocada, que afinal estava completamente errada em relação a mim mesma.

Casamento como manda a Lei com uma duração de 21 anos. Dona de Casa a tempo inteiro. Quatro Filhos, todos do mesmo casamento. Casa à séria, com direito a cães e periquitos. Gostos musicais que me levam ao que conheci durante a juventude e a idade adulta jovem. Ser chamada de Tia (raras excepções) pelos Amigos dos Filhos. Continuar a ser adepta de uma agenda em papel, que já não é o Filofax mas continua a ser em papel. Manter a tradição de escrever as Boas Festas, anualmente, em cartões comprados e enviados pelo correio. Manter o gosto pelo papel escrito e ser pouco adepta de ebooks e BookCrossing. Preocupada com a falta de exigência, de valores, de padrões de conduta na actual educação. Preocupada com o peso excessivo que se dá ao consumo, à aparência, à superficialidade das relações humanas.
Como compreender? Em que lado me enquadro? E será que tenho de me enquadrar num dos lados? Será que a minha postura não é uma postura de meio-termo, de equilíbrio entre os extremos de cada uma das formas de estar na vida? Não me interessa muito ser "catalogada", portanto vou continuar nesta minha onda de "Verice"!

Natal # [4]

Já escrevi dezasseis cartões de Natal.

Vou sair e aproveito para os ir selar e meter no correio.

Quem serão os primeiros a receber?

Deêm sinal para aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1º de Dezembro

I.
Primeiro dia do mês cujos dias mais vezes são contados pelas crianças nos calendários.
Dia em que se devem comprar os calendários do Advento. Cada janelinha do calendário corresponde a um dia do mês e ao abri-la encontra-se um chocolate.

II.
Feriado. Dia em que se comemora a Restauração da Independência de Portugal após o Período Filipino.

III.
Dia em que se assinala o Dia Mundial de Luta contra a SIDA (há um peditório a decorrer até dia 4 de Dezembro!)
Conversar, esclarecer, prevenir. Palavras cuja importância convém ter sempre associadas à sigla SIDA, porque ela existe e as suas consequências são demasiado graves para serem ignoradas. Convém não esquecer que há coisas que não acontecem só aos outros!
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