Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sábado, 6 de março de 2010

€4,5??? 900$00????


O enorme espaço envolvente ao Hospital de Santa Maria foi transformado em parques de estacionamento. Pagos. Ontem chovia a potes quando cheguei ao hospital. Tive tanta sorte que arranjei logo lugar no parque em frente à urgência e à Central de Consultas por onde se entra para as visitas e nem pensei em optar pelo da ginecologia onde se pode efectuar o pagamento através da Via Verde. Estive no hospital entre as 13:50 e as 16:30. Quando cheguei cá abaixo para pagar o estacionamento, meti o cartão na máquina e no visor surgiu a quantia mágica - €4,50. Precisamente o valor que tinha dentro do porta-moedas. Nem mais, nem menos! Fiquei sem um tusto...porque é que não fui para o da Via Verde?
Fiquei chocada. E no meu sempre eterno regresso aos escudos, ainda mais chocada fiquei. 900$00? Roubalheira!
Por pouco não tive de ir pedir dinheiro emprestado à minha Mãe para pagar o parque de estacionamento usado para visitar o meu Pai...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Projectos de Futuro

Já tenho. Filhos. Considero que são produtos de qualidade, que não deixam os meus créditos em mãos alheias quando, no dia a dia, têm de fazer prova da educação que lhes é transmitida em casa. Esta prova, difícil, terrível, para alguns Pais&Mães, acho que a tenho superada. Começo agora a pensar no que fazer daqui para a frente. Eles estão encaminhados, treinados para seguir em frente, sabendo que eu estarei sempre disponível para ajudar quando de mim precisarem. Há coisas que eu gostava de ver acontecer antes de abandonar o espaço terreno. Não quer dizer que pense que a minha vida está a chegar ao fim, mas quer dizer, com certeza, que a evidência do fim me tem assolado o espírito e preciso de definir objectivos para que esse fim tenha, na minha cabeça, uma data sempre adiada pelo que ainda tenho para fazer. Não posso ir já embora!

Há tanto. Tanto e tão simples. Gostava de ter a garra e a sabedoria necessárias para escrever um livro. Gostava de voltar a escrever num jornal. Gostava de ter tempo e capacidade financeira para me mimar. Os básicos de muitas mulheres que para mim são luxos com datas fixas. O cabeleireiro, a manicure, a massagem, o descanso periódico. Gostava de poder pegar em mim e ir conhecer dois ou três locais no Mundo (Barcelona, Nova Iorque, LA, Moçambique). Gostava de poder ter uma casa fora daqui, no Alentejo, no campo perto do Mar. Acordar com pássaros e cheiro a plantas silvestres, galos e ovelhas. Ter um baloiço e uma casa na árvore. Deitar-me na terra, virada para o céu, ver nuvens a passar e não me preocupar com segundos, minutos e horas. Gostava de poder passar dias a ler, como faço no mês de férias. Ler, ler e ler. Devorar livros. Sublinhá-los. Guardar frases para recordar.

Gostava de ter paz na minha cabeça.
Será que algum dia vou conseguir?

SPA, Só Para Mim...


Peço desculpa a mim mesma pelo cansaço. Que me fecha as pálpebras e não me deixa sequer fazer uma leitura antes de dormir. Que me põe a cabeça zonza quando o fim do dia chega. Que me põe o corpo em moleza. Que me faz sentir estar a chegar ao fim. Como se eu fosse uma bilha de gás que tem sido usada, usada, usada e agora já não consegue fazer acender os bicos pequenos do fogão...

Peço desculpa a mim mesma por não ter vontade de rir, de cantar, de socializar de cara alegre.

Culpo o excesso de chuva, de frio, de cinzento no céu. Culpo a minha cabeça que não consegue desligar e deixar de pensar em tudo o que pensa. Os Filhos; a crise que não há meio de nos dar uma folga para que possamos viver um bocadinho - ir ao cinema, ir comer fora uma vez por outra, ir passear, comprar um livro,... -; a doença que veio e que não há meio de se explicar para que saibamos qual o passo seguinte; o aproveitamento no 10º ano; ... são tantas coisas. Como se o Mundo estivesse em cima de mim a esmagar-me. Como se eu quisesse respirar e não conseguisse.

Queria. Queria tanto sair desta pressão! Queria que alguém me oferecesse um fim de semana, sozinha, num SPA. A dormir. A ler. A dormir. A não pensar...
[Este texto é dedicado a uma das minhas "sobrinhas" que está a passar por um momento difícil. Para ela.]

Se para muitos é a célebre frase "o dinheiro faz girar o Mundo" o seu lema de vida, para mim, é cada vez mais certo que o que faz girar tudo é um sentimento. Lamechice? Talvez. O que é certo é que o Amor tanto nos enche de energia e coragem para superar as maiores dificuldades, como é capaz de nos deitar por terra, em perfeito KO, sem que tenhamos sequer capacidade de discernimento  para compreender o que nos está a acontecer.

Quando o sentimento amor se alia ao vocábulo "primeiro", então é que as coisas ficam bem mais complicadas. O primeiro amor vive-se com a intensidade da descoberta. É a paixão numa versão quase inocente, quase infantil; é a ternura que escorre em todos os gestos e olhares; é o medo de que tudo não passe de um sonho, de que o/a amado/a desapareça como por magia se não estiver sempre por perto. Quando se vive o primeiro amor ainda não se pensa em traições, ainda se acredita que aquele amor vai ser o único e para sempre. Como se fosse possível. Como se duas personalidades conseguissem um estado de perfeito entendimento e sintonia desde os 15 anos até à eternidade. Nós, os adultos, olhamos para eles, perdidos de amor, derretidos por tanta paixão e não conseguimos evitar o suspiro, a nostalgia dos nossos primeiros amores. Se formos bonzinhos conseguimos evitar as palavras que pensamos "vê-se bem que têm a idade que têm e que vivem o primeiro amor" e até conseguimos, por momentos, pensar que um amor para toda a vida ainda é possível de encontrar.

Quando menos se espera, alguma coisa corre mal (mas o que é que pode correr mal aos 15 anos? ainda não há contas para pagar, carreiras para pôr à frente da relação, filhos a diminuir os momentos a dois!). Há um que sai do conto de fadas. Há um que fica a chorar. Perdido nas recordações, revoltado pelo abandono, indeciso entre guardar o que foi bom ou simplesmente esquecer que aconteceu.

Guardar o que foi bom! Sim. Para sempre. Até mesmo a experiência do fim, deve ser guardada. Sem raiva, com a tristeza própria de quem vê um sonho bom terminar, porque a vida real é assim. Não existem "vidas belas" eternamente e essa é uma realidade que devemos saber encarar. Existem vidas. Com altos e baixos, com sol, chuva e vendavais. A nossa inteligência será confirmada ao sabermos lidar com todas as facetas que a vida nos oferece. Com um sorriso nos lábios, com uma lágrima ao canto do olho, mas sempre com a determinação de que viver vale a pena e o sentido da vida está nas nossas mãos!

É Sexta Feira # [12]


O nosso inconsciente é um sub mundo tramado. Finge-se de bem comportado e vai armazenando as informações que o lado consciente de nós lhe fornece. Processa-as, cataloga-as e finge que as arruma. Depois, quando o consciente baixa a guarda, eis que vem ele, em pezinhos de lã, com todas as pastas "Confidencial" debaixo do braço e desata a folhear, a folhear, a folhear. O consciente não consegue detê-lo e a cabeça mergulha em toda aquela informação.

Têm sido assim as minhas noites. Sobressaltadas, interrompidas, dormidas em intermitências, adivinhando o que não pode ser adivinhado porque não se sabe o que a realidade tem ainda para nos mostrar. Se já há um tempo andava em prenúcio do que iria acontecer, agora então esse prenúncio está ainda mais desperto em mim, não havendo forma de o arrastar para dentro de um armário do inconsciente, deixando-o lá guardado, trancado a sete chaves para que não me ensombre os dias e as noites.

Hoje guiarei até Lisboa. Pela hora de almoço, eu e o Martim, também ele preocupado, mais do que seria desejável, com a saúde do Avô. Vamos os dois visitá-lo. Por umas horas estaremos lá, presentes, tentando colmatar todas as horas em que as loucuras dos nossos dias nos obrigam a estar ausentes. Apenas pressentindo...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Será o Bullying o Único Culpado?

Trazido Daqui

"Bullying - termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma."

Já vai longa a minha experiência em Escolas, Professores, Alunos e Pais. Os anos vão passando, os Filhos vão crescendo, mudando de Escola, turma e amigos e a minha experiênciavai sendo enriquecida. Por vezes penso que poderia dar formação na área de "como intervir na escola do seu filho", e penso-o porque vejo cada vez mais Pais/Encarregados de Educação a demitirem-se mais da sua tarefa primeira - a parentalidade - e cada vez mais Professores a queixarem-se da falta de intervenção dos Pais/Encarregados de Educação na vida escolar dos Filhos.

Ontem, numa iniciativa da APESFLG, elementos da Associação de Pais e elementos da Direcção juntaram-se num almoço de trabalho. Sem querer dei por mim a fazer comparações entre a atitude desta Escola e a da anterior, entre a disponibilidade e abertura deste Conselho Executivo e as do anterior, entre a vontade mostrada de ter os Pais nesta Escola e na anterior. A vontade de abrir a Escola aos Pais não deve ser tomada como um favor mas sim como uma oferta de parceria. A Escola, já aqui o tenho dito inúmeras vezes, não pode ser vista como uma ilha que se basta a si própria. A Escola necessita daqueles que não passam lá o seu dia-a-dia mas que lhe podem trazer a diversidade de pensamento e de ideias próprias de quem vem de fora.

Não me restam muitas dúvidas de que no Ensino português existem muitas falhas no próprio sistema e de que essas falhas só poderão ser colmatas e ultrapassadas se todos nós intervirmos e manifestarmos a nossa opinião, mas também constato que há muitas dificuldades que podem ser ultrapassadas se quem comanda as Escolas conseguir ter a ligeireza de pensamento e de actuação que lhe permita adaptar o que os legisladores ditam como correcto à realidade existente nas suas escolas.

Relativamente ao caso de bullying que nos últimos dois dias tem tomado conta dos noticiários de rádio e televisões nacionais, preocupa-me saber que pouco ou nada se fez na escola onde o caso decorreu e que o dia foi mais um dia de aulas, depois de se ter perdido uma vida de doze anos. Tomando como ponto de referência a atitude de toda uma Escola após esta morte, sou tentada a pensar que pouco ou nada foi feito até se chegar a este desfecho e é essa indiferença pelos acontecimentos diários, graves, que me assustam. Terão sido os responsáveis pelas atitudes de bullying identificados? E se foram identificados, terão sido repreendidos e castigados? Que castigo foi dado? Os Pais foram avisados, foram postos ao corrente do que se andava a passar? Que pensamentos assolam agora as cabeças de quem dirige a Escola, dos Pais dos agressores, dos agressores? Conseguirão alguma vez esquecer que um menino de doze anos preferiu deixar de viver a continuar a ir para uma Escola onde outros meninos o agrediam e onde os Adultos não o protegiam?

Grave. Muito Grave! Mas será a bela palavra inglesa suficiente para explicar tudo isto e para nos deixar de consciências tranquilas? Acho que não. Acho que temos de nos intranquilizar e contribuir para uma mudança efectiva de mentalidades e comportamentos a sociedade de Adultos que construímos e que fazemos tenção de passar aos nossos Filhos. Intervir nas Escolas é preciso! Antes que seja tarde demais. Para este menino já vai ser tarde demais...

GREVE!!!


É a palavra de ordem que marca o dia de hoje. E que já marcou o de ontem. A excitação, a ansiedade de um dia de folga imprevista, não calendarizada, fez com que todas as conversas girassem em torno desta palavra de cinco letras que prometia um dia em casa.

Levantei-me cedo, como habitualmente, de noite ainda. Quem ruma a Lisboa diariamente precisa de abandonar a província pouco tempo após o raiar do dia ou corre o risco de enfrentar grandes filas de trânsito em todos os acessos à cidade. Laventamo-nos, pois, bem cedinho.

Eram sete da matina quando o último dos rapazes apareceu na cozinha. Nem queria acreditar. Mas porque é que a excitação lhes dá para acordarem cedo? Todo o dia em casa e saltam da cama de madrugada? Pffff....

Apesar do prenúncio de greve, e talvez com uma réstia de esperança dentro de mim, mandei que se arranjassem, vestissem, e saímos de casa. Demos com os primeiros sinais confirmativos ao entramos na rua de acesso à Escola do nº3. Carros que entupiam a entrada e saída da Escola, crianças e adolescentes, em grupos coloridos, que se amontoavam à entrada, que desciam a rua sorridentes. À medida que iam passando pelos carros que em fila esperavam poder andar, iam gritando a plenos pulmões, para os colegas que iam avistando, "Não há Escola!!! Há Greve!!!"... eu, Mãe, de 44 anos, ia querendo voltar atrás no tempo. Descobrir nesta alegria da folga inesperada a alegria que também eu já experimentei, há anos atrás, em situações idênticas.

Eu, Mãe, de 44 anos, consegui sair da confusão e seguir para o próximo destino, a Escola do nº4. Portões fechados. Professores e funcionários do ATL que supostamente assegura o acolhimento às 07:30 da manhã, cá fora. "Vá lá Mãe, ficamos aqui um bocadinho a andar de trotinete e a jogar à bola!!". O Sol até convidava. Deixei-os andar, mesmo sabendo que ninguém ia ficar na Escola e que viríamos os três para casa dentro em breve. Deixei-os andar enquanto acabei a leitura do meu livro "de carro". Nove da manhã. Portões fechados. Viemos para casa.

Estamos em casa. Há trabalhos de casa para fazer, estudo para teste de amanhã, muitos bocejos de quem acordou cedo e, provavelmente, dormiu em sobressalto como se dorme nas vésperas da chegada do Pai Natal.

Hoje é dia de GREVE!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Olhar

Quero lembrar-me do olhar que me falta. A envolver-me. A abraçar-me. A dizer que cheguei a um porto seguro onde posso ficar. Enquanto me sentir segura. Um olhar que não me prenda, que não me aprisione palavras e gestos. Um olhar. Aquele olhar. A dizer que cheguei a um ponto de partida de onde posso começar de novo quando a vontade de mudar me sufocar. Não consigo lembrar-me da forma deste olhar.

O Tempo e o Alento


Hoje não tenho o tempo. Ou o alento. Ou o tempo aliado ao alento.
Foge-me o tempo dos ponteiros, a chuva retira-me o alento, permanece o mau tempo.
Palavras molhadas e empurradas pelo vento são apenas as que me surgem.
Hoje não tenho tempo...

terça-feira, 2 de março de 2010

Chega de Fado, ou como um mail me fez Feliz (mais uma vez!)


Estou a ultimar o jantar. Venho dar uma espreitadela nos mails antes de desligar definitivamente o meu companheiro do dia a dia. Eis que dou com isto:

"Olá,
É verdade, a tristeza faz parte da vida de todos nós; contudo, neste caso, trago uma notícia pequenina mas algo feliz: ganhaste o livro.
Ainda pensei repetir o diabo do sorteio mas paciência, sorte, é sorte; portanto, seguirá em breve pelo correio :)
Quanto ao resto, apenas direi que de outros escritores pouco sei mas, quanto a mim, não me lembro agora de nada mais recompensador do que ler essa pequena frase: que me identifico imenso com a forma como escreves...
Obrigado, simplesmente.
Um abraço,
Paulo"
 
E pronto. Sorrio. Só não bato palmas nem dou pulos de alegria, porque as crianças poderiam pensar que endoideci de vez! Chega de Fado vai chegar pelo correio. Não me lembro de nada mais recompensador do que dizer, Obrigada Paulo!

Crónica da Manhã

São 10:25 da manhã. Já fiz algumas coisas em casa. Já olhei de lado para outras, deixando-lhes livre o tempo que não me apetece agora perder com elas. Da estante dos livros sai um Senhor. Olhos azuis, de um azul que o céu não me quer hoje mostrar, cabelos brancos que sabem mostrar que foram louros noutros tempos. Olhar calmo. Pego-lhe com a reverência própria de quem pega em algo valioso, quase frágil, que não se pode manusear com demasiada força, correndo o risco de se danificar. É enorme a admiração que tenho por este homem. De cada vez que dá uma entrevista, rara, concentro-me em cada uma das suas palavras. Todas são ditas com a intensidade de um pensamento profundo, porque é um pensador este filho/psiquiatra/escritor. Impossível lê-lo sem o imaginar como Filho. O primeiro de cinco rapazes numa Família de médicos, de tradição, exigência e costumes. Ao lê-lo e relê-lo aprendo sempre coisas novas, mergulho sempre numa profundidade onde queria poder algum dia existir.

Não é por mero acaso que vou hoje buscá-lo à prateleira onde já reside desde 99. Fui desafiada a encontrar nestas páginas crónicas que descrevam a relação Pais/Filhos e é com imenso prazer que me invisto da função de detective, de descobridora do mistério antunino. Encontro tantas palavras que me tocam. Talvez porque este homem é um conhecedor da pessoa humana e do sofrimento, um conhecedor da dor que vive em corredores e camas de hospital. Está tudo lá, dentro dele e das suas palavras. Grávidas de significados e de imagens mais ou menos perturbadoras. E eu, que ao pé dele, não sou mais do que uma criança que tacteia os livros em busca das letras certas para formar as palavras mais correctas, dou por mim a identificar-me com palavras, com sentimentos e inquietações e a pensar no quanto desejo, na solidão dos meus dias, o equilíbrio do silêncio, o conforto da leitura e da escrita, a despreocupação pelas coisas banais. Às quais vou deitar mãos neste preciso momento.

[..."Para voltar ao princípio acho que terei toda a vida os defeitos de uma criança pequena que deitavam tarde de mais. Preferindo companheiros a amigos e gostando mais de escrever que explicar-me...O que terão de mim daqui para a frente será apenas, se quiserem calar-se para tentar ouvir, o eco atenuado dos meus passos."], António Lobo Antunes, Onde o artista se despede do respeitável público, in Lívro de Crónicas, pagª 131, Edições D.Quixote, 1998

segunda-feira, 1 de março de 2010

Espalhem a Notícia...


...de que há músicas que me arrepiam.
As palavras certas,
difíceis de dizer no tempo certo
mas maravilhosamente conjugadas,
como só um verdadeiro poeta consegue fazer.

No Primeiro Dia de Março,


a tarde está dedicada ao estudo. Da Filosofia.
Acompanhada pelo piar e esvoaçar dos periquitos dentro da gaiola, vou lendo e resumindo matérias próprias do pensamento humano.
Escapa-se-me o meu próprio pensamento.
Filosofando de frente para o Sol que hoje decidiu vir visitar-me, vejo o dia a passar.
Estou bem. Vou estando melhor.
Posted by PicasaA minha Máquina noutras Mãos
     Badoca Park, Maio 2007

Enjoo

Há intimidades que não se revelam, que não se escrevem. São as mais duras, as que mais nos roem a alma e o estômago, que nos fazem sofrer até ao mais profundo do ser, que nos revolvem as entranhas, tornando-nos eternamente enjoados, indigestos para nós mesmos e os outros. A vida continua e esforçamo-nos por sorrir. Esforçamo-nos por nos mostrar aparentemente normais. Continuamos aparentemente normais e interiormente mais fracos, mais revoltados, mais inseguros numa vida que não sabemos onde nos vai levar. Hoje há palavras que não sairão de mim, porque nem quero acreditar que os seus significantes existiram. Vou continuar aparentemente normal e fazer de conta que nem soube...

Yes, That's Me!


Ao abrir a minha caixa de correio dei com este presente matinal. Eu sou a bolinha do lado esquerdo, sentada ao lado de uma prima já mais compostinha. Enquanto ela está numa pose bem comportada de menina, eu, agarrada ao sapatão, com certeza desejosa por o tirar, mostro as minhas pernas bem rechonchudas até ao limite da fralda, ainda de pano!

Obrigada Prima!
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