Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Aniversário

Fez 25 anos esta semana.
É uma marca de referência na história do skimming em Portugal. À sua frente e na sua origem tem um Senhor. Um querido. Um apaixonado por estas coisas do mar, das madeiras, das resinas, das cores, das ondas.
Juntamo-nos hoje na Praia de S. Pedro do Estoril para cantar os Parabéns e brindar à continuação do sucesso das pranchas e dos atletas, sejam eles do team Folha ou não. O importante é o skimming, o mar e a "boa onda".
Vamos até lá!

domingo, 26 de setembro de 2010

7º Dia da Semana [ou 1º?]

Não houve tempo para fazer deslizar as mãos pelas teclas brancas. Quase não houve tempo para nada.
O dia amanheceu cedo, na praia, a olhar quem não se cansa nem sente frio. Ondas. O paraíso na terra. Ou no mar. Um bocado da manhã. Desde a manhã ainda fria, com o casaco a saber bem, com os pés gelados nas havaianas. Até à manhã que lentamente vai aquecendo, convidando a despir o casaco e aproveitar os raios de sol. E quando, por casa, a Família desperta do sono reparador de domingo, subo para o pequeno almoço. Que termina perto da hora de almoço com uma visita. E o dia vai rolando. Damos início à produção de marmelada. E de geleia. Alinham-se taças em cima do fogão.
Prepara-se o almoço tardio. E mais visitas chegam. Que se vão deixando ficar até à hora de jantar. O sol a bater-nos nas costas, nas pernas, nas caras. O sol a perder o seu calor, a sua força, a abandonar-nos. O fim de domingo a chegar.
Preparam-se mochilas. Roupas. Jantar.
Domingo que termina. No sofá...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

G.B., Hoje Não Estou Triste !!!


Casa das Histórias Paula Rego
Victor Willing: Uma Retrospectiva

O Outono, hoje, decidiu mostrar a sua personalidade. Não em tons românticos de dourados e vermelhos, mas em tons nostálgicos de cinzento. O dia amanheceu sem Sol, com o céu carregado, com a humidade a encaracolar cabelos, com a chuva a dar um ar da sua graça. Começa o drama do "que vestir, do que calçar". Não está frio mas também já não está calor. Poêm-se sapatos ou ainda se podem manter os dedos ao léu? Outra vez as calças? Que tédio...
À frente. Havia coisas a tratar na Escola, havia uma combinação de ir à Casa das Histórias. Um programinha Mãe/Filha em substituição de um outro que tivemos de adiar.
Distribuição de Manos. Uma passagem por casa para responder a mails e enviar outros.
Escola. Falo com este, pergunto por outro, deixo recado ali, volto acolá. Mais umas perguntas, mais umas combinações, projectos em mente...
Apanho a Filha, companheira de projectos culturais, e vamos.
Pode parecer parvo, até vagamente snob, mas Cascais é lindo. Enquanto faço a Marginal vou deitando cantos de olho para o mar e para a baía. Quando entro na zona da Praça do Município, respiro fundo e sinto-me tão bem por poder estar ali.
Chegamos. Estacionar, estacionar sem pagar...boa! Há um parque mesmo em frente ao Museu, gratuito! Rimos com a azelhice no estacionamento. Está torto mas não faz mal. Há imenso espaço. Apressamos o passo, casacos a proteger cabelos que teimam em que o encaracolar é que está a dar, fazemos figas para não escorregarmos no piso que, habituado à secura dos meses de Verão, agora parece manteiga debaixo dos pés.
Já estamos na entrada do exterior do Museu. Casa das Histórias. É um nome mágico que parece colar-se como uma pele ao espaço envolvente do Museu. Realmente, pisar aquela "passadeira" cinzenta faz-me sentir no meio de um caminho para algo de mágico, de calmo, pacífico. Veio-me à cabeça o meu aniversário que se aproxima, os preparativos, o que enviar como convite aos Amigos que quero ter presentes numa data especial. [Os meus aniversários são sempre especiais, porque os adoro, mas este ano, ultrapassada a capícua de 4's, sinto que também eu e a minha vida estamos a entrar num novo caminho. Uma nova passadeira que não sei onde me levará, mas que é, de certeza, uma passadeira especial.]
Visitámos a exposição. Alguns quadros poderiam vir comigo (ah ah ah), outros não. Demasiadas formas geométricas acabam por me fazer dispersar o olhar. Prefiro os figurativos. Os retratos. Os nús (adorei os nús).
Largo a Menina no comboio, rumo à cidade. Eu rumo a casa. Marginal. Com paragem no estacionamento da minha praia. Alguns surfistas que se vestem. O mar está praticamente flat. Estamos em Setembro. Onde andam as ondas características das Marés Vivas. O cheiro a mar chega-me às narinas e inspiro-o com força. Mais calma. Mais paz. O mar. Respiro fundo.
Tenho de voltar a casa, às minhas rotinas, mas hoje muito mais feliz.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olhos Verdes, Brilhantes como Estrelas, Disseram-me "Até Domingo!" # [1]


Este foi o título de um post escrito no Verão passado, a 24 de Julho.
Resultado de uma "batalha" saíu o sim que carimbava a autorização para uma nova experiência na vida do nosso rapaz mais velho.
Fizesse eu a contabilidade das batalhas que como Mãe tenho de travar para que os Filhos alcancem determinadas autorizações e já teria algumas linhas escritas. Não faço essa contabilidade. Entendo que como pessoas somos muito diferentes e que em papéis de paternidade e maternidade tem de haver diferença de opiniões. Só assim poderá haver troca de saberes e aprendizagem.
A experiência do Verão passado foi boa. Tudo correu bem e sem sobressaltos.
Õntem veio o pedido de autorização para a repetição da experiência. "Falas tu com o Pai", disse-me ele, "Não, falas tu, disse-lhe eu. Nenhum de nós falou.
Hoje, na praia, foi a vez do treinador falar na viagem, no acampamento de três dias, de como era importante que o Manel fosse.
Falei eu com o Pai.
Não houve dúvidas em dizer que sim.
E o rapaz vai partir.
Amanhã.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Entre Aspas [Quando Faltam as Palavras] # 1

Eu e a minha Máquina,
Ocean Spirit
Praia de Stª Cruz
Julho 2007

quando me faltam as palavras falta-me o ar
rodopio em torno de mim
esmiuço cada pedaço dos pensamentos que voam
procurando as palavras certas que os digam
sem que se repitam sentimentos já escritos
há tristeza não dizível
em olhos que se escondem dos outros olhos
quando as palavras me dizem que não se querem mostrar
[porque também não se querem misturar]
enfio as mãos gastas em algibeiras
e fingindo que a minha cabeça nada sabe inventar
procuro nas páginas dos meus companheiros
palavras que digam o que eu não consigo...

«O MAR

Rodeia-me o mar, invade-me ainda o mar. Tudo é excessivamente salgado: a minha mesa, as minhas calças, a minha alma - convertemo-nos em sal. Já não sabemos o que fazer nas ruas, no meio de gente apressada, nas lojas, perdemos os hábitos, esquecemos as palavras mais simples no acto de comprar e vender. A nossa mercadoria tem sido composta de algas reluzentes, serpentinas ou foliáceas, pétalas enrugadas, mariscos avermelhados. O sal da espuma salpicou-nos de tal modo e impregnou-nos como se fossemos uma casa abandonada e pelas casas permanece um cheiro de salmoura.»
in uma casa na praia,
pablo neruda

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ocean Spirit

Eu e a minha Máquina,

Está quase a acontecer.
Há três anos fomos dois, na carrinha que tínhamos na altura. Ele para competir. Eu para fazer companhia. Dormimos na carrinha, com pareos a taparem as janelas.
Esta manhã, um encontro no trânsito, veio trazer a recordação dos dias de há três anos atrás.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paredão Fora


Já nada é assim em Cascais.
A quantidade de árvores e vegetação diminuíu substancialmente e a Marginal nasceu e transformou-se numa das estradas mais movimentadas da zona de Lisboa.
Por cima das praias surgiu o paredão.
Acabei de chegar de um passeio que ainda incluíu uma incursão em Cascais.
Enquanto caminhava e dava à língua não conseguia deixar de pensar como é possível um país como o nosso, com qualidades como nós temos, não conseguir desenvolver-se em áreas como a hotelaria, o turismo, os desportos náuticos.
Temos uma das maiores riquezas do planeta à frente dos nossos olhos, de norte a sul do nosso pequeno território - o Mar. A partir dele há tantas actividades que poderiam ser desenvolvidas e criar riqueza e ser chamariz de pessoas de outras nações com climas e qualidades naturais menos afortunadas. Mas não. Temos uma costa pouco desenvolvida a este nível, tal como temos um país pouco desenvolvido a muitos outros níveis.
Sinto pena.
...
...as praias, o Mar e o Sol estavam mesmo a chamar por mim, mas o dever e a responsabilidade diziam-me que em casa estavam outras coisas a chamar, também, por mim.
Voltei aos meus deveres de Mãe e Dona de Casa.
Já falta pouco!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Hoje é Dia de Confessar Algo nunca Confessado

Eu e a minha Máquina
Lagoa de Albufeira,
Setembro 2008

Depois de um fim de semana sem pausas mentais para a escrita eis que surge esta ideia de confessar algo nunca antes confessado.. Um sinal de expressão de tudo o que se pensa. O eterno azul do mar que me faz repousar alma dorida de tanta questão, de tanta dúvida. Os dias em que as lágrimas caem só de o olhar. A lembrança do gosto que a minha Avó tinha em ver o mar. Revolto e furioso. Tal como eu gosto de o ver. Enchi-me dele. Tenho-o dentro de mim. Desejo-o todos os dias. O nunca confessado...o desejo de partir. A vontade que se adensa de começar tudo outra vez. Noutro local. Noutro tempo. Noutra personalidade. Noutras companhias. Eventualmente sem companhias, quem sabe. Porque as companhias transformam-se, deixam de proteger, passam a agredir, passam a esquecer. Não mais quero ser esquecida. Exigo que me lembrem. Exigo que venham sem ser chamadas. Exigo que me abracem, que me protejam. Dos meus medos, das minhas inseguranças, das minhas estranhas vontades de evasão. O azul do mar. sempre por perto. A minha companhia fiel. O meu interlocutor silencioso mas atento. Sempre aqui para mim. E, quando um dia eu partir, quero que seja o mar ó último a abraçar-me, a embalar-me, a guardar-me dos males. O nunca confessado...a paixão.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Graças ao Sol

Eu e a minha Máquina,
S. Pedro do Estoril
Dezembro 2007

Já me tinha esquecido da sensação.
Tenho andado fechada, como o tempo.
Hoje decidi que o Sol estava brilhante demais para ser deperdiçado, que o Mar já sentia falta dos meus olhos sobre ele.
Ofereci-me a mim mesma o luxo que costumava exigir por direito. Durante quase duas horas estive sentada, na casinha do surf da nossa praia. Ao sol. À conversa com o pessoal do surf. Na calma. De braços ao léu e cara virada para o Sol. A sentir-me feliz por a minha falta ter sido sentidas. A sentir-me feliz por viver ao pé do mar.
Ando esquecida da sensação. E vendo bem, com muito pouco, eu sou Feliz.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Apaziguador

Eu e a minha Máquina
S. Pedro Estoril
Janeiro 2010

Aqui está o que me pacifica. O que me apazigua com a vida. O que me faz querer não pensar em cada passo que dou e lançar-me de cabeça no que quero. Como se mergulhasse. No mar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Para Surfistas ou Para Jogadores?

As Minhas Paixões Eternas!

O Mar e o Surf.

"Soltas" de Filhos

I.
Martim
- Mãe, sabias que podes ir à Net ver o que como e onde gasto o dinheiro na Escola?
- Sim, sabia.
- Então porque é que não vais?
- Porque não sou Polícia!

II.
Encontrei o Professor João Miguel. Perguntou-me pelos resultados escolares do Manel. Eu disse-lhe. Ele respondeu-me que o tinha achado muito murcho no dia do campeonato e que eu tinha que lhe dar tempo para o surf. Respondi-lhe que não posso dar o tempo que o horário escolar não dá. Dou a tarde de sexta feira, a única tarde livre da semana. Ele tem um objectivo e para lá chegar tem de trabalhar, tem de estudar, tem de ter boas notas. Está bem, mas ele tem de descarregar a energia, deixa-o ir mais vezes...e aparece por lá também. Sentimos a tua falta.
Oh...

III.
Manel
- Mãe, sabes o Ricardo?
- O amigo do Lourenço? Sim, sei.
- Na sexta perguntou-me porque é que nunca mais tinhas aparecido na praia. Eu disse que tens sempre muita coisa em casa para fazer. Ele disse para tu ires na sexta.

Oh...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Imenso Azul (onde me escondo, de mim)

Eu e a minha Máquina,
Carcavelos,
Setembro 2007

Olho-te. Pergunto-me porque nunca me olhaste. Porque nunca foste capaz de me desafiar, de me mostrar coisas novas. Quando te olho vejo-te agora. Já me esqueci se algum dia existimos antes de agora. Se já nos conhecíamos. Lembras-te do que falávamos? O que nos unia? Sabes o que penso quando penso? Não, não me atormenta apenas a desarrumação que nos envolve, a solidão que se instala indiferente à fúria barulhenta dos dias. Nada me atormenta mais. Sonho apenas com o que teria sido se não tivesse sido esta forma de vida que construímos. Teríamos deixado de existir ou teríamos apenas tomado nas mãos um destino diverso? Não me entendes. Sei-o. Sinto-o. Atormenta-te a pessoa em que cresci? Há demasiado silêncio em mim. Silêncio exterior, porque cá dentro as vozes de mim não se calam. As palavras que me rodeiam, que me ocultam como se fossem um escudo invisível de um qualquer guerreiro do futuro, são-te estranhas. Para mim são entranhas. Não as compreendes e não sabes como atravessá-las. E quererás tu atravessá-las? Olha...há uma palmeira aqui. Faz uma meia sombra sobre o caderno onde escrevo. Uma sombra que se agita e vai alternando o escuro e o luminoso. À minha frente o imenso Azul onde me escondo sempre que preciso fugir de mim. E de ti. Aqui sinto-me eu apenas. Nada mais existe. Eu. Isso agrada-me. Sabes, estou cansada de ser uma espécie de boneco multifunções cujas peças se vão encaixando e desencaixando consoante as necessidades da pessoa que tenho à frente, que se acumulam todas quando lido com muitos ao mesmo tempo. Já pensaste quantas pessoas guardo e faço sair de dentro de mim durante cada dia que passa? Deve ser por isso que não consigo inventar pessoas...eu já sou muitas, muitas e, no entanto, apenas Uma. Gostava que Uma de mim não me atormentasse com os pensamentos que fazem com que a outra de mim se prenda ao que não existe. Mas o Um insiste em perseguir-me. Em querer puxar-me para ele. E se eu já não souber ser Um. Eu sou muitos. Diferentes. Ganha o da Liberdade, o da Vontade de arriscar, o que se continua a sentir maravilhado com o imenso Azul. E a vontade de me deixar ir, sabendo que fico. Sem saber para onde, onde fico.
(ao som de Simon&Garfunkel, ao vivo no Central Park)

Durante uma Hora (sagrada!)

O Local

A Leitura


A Banda Sonora

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quando os Meus Olhos se Fecharem e o Meu Coração Parar, é no Mar que Quero (re)Viver

O meu Mar. Tem vestido o cinzento da prata e o branco da renda. O meu Mar é o espelho onde me quero mirar sob a luz ténue do sol de Novembro ainda a despontar. E nas ondas. Os corpos que se alinham, que dançam, que se equilibram, que deslizam. O meu Mar é rodeado de falésias que o ocultam, que o protegem. O meu Mar vê as salgadeiras a crescerem entre pedras e ervas daninhas. O meu Mar chama-me. Sossega-me.Enche-me de água salgada os olhos que não se cansam de o olhar. Enche-me de maresia o peito que se ondula no soluçar. O meu Mar. Onde quero viver depois de parar. De respirar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Boa Onda

Guincho, Junho 2007

Nem sempre me lembro de agradecer o facto de viver onde vivo, de ter o Mar por vizinho. Nem sempre!

Acredito que há lugares e pessoas que têm energias muito fortes. Umas boas, outras menos boas. O Guincho é um lugar que eu considero detentor de uma energia brutal. Não sei se é o vento, o areal a terminar nas falésias e no pinhal, o mar que tem sempre vontade de dançar e de pôr a dançar quem domina pranchas e velas. O que sei é que quando venho de lá venho muito "boa onda".

Estou assim. Carregada de vento, olhos cheios de mar e sol, gente bonita e feliz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ecos do Sul # [4]

Eu e a minha Máquina,
Agosto, Algarve 2009

Ontem mudámos de praia. Não nos convencemos com a mudança...a nossa continua a ser a melhor!

Ontem, também, comecei nova leitura "A Elegância do Ouriço". É tão bom poder ler sem interrupções. Ainda bem que trouxe muita leitura!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Filmes de outros tempos

Fundo do Mar visto pelos olhos do Catarino

Confesso que nunca tinha visto nenhum filme da saga Tubarão! Ontem quando me sentei no sofá para o serão televisivo, o Manel estava a ver O Tubarão 2 no Hollywood. Acabei por ver o filme até ao fim, não sem me assustar e arrepiar de vez em quando e de pensar que bom é o nosso mar não ter destes visitantes.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Quando me faltam as palavras...[3]

Eu e a minha Máquina,
Lagoa de Albufeira,
Setembro 2008

O mar encarrega-se de me preencher.
Faço parte dele e ele parte de mim.
Sigo-o e atinjo a linha do horizonte, acreditando que para lá dela o mar continua.
Azul. Colado a outro. O do Céu.

Água. Elemento precioso.
Mar.
Talvez uma das muito poucas coisas de que não posso abdicar.
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