Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Déjà Lu

Daqui
Déjà Lu é uma página de leilões de livros já lidos.

Poderíamos chamar-lhes livros em segunda mão, mas estaríamos a quebrar toda a mística que envolve um volume que em tempos fez companhia a alguém.
O valor das vendas resultante dos leilões reverterá, na sua totalidade e de forma directa, para a APPT21 e para o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças.
Todas as semanas serão publicados lotes de livros, que podem ser licitados individualmente, a partir de um valor base.
As licitações devem ser feitas na caixa de comentários do blogue, sendo usado o registo da data e hora do comentário para identificar o vencedor do leilão.

Os potenciais compradores deverão indicar:
- item pretendido
- valor de licitação
- e.mail para contacto no final do leilão


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Orgulho

Iniciar um texto pela palavra não, parece-me algo negativista e pouco correcto, mas era mesmo por ela que eu gostaria de começar a minha reflexão.

Não faço a mínima ideia de qual é o sentimento que cada pessoa tem relativamente à autarquia do seu local de residência. Não faço mesmo ideia se cada pessoa ocupa algum do seu tempo mental a reflectir sobre este tipo de questões. Seja como fôr, ontem, após terminado o Encontro Coisas de Todos Nós no Centro Cultural de Cascais, foi com um enorme sentimento de orgulho e alegria que saí daquele espaço cultural para o sol da vila.
Cascais é uma autarquia que tem trabalhado imenso as questões sociais, da educação, da cultura, do desporto e da juventude. Sempre com uma enorme discrição e sem espalhafato, porque é assim que deve agir quem tem a humildade intrínseca.
Cascais é uma autarquia que tem trabalhado para a criação de redes sociais que funcionem. Redes sociais na verdadeira acepção da palavra, são redes de pessoas que trabalhando em locais diferentes se vão agregando em torno de um objectivo comum, unindo saberes, trocando experiências, criando um suporte sólido para que outras pessoas sejam ajudadas, orientadas.
A nível da educação/parentalidade existe o projecto Coisas de Todos Nós que é, como o nome indica, um ciclo de conversas sobre temas que são comuns a todos os que são Pais e educadores. São conversas que vão às Escolas, desde o jardim de Infância até ao Secundário, falar com os Pais sobre coisas tão básicas como as regras, os comportamentos, a adolescência. São conversas que não pretendem debitar certezas, mas pretendem, com toda a certeza, promover a partilha. Essencialmente, partilha de experiências de "fazeres", porque educar não é uma tarefa fácil. Educar é um desafio que não se limita ao dizer não, como em muitos casos nos foi dito a nós, os que agora somos Pais. Queremos ser Pais e Mães melhores do que os que tivemos e isso deixa-nos frágeis. Cheios de dúvidas e incertezas para as quais não podemos ter a veleidade de pensar que alguém terá uma resposta definitiva. Nunca isso acontecerá. Lidamos com pessoas, com Filhos, com personalidades distintas, com sentires distintos. Só por esta diversidade já a nossa tarefa educativa se torna exaustiva.
Os Encontros de Pais são o local da partilha, são quase terapêuticos, no sentido que nos mostram que todos nós, pais, temos os mesmos problemas e as mesmas dúvidas.
Hoje, ainda em estado de contentamento pelo Encontro de ontem, manifesto aqui o  orgulho que tenho na minha autarquia e no trabalho que desenvolve a pensar em pessoas.
Obrigada!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Da Matéria de Que Foram Feitos [e ainda são] os Meus Sonhos

Daqui
(blogue que acabei de descobrir e do qual já sou fã.
pelas imagens...e não só!)
Esta fotografia transportou-me, rápida e magicamente, para uma conversa que tive na passada terça feira com o meu MM nº1.
Falavamos sobre o futuro, sobre o que uma profissão pode ser, sobre de que pode ser feita uma profissão para que nunca deixemos de a amar com a paixão com que se deve amar tudo o que fazemos na vida.
Falavamos sobre a comunicação social e sobre todos os campos que pode abranger, sobre as várias perspectivas interessantes que pode ter.
Quando eu era jovem, tão jovem como este meu Filho nº2, sonhei ser médica. Não uma médica qualquer, vulgar de lineu, de consultório limpino, arrumadinho e bonito, ou mesmo de hospital, mas uma médica que atravessaria fronteiras, que viajaria para países onde a saúde não existe como um direito mas como um luxo de alguns. O meu sonho, aos 15 anos, era ser Médica sem Fronteiras. Queria sair do conforto e mergulhar de cabeça nos países pobres, no meio de pessoas carenciadas, ajudar, ajudar, ajudar. Era o sonho dos meus dias de estudante adolescente. Depois, as minhas falhas no saber matemático obrigaram-me a repensar o percurso académico e virar as agulhas do meu caminho.
A medicina de ajuda transformou-se em jornalismo de guerra. O mesmo pensamento - ir para locais de crise, de necessidade de ajuda -, porque as letras, as palavras, as frases, podem ter um impacto muito forte, podem ajudar a mudar o Mundo. Isto pensava eu na glória ingénua dos 16 anos.´
Educar Filhos é muito. Partilhar é um dos pedacinhos de educar e eu gosto de partilhar com eles. Gosto que eles saibam que eu também tive dúvidas, também tive incertezas, também andei baralhada até encontrar um caminho, apesar de não o ter percorrido até ao fim. Gosto que eles saibam que também tive sonhos e que, muitos deles, continuam a existir dentro de mim e a fazer-me lutar por eles. Gosto de lhes transmitir a ideia de que sonhar não é parvo, de que viver não é só difícil mas também é maravilhoso, de que a vida não é um caminho em linha recta e por isso os nossos sonhos podem transformar-se de um dia para o outro e o nosso percurso pode mudar de sentido, sem que precisemos de nos culpabilizar, de nos sentir estranhos.
Esta fotografia acordou em mim o sonho de poder contribuir para a mudança do Mundo. Um sonho que nunca abandonei e que tento realizar diariamente. Um bocadinho aqui, um bocadinho ali. Ajudar não custa nada. Transformar é possível!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Com Um Dia de Atraso

Deixo o laço vermelho.

Em memória dos que sucumbiram à doença
Em sinal de apoio a todos os que lutam contra ela
Em sinal de solidariedade para com todas as crianças que ficaram orfãs 

Uma chamada de atenção para todos nós
A SIDA 
pode prevenir-se e não é

uma doença de alguns!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Educar em Rede

Foi a ouvir falar sobre este Projecto que passei toda a manhã, num dos locais municipais mais bonitos do Concelho - o Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal.
Este projecto, nascido a pensar em todas as dúvidas e preocupações que os Pais enfrentam, foi crescendo e já ganhou novas vertentes e o seu lugar, por mérito próprio, na rede da educação concelhia.
O que se pretende é juntar os Pais e oferecer-lhes um espaço e um tempo de partilha. As crianças/adolescentes partilham comportamentos, atitudes, gostos que os Pais nem sempre conseguem compreender e até aceitar. Estas sessões em que todos conversam sobre situações que até ali eram um problema para cada um revelam-se momentos em que, de repente, cada um dos Pais/Educadores não está só, a braços com todas as características que identificam um ou mais Filhos adolescentes. De repente os Pais conseguem transformar o que até ali lhes parecia um "bicho de sete cabeças" numa situação que os une a todos os seus pares.
O trabalho feito até se chegar ao Coisas de Todos Nós foi longo e continua a ser um caminho que todos queremos percorrer e melhorar, porque todos os que estamos envolvidos acreditamos que Educar em Rede é a opção mais correcta.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Efeito Borboleta

A Clara foi professora de Educação Física da turma da Catarina. No 12º ano.
Ao terminar o ano lectivo decidiu que tinha de sair para o Mundo. Ajudar quem precisa de ajuda, viver fora da civilização durante o tempo que fosse necessário para que o seu projecto de auxílio se concretizasse e os resultados fossem visíveis.
Saíu da vida confortável e pacífica e mergulhou de cabeça num projecto que a punha a pedalar muitos kms por dia para ir trabalhar, suportando temperaturas que chegaram a atingir os 50º. Durante o tempo que esteve em Moçambique, foi registando o seu dia a dia e também dando notícias de si e das pessoas com quem se cruzava num blogue - Efeito Borboleta. Mais do que uma vez, ao ler as palavras da Clara, ao ver as fotografias, dava por mim em lágrimas, a pensar como é fácil a vida que temos, como estamos longe das dificuldades de muitas pessoas por esse mundo fora. Fui seguindo a Clara atentamente, lendo-a e comentando-a. Descarada como sou, não hesitei em lhe pedir que me trouxesse uma capulana para juntar às que já tenho e que me acompanham para a praia. Depois de muitas combinações e alterações, e deixando pendente a promessa de um lanche cá em casa com antigas/os alunas/os, encontrei-me hoje com ela e recebi um novo pano mágico.
Agora em Portugal, a Clara não vai cruzar os braços, instalar-se de novo numa vida confortável e esquecer o que viu e quem sabe que continua a precisar de ajuda todos os dias. Está empenhada em criar uma Associação que apoie projectos que sejam formas de ajudar em Moçambique. Para que consiga levar este seu projecto avante, a Clara precisa de contactos, de empresas com consciência social que materializem os apoios.
Este meu post é a minha ajuda à Clara. Divulgar o que ela pretende fazer, num país que eu sinto como meu. Se puderem, ajudem. Se conhecerem pessoas que possam eventualmente ajudar, divulguem. A consciência social e cívica não é uma das características mais fortes dos portugueses, mas nunca é tarde para começar! O efeito borboleta é isso mesmo - ajudando a Clara aqui, em Portugal, podemos estar a ajudar muitas pessoas a muitos milhares de kms de distância e podemos mudar as suas vidas.

ps - quando a máquina tiver bateria, ponho aqui a fotografia da capulana nova!!!

quarta-feira, 31 de março de 2010

RESUMO a poesia em 2009

Invadiu-me uma sensação de calma,
de tristeza e de fim.
VIRGINIA WOOLF

Ao teu lado, mudo.
Suponho que pousei a mão
No teu ombro, não sei,
Ausentes ambos,
Tu do ombro, eu da mão.
Lá fora, não muito longe
Do vidro, a manhã passa
E é calma, tristeza, fim.


Com uma encadernação preta, rígida, a fazer lembrar um pouco os cadernos de desenhar dos portadores de Diários Gráficos, este livro, editado pela Assírio & Alvim com a totalidade das receitas de venda oferecidas à AMI/Info Exclusão, encerra páginas repletas da melhor poesia publicada em Portugal durante o ano de 2009. A um preço absolutamente simbólico (€4), é um manual que vale a pena transportar dentro da mala e ler aos bocadinhos!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tempo para os Outros

08:45. A caminho da escola do Mateus. Chuva a potes. Estrada cheia de água, perigosamente próxima do passeio onde alguns (poucos) peões circulam. Uma Mãe, uma criança ao colo, uma mochila às costas, um chapéu de chuva na mão que não segura a criança. Uma fila de carros atrás de mim. Quatro piscas. Mão no botão que abre o vidro do pendura. Quer boleia? Para onde vai? O destino é próximo do meu. Mão no botão que fecha o vidro do pendura. Mãe e Filha entram no meu carro. Parado com uma fila de outros carros atrás. Quatro piscas ligados. Criança no banco de trás. O cinto posto. Retomamos a marcha. Ninguém buzinou. Uma Mãe e uma Filha pequenina entregues no destino. Mais secas!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Qual Infância?



Da infância diz-se que é a melhor parte da nossa vida. Os anos em que se pode passar pela vida pensando apenas em brincar, em não pensar. Pena é que para muitas crianças a infância não seja a parte da vida dedicada ao não pensar. Existem por todo o Mundo crianças sem oportunidade de brincar. Existem perto de nós, tão perto que assusta não podermos fazer nada para lhe proporcionar o que deviam ter por direito. São tantas as crianças e Famílias que vivem em situação de pobreza, seja ela assumida ou disfarçada. São tantas as situações complicadas com que se deparam os que, nas escolas, convivem com estas crianças. Depois, existem os bairros em que os apoios às crianças e famílias são uma realidade e os bairros em que estes apoios não existem...
Hoje fui ao ATL da Galiza. Por lá não existem mãos a medir. São muitas as crianças que frequentam as salas de estudo, as aulas de português para estrangeiros, as explicações, os apoios, a Escolinha de Rugby. Quem trabalha com estas crianças dá tudo o que tem. Faz de todos os poucos um muito que aos olhos de quem nada tem se torna mágico. Inventa formas de estimular o bom comportamento na Escola, o bom aproveitamento nos testes. Apoia, apoia, apoia, sempre!
Ao fim do dia, à conversa com uma Mãe/Professora numa outra Escola de um outro bairro carenciado, ouvi os desabafos de coração apertado de quem vê, todos os dias, crianças que não têm como marcar almoços, porque apesar de terem direito ao ASE, não têm sequer os setenta cêntimos que precisam...crianças que não têm famílias estruturadas nem quem as apoie...crianças que saem de casa de mochila às costas mas passam dois dias sem ir à escola, sem que ninguém controle por onde andam, o que fazem.
Fico com o coração apertado. Com uma sensação terrível de impotência, porque sei que seriam necessários muitos ATL's da Galiza pelo nosso Concelho fora, seriam precisas muitas pessoas como as que lá trabalham para poder deitar mão a todas estas crianças. Com o coração apertado por saber que ainda estamos muito longe do dia em que todas as crianças poderão viver como se deve viver na Infância. Com um sorriso nos lábios e despreocupação, pensando apenas em brincar.

Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti


Fotografia trazida do
Cocó na Fralda

os mais fracos. os mais desprotegidos. os mais pobres. neste momento, os mais tristes. os mais desolados. o meu pensamento está com todos eles e com os que, do nosso pequenino país, para lá caminham com força e esperança para ajudar.

sábado, 28 de novembro de 2009

Não Se Esqueçam!

Este fim de semana é fim de semana de ajudar quem precisa!
'Bora lá pegar nos sacos e contribuir para uma grande causa!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Começo de Dia

Já liberta das minhas primeiras tarefas maternais e domésticas, sento-me em frente ao meu novo e imaculado computador novo. Ainda sem teclas brilhantes do desgaste dos dedos, ainda com os autocolantes originais nos sítios certos e sem pontas a descolar.

Na cozinha tenho a SIC Notícias a debitar as actualidades, a chaleira eléctrica a aquecer água para fazer chá. Lá fora, o nevoeiro já foi derretido pelo sol que chegou com um ar meio envergonhado.

Dou uma volta pelo que escreveram os blogers que tenho linkados e no blog da Gingko fico a par de uma acção de solidariedade que me parece bem engraçada. Se eu licitasse, seria esta a minha eleita. Para o quarto dos rapazes pequenos.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pobreza Zero, Já!

Imagem vinda Daqui


1. A pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes o resultado de um mundo injusto e desigual e não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica. As causas da pobreza e da exclusão social só podem ser eliminadas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam as condições favoráveis a elas. A pobreza é um atentado aos Direitos Humanos, que deve ser erradicada em todos os países;
2. A campanha Pobreza Zero luta contra as causas estruturais determinantes da pobreza e da exclusão social, e desafia as instituições e os processos que perpetuam a pobreza e a desigualdade no mundo. Trabalhamos pela defesa dos direitos humanos, pela equidade de género e pela justiça social;
3. O mundo em que vivemos é um mundo de abundância e nunca como hoje foi tão possível erradicar a pobreza – nunca houve tantos recursos financeiros e tecnológicos disponíveis que permitam erradicar para sempre a pobreza extrema do nosso planeta. Deve também reconhecer-se que a pobreza em Portugal, tal como a nível mundial, não é devida à falta de recursos. O problema reside no facto de a pobreza continuar a ser vista como uma questão periférica, pretensamente resolúvel por políticas e medidas periféricas e residuais;
4. Na nossa acção queremos pressionar os governos para que erradiquem a pobreza, diminuam drasticamente as desigualdades e alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Pedimos:
* Prestação pública de contas, governação justa e o respeito pelos direitos humanos;* Justiça no comércio global;* Aumento substancial na quantidade e na qualidade de ajuda (0,7% do RNB até 2015) e no financiamento para o desenvolvimento;* O cancelamento de dívidas dos países mais pobres e de rendimento médio;* A tomada de medidas politicas que visem a mitigação das alterações climáticas, de forma a que os países poluidores paguem os danos causados no meio ambiente;* O apoio internacional à concretização de medidas de adaptação às alterações climáticas, nos países e comunidades mais vulneráveis, com recursos adicionais aos da ajuda pública ao desenvolvimento;* O fim dos bloqueios culturais e comportamentais que a pobreza persistente gera nos pobres, comprometendo a sua capacidade de vencer a situação e de utilizar os meios postos ao seu dispor;* Integrar, nas diferentes políticas públicas, objectivos, estratégias e instrumentos que visem a remoção das causas estruturais da pobreza e da exclusão;* Promover a mudança de mentalidade dos não-pobres, superando preconceitos acerca da pobreza e suas causas e estimulando comportamentos mais solidários;* Que a equidade de género seja reconhecida como elemento central na erradicação da pobreza.
Por isso agimos, mobilizando a sociedade civil, para que, unida nesta luta, pressione o governo português e as instituições poderosas para que:
» Incluam nas suas agendas o objectivo da erradicação da pobreza no mais curto período de tempo;
» Adoptem níveis salariais, pensões e prestações sociais mínimas que não fiquem aquém do limiar da pobreza e aumentem a eficácia e eficiência das transferências sociais e demais políticas sociais;
» Reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa e proporcionem recursos adicionais (para além dos 0,7% do RNB) para o apoio a países em desenvolvimento;
» Acabem com os conflitos armados, ocupações, guerras e as violações sistemáticas dos direitos humanos que as acompanham, e trabalhem com vista à desmilitarização de modo a assegurar a paz e a segurança humana;
» Todos os governos prestem contas aos seus povos e tenham transparência no uso dos recursos públicos, desenvolvam estratégias anti-corrupção pró-activas e consistentes com as convenções internacionais;
» Protejam jurídica, física, social e economicamente os direitos das crianças, incluindo as crianças afectadas por conflitos e/ou catástrofes e carentes de acesso a serviços públicos de qualidade;
» Garantam o direito à informação e à liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e de livre associação;
» Assegurem a participação da sociedade civil nos processos de orçamentação;
» Assegurem serviços públicos universais e de qualidade para todos (saúde, educação – incluindo a alfabetização de adultos – água e outros);
» Promovam regras de comércio internacional e políticas nacionais de comércio que assegurem modos de vida sustentáveis, os direitos das mulheres, crianças e povos indígenas, conduzindo à erradicação da pobreza;
» Garantam um aumento substancial na qualidade e na quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza, a promoção da justiça social, a realização dos ODM, a equidade de género e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens;
» Revertam a fuga de capitais dos países pobres para os países ricos, identifiquem e repatriem os activos roubados, por meio de acções contra paraísos fiscais, instituições financeiras, multinacionais e outros actores que facilitem esse processo.
Pretendemos mobilizar o máximo de pessoas possível, de modo a mostrar o poder da sociedade civil unida na luta por uma causa global e solidária. É preciso pôr um fim à pobreza. Juntos somos capazes de acabar com a pobreza!
Junta-te a nós!

sábado, 3 de outubro de 2009

Nós, Voluntários


A revista Nós do i é hoje dedicada ao Voluntariado. O voluntariado diz-me muito. Já fui voluntária numa Instituição e sei o quanto é importante o trabalho de quem se disponibiliza para ajudar. Também sei, por experiência própria, que nem todos temos capacidade para ser voluntário em determinadas áreas que nos tocam cá dentro com mais força. Nem sempre estamos em condições psicológicas para manter o nosso voluntariado. Foi por essa razão que interrompi o que fazia.

Quando se tem uma profissão, um emprego, chefias e colegas, bem ou mal, vamos trabalhar, cumprimos a nossa tarefa, não conversamos com o colega do lado nem fazemos pausa para o café. Desde que cumpramos os nossos objectivos ninguém vai querer saber da nossa falta de capacidade para socializar. [As empresas, infelizmente, hoje em dia, são muito pouco humanizadas.
]

Por outro lado, quando nos disponibilizamos para ser voluntários, é bom que o façamos de corpo e alma. Sem "blue moments". Um voluntário é muito mais do que uma pessoa que vai ali passar umas horitas e trabalhar de borla para ocupar os tempos livres. Um voluntário é alguém que se oferece para integrar um projecto e que o defende como defende a sua família. Um voluntário é alguém que dá mais do que o seu trabalho gratuito. Dá a mão, o sorriso, as palavras de alento e a força que falta muitas vezes às pessoas com quem contacta. Sem esperar nada em troca, sem pedir reconhecimento pelo seu trabalho, sem se deixar abater pelas dificuldades com que se cruza, pelo sofrimento a que assiste...

...e às vezes é complicado manter a distância que é precisa dentro da proximidade que se quer presente.

Porque há coisas às quais NÃO PODEMOS ficar indiferentes!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O excesso, o estrago...

Esta manhã, depois de ter deixado todos os Estudantes entregues, dei uma corridinha ao supermercado para comprar meia dúzia de coisas que me faltaram na lista de compras semanais. Estava a subir os degraus de acesso à passagem para o supermercado quando reparei numa senhora, idosa, com muitas dificuldades de locomoção, a carregar um enorme saco de pão. Falava sozinha "parece impossível...tanta gente com fome...deitam este pão todo fora...parece impossível...". Ofereci-me para lhe levar o saco. Ouvi os seus comentários escandalizados relativamente ao que era posto no lixo pelo supermercado.

Quando saí do supermercado, em direcção ao carro, estavam mais duas pessoas junto do caixote do lixo, a tirar embalagens completas de iogurtes e a comentarem "mas porque é que será que não dão o que já não podem ter nas prateleiras?".

Pergunto o mesmo. Vivemos num local onde, apesar da fama de se viver bem, existe, infelizmente, muita gente que precisa de auxílio. Na nossa comunidade existem instituições que apoiam as famílias carenciadas. Porque é que este supermercado não estabelece contacto com estas instituições para que recolham os bens alimentares cujo prazo se está a extinguir, em vez de cometer o crime de pôr tanta comida no lixo?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

De novo o ATL da Galiza


Hoje tive que ir ao ATL. Numa das minhas missões de Mãe activa fui lá para ir recolher uma assinatura. Não consegui cumprir o meu objectivo mas não fiquei triste. Eu tenho um carinho enorme por aquela Casa, Grande de nome e de quantidade/qualidade de trabalho que desenvolve. Tenho um carinho enorme pelas pessoas que nela trabalham. Gosto de chegar lá e sentir o carinho com que me perguntam quando volto a ser voluntária lá...

A Casa Grande fervilhava de actividade. Como sempre! Hoje era o dia de inauguração de uma exposição de peças de barro feitas pelas mãos dos meninos que frequentam o ATL sob as orientações experientes de uma das Educadoras que trabalha naquele espaço desde o início. Não podia perder a exposição! Aparece lá, há lá coisas tão giras!

Fui buscar o Mateus à Escola, às cinco e meia, e fui com ele até à Junta de Freguesia do Estoril. A exposição estava montada, os meninos autores das obras e os meninos colegas dos artistas estavam lá. Orgulhosos, como sempre, do trabalho que é de todos. A equipa da Casa Grande estava lá. Sorridente, como sempre. No livro de visitas da esposição deixei escrito que o ATL da Galiza e a Casa Grande são a prova de que não é preciso muito mais do que dedicação e amor para que se criem coisas maravilhosas e se levem para a frente projectos que são possíveis!

Quem puder, passe por lá. Até dia 10 de Junho.
Quem estiver longe, vá até ao Blog do ATL e veja o que por lá se faz com mãos de todas as cores, de todas as nacionalidades, de todos os tamanhos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Este Post Sai em Duas Partes

Parte I. - Inauguração do Novo Pavilhão

Nunca frequentei esta Escola como aluna, pela simples razão de que estudei sempre em Lisboa, mas tenho por ela um carinho que não sinto por nenhuma das Escolas onde estudei enquanto criança e jovem. Frequento-a há já oito anos como Encarregada de Educação e tenho, neste momento, o Filho nº 2 de saída e o nº 3 a terminar o 5º ano. Conheço os corredores, as salas, os auxiliares, os professores e os alunos e tal como acontece numa Família grande, há aqueles que me tocam muito o coração e outros que nem por isso. Tal como acontece numa Família grande há alturas em que apetece virar as costas, bater com a porta, e começar tudo de novo noutro lugar...mas depois o coração fala mais alto do que a razão e não conseguimos fazer nada disto. É isto o que me une a esta Escola!

Hoje, (depois de uma "luta" de doze anos e de um período de obras de dois anos lectivos durante os quais o espaço da escola esteve reduzido a metade com todas as implicações que isso traz para todos os que lá estudam e trabalham), foi a inauguração das novas instalações. Um pavilhão novo, feito de raíz, com instalações fantásticas - ginásio, balneários, sala de convívio, refeitório e cozinha, auditório, salas de professores. Tudo a cheirar a novo e a brilhar! Há que agradecer. Às pessoas que, sucessivamente, na Escola, não baixaram os braços e acreditaram sempre que o projecto seria uma realidade e à Câmara Municipal de Cascais, nas pessoas do seu Presidente e toda a equipa envolvida.

Obrigada, em nome dos Pais/Encarregados de Educação!

Parte II. - Lágrimas

Não gosto que as minhas lágrimas sejam tão rebeldes. Quando menos quero que apareçam, lá estão elas a sair disparadas dos meus olhos. Há quem core. Eu choro! E choro com as coisas mais parvas, sejam elas situações tristes ou alegres, música ou filmes, livros ou meras palavras ditas. Foi o que me aconteceu hoje. À conversa, ao ar livre, depois da inauguração. Bastaram algumas palavras e lá estavam elas, as lágrimas rebeldes, a saltarem-me dos olhos e a provocarem um nó na garganta. Só porque foram ditas palavras simpáticas sobre o Vekiki. Só porque há pessoas que eu guardo tão bem guardadas no meu coração que fico emocionada só de as ver. Só porque gostava de poder ser tão disponível como esta Senhora é. Só porque gosto MUITO dela!

Humpf...

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