| Daqui |
Todas as semanas serão publicados lotes de livros, que podem ser licitados individualmente, a partir de um valor base.
| Daqui |
![]() |
| Daqui (blogue que acabei de descobrir e do qual já sou fã. pelas imagens...e não só!) |
08:45. A caminho da escola do Mateus. Chuva a potes. Estrada cheia de água, perigosamente próxima do passeio onde alguns (poucos) peões circulam. Uma Mãe, uma criança ao colo, uma mochila às costas, um chapéu de chuva na mão que não segura a criança. Uma fila de carros atrás de mim. Quatro piscas. Mão no botão que abre o vidro do pendura. Quer boleia? Para onde vai? O destino é próximo do meu. Mão no botão que fecha o vidro do pendura. Mãe e Filha entram no meu carro. Parado com uma fila de outros carros atrás. Quatro piscas ligados. Criança no banco de trás. O cinto posto. Retomamos a marcha. Ninguém buzinou. Uma Mãe e uma Filha pequenina entregues no destino. Mais secas!
Imagem vinda Daqui
Esta manhã, depois de ter deixado todos os Estudantes entregues, dei uma corridinha ao supermercado para comprar meia dúzia de coisas que me faltaram na lista de compras semanais. Estava a subir os degraus de acesso à passagem para o supermercado quando reparei numa senhora, idosa, com muitas dificuldades de locomoção, a carregar um enorme saco de pão. Falava sozinha "parece impossível...tanta gente com fome...deitam este pão todo fora...parece impossível...". Ofereci-me para lhe levar o saco. Ouvi os seus comentários escandalizados relativamente ao que era posto no lixo pelo supermercado.
Nunca frequentei esta Escola como aluna, pela simples razão de que estudei sempre em Lisboa, mas tenho por ela um carinho que não sinto por nenhuma das Escolas onde estudei enquanto criança e jovem. Frequento-a há já oito anos como Encarregada de Educação e tenho, neste momento, o Filho nº 2 de saída e o nº 3 a terminar o 5º ano. Conheço os corredores, as salas, os auxiliares, os professores e os alunos e tal como acontece numa Família grande, há aqueles que me tocam muito o coração e outros que nem por isso. Tal como acontece numa Família grande há alturas em que apetece virar as costas, bater com a porta, e começar tudo de novo noutro lugar...mas depois o coração fala mais alto do que a razão e não conseguimos fazer nada disto. É isto o que me une a esta Escola!
Hoje, (depois de uma "luta" de doze anos e de um período de obras de dois anos lectivos durante os quais o espaço da escola esteve reduzido a metade com todas as implicações que isso traz para todos os que lá estudam e trabalham), foi a inauguração das novas instalações. Um pavilhão novo, feito de raíz, com instalações fantásticas - ginásio, balneários, sala de convívio, refeitório e cozinha, auditório, salas de professores. Tudo a cheirar a novo e a brilhar! Há que agradecer. Às pessoas que, sucessivamente, na Escola, não baixaram os braços e acreditaram sempre que o projecto seria uma realidade e à Câmara Municipal de Cascais, nas pessoas do seu Presidente e toda a equipa envolvida.
Obrigada, em nome dos Pais/Encarregados de Educação!
Parte II. - Lágrimas
Não gosto que as minhas lágrimas sejam tão rebeldes. Quando menos quero que apareçam, lá estão elas a sair disparadas dos meus olhos. Há quem core. Eu choro! E choro com as coisas mais parvas, sejam elas situações tristes ou alegres, música ou filmes, livros ou meras palavras ditas. Foi o que me aconteceu hoje. À conversa, ao ar livre, depois da inauguração. Bastaram algumas palavras e lá estavam elas, as lágrimas rebeldes, a saltarem-me dos olhos e a provocarem um nó na garganta. Só porque foram ditas palavras simpáticas sobre o Vekiki. Só porque há pessoas que eu guardo tão bem guardadas no meu coração que fico emocionada só de as ver. Só porque gostava de poder ser tão disponível como esta Senhora é. Só porque gosto MUITO dela!
Humpf...