Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Grey's Anatomy, The Fray

Há Músicas assim...

Há cenas assim...

Reais...

Sentidas...

Inexplicáveis...

Perfeitas na representação da Vida...

...porque a Vida não é perfeita, porque não se faz como a queremos, mas da forma que Ela deixa que a façamos...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Morreste-me, José Luís Peixoto


"E não quero e não posso esquecer o que outrora senti do teu olhar. Pai, fiquei no silêncio do inverno que abraçaste. Não há primavera se não imaginar erva fresca das palavras erva fresca ditas por ti; não haverá verão se não imaginar o sol da palavra sol dita por ti; não haverá outono se não imaginar o fundo do esquecimento da palavra morte dita nos teus lábios. Por isso, pai, no ar, o silêncio de ti é sofrer, no tempo que passa, no ar, no tempo que não passa já. Não passa o tempo, sustentado na mentira das coisas pequenas falsas que só já mudam de lugar, que apenas se sucedem, que unicamente tomam o sítio umas das outras, a mentirem, deixando rasto, restolhando o seu caminho com patinhas de rato entre os arbustos secos mortos e os arbustos verdes viçosos: e nasce o sol do ocaso último que morreu contigo; e brisas fingem as brisas verdadeiras que te tocaram o rosto; nem as nuvens nem o firmamento são os mesmos: apenas mentiras a substituírem mentiras a cada momento que não passa. Faltas tu a levar o tempo. Falta o teu olhar a guiar-nos se a chuva nos puxa. Pai, ter a tua memória dentro da minha é como carregar uma vingança, é como carregar uma saca às costas com uma vingança guardada para este mundo que nos castiga, cruel, este mundo que pisa aquele outro que pudemos viver juntos, de que sempre nos orgulharemos, que amámos para nunca esquecer.
Descansa, pai, dorme pequenino, que levo o teu nome e as tuas certezas e os teus sonhos no espaço dos meus. Descansa, não vou deixar que te aconteça mal. Não se aflija, pai. Sou forte nesta terra nos meus pés. Sou capaz e vou trabalhar e vou trazer de novo aqui o mundo que foi nosso. Vou mesmo, pai. O mundo solar. Reconhecê-lo-ei, porque não o esqueci. E também o tempo será de novo, e também a vida. Sem ti e sempre contigo. A tua voz a dizer orienta-te, rapaz. Não se apoquente, pai. Eu oriento-me. Pai, não se preocupe comigo. Eu oriento-me. E vou. Anoitece a estrada no que sobra da manhã. Chove sol luz onde está o que os meus olhos vêem. A carrinha grande que prometeste, planeaste para nós, que ganhaste a trabalhar meses, leva-me. Onde estás, pai, que me deixaste só a gritar onde estás? Na angústia, preciso de te ouvir, preciso que me estendas a mão. E nunca mais nunca mais.Pai. Dorme, pequenino, que foste tanto. E espeta-se-me no peito nunca mais te poder ouvir ver tocar. Pai, onde estiveres, dorme agora. Menino. Eras um pouco muito de mim. Descansa, pai. Ficou o teu sorriso no que não esqueço, ficaste todo em mim. Pai. Nunca esquecerei."
Para a Loira, que não conheço...sem mais palavras...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Verde Campestre

Nas férias de Verão havia sempre um período reservado ao campo. Numa aldeia para os lados de Torres Novas.
Vistas à distância que me separa delas, continuam a ser umas férias mágicas.
A casa para onde íamos não tinha água canalizada, mas era paredes meias com uma fonte. À fonte íamos com jarros e vasilhas de barro buscar água para casa, para beber, para nos lavarmos.
O dia era passado na rua, a brincar.
Juntavam-se restos e cascas de batatas e frutas para se dar às galinhas.
Não se passava à frente de determinadas casas para “não nos darem o quebranto”…
Ao fim do dia, quando o calor já não apertava, íamos até à “fazenda”. Apanhávamos verduras e legumes, regávamos a horta, andávamos de pés descalços na terra, tomávamos banho no tanque de rega. Pelo caminho íamos apanhando fruta das árvores e comendo, pêssegos e figos. Em Setembro, na altura da apanha dos figos, era preciso pô-los em tabuleiros ao sol, a secar. Guardar os tabuleiros ao final do dia para não apanharem a humidade da noite.
Amassava-se pão e cozia-se num forno a lenha.
Jantava-se grandes pratos de sopa de feijão vermelho e sardinhas fritas.
Não havia televisões. O serão era na rua, em cadeiras espreguiçadeiras de lona a olhar para o céu, a observar estrelas, a conversar, a brincar às escondidas.
As minhas saudades de infância passam muito por aqui.

About Freddie Mercury


"...Sim, claro, gostava de ter assistido alguma vez a um concerto dos Queen. Com Freddy Mercury, evidentemente..."

Isto diz um dos personagens deste livro que estou a ler agora e que retrata a sociedade cubana do séc. XXI, 49 anos depois de uma Revolução que se disse ser "humanista". É um livro interessante onde os livros são personagens principais.
Quanto a Freddie Mercury, também eu gostava de o ter visto ao vivo. Vi os Queen já sem ele. Não são os Queen!
Hoje levei-o para o carro, para o ouvir. Hoje é um dia especial. Um dia em que se passam 16 anos sobre o desaparecimento de uma pessoa que também Amava Freddie Mercury...a música, hoje, é para Ela! (e para o Filho, e para a sétima Neta).

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Para ti, porque sim...

"O verdadeiro amigo é aquele que diz amo-te sem medo de má interpretação."
Li algures e por isso está com aspas.
É para ti.
Sem mais explicações do que "porque sim".

Porque sim...

A Flor de Papel


Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.
Sophia de Mello Breyner Andresen, [Poesia I, 1944], Mar II

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Dia da Mãe

Um abraço.
Um beijo.
Um gosto de ti.
Uma flor de papel.
E eu a sentir-me tão bem.
Porque eu não saberia viver sem eles.
Porque os ADORO.
Porque adoro ser Mãe.
Posted by Picasa

domingo, 4 de maio de 2008

De onde vens? Venho da Festa...

foi um Dia de Anos em grande! Desde manhã até à noite, o M.M.3 esteve feliz e contente! Presentes, Amigos, Festa e muita, muita brincadeira.
Quando os últimos Amigos saíram, o sono já pesava nos olhos e no corpo todo. Nada que uma banhoca quentinha e uma cama confortável não cure!
Amanhã é dia de Escola...

sábado, 3 de maio de 2008

Para onde vais? Para a Festa!


Este era o princípio de uma lengalenga que a minha outra Avó nos contava de vez em quando! E é assim que estou hoje, de avental à frente, de cozinha "artilhada", preparando as iguarias próprias de uma Festa de crianças de 6 e 7 anos. Os frigoríficos já albergam 80 e tal copos de gelatinas coloridas e rolos de salame de chocolate. Agora vou dedicar-me ao Bolo de Bolacha.


VALSAN - Um novo prazer...o Dentista!


Desde a semana passada que os meus sábados começam cedo (nada de novo até aqui...), no D e n t i s t a!

Aqui, sim, começa a novidade. Dentista era uma palavra que só de entrar nos meus tímpanos já deixava uma sensação de vómito...de pânico...de fuga...

Comecei na semana passada esta aventura que se vai prolongar no tempo, segundo o prognóstico da "Drª", brasileira, queridíssima!

Mas felizmente a tradição já não é o que era! Agora o dentista já não é aquele sítio horrível, com uma cadeira desconfortável e tipo Dr.Frankenstein e milhentas brocas barulhentas.

A Música toca num volume agradável e a cadeira é tão boa que até apetece dormir. Depois, (podem rir se quiserem), ter alguém a tratar de mim, é uma sensação diferente e tão boa!

Hoje, sem saber ler nem escrever, quando dei por mim estava a ser cosida. Tirou-me um dente e eu nem desconfiei!

Enfim...boa maneira de iniciar um sábado!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Obrigada! Está lindo!







Roupa Nova

Foi o que acabei de fazer ao blogue!
Vesti-lhe Roupa Nova!
Já estava farta do aspecto dele.
Vesti-o com uma côr mais primaverial, a atirar para o Verão!
Eu adoro mudança!
Dá-me força p'ra continuar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Para além


de ser Dia de Espiga, hoje é também do dia de aniversário da minha sobrinha I. Faz hoje 9 anos e a festa vai ser no Centro de Ciência Viva em Sintra, (http://sintra.cienciaviva.pt).

Parabéns I.!

Boa Festa de Anos e boas experiências laboratoriais!

Quinta feira de Espiga

celebra-se hoje. Diz a tradição que devemos comprar este raminho e guardá-lo na cozinha de um ano para o outro para que nunca falte a comida em casa.
"Cada elemento simboliza um desejo:
*A espiga, que haja pão (isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar)
* O ramo de folhas de oliveira, que haja paz (lembra-te que a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). (Dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira.)
* Flores (malmequeres, papoilas, etc.), que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz» amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força).
Hoje em dia, nas grandes cidades, as pessoas já não vão colher o Ramo da Espiga (nem há onde...), mas há quem os venda, tendo-os colhido e atado, fazendo negócio com a tradição... E ajudando a preservá-la.Hoje em dia, nas grandes cidades, as pessoas já não vão colher o Ramo da Espiga (nem há onde...), mas há quem os venda, tendo-os colhido e atado, fazendo negócio com a tradição... E ajudando a preservá-la."
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