Eu e a minha Máquina, Agosto 2008
Grafia
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
...mandar pintar o céu em tons...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Parabéns!
4 de Setembro
Mesa de Cabeceira
A minha mesa de cabeceira é um móvel com muitos anos, mais do que os que tenho, mais do que os que têm os meus Pais. Já foi minha companheira no meu quarto de solteira e sempre esteve decorada com objectos queridos que se foram mudando com os tempos. Dentro dela já houve colecções várias, a última, de relógios, roubada por um ladrão que me entrou em casa e se abasteceu de coisas minhas.
No tampo de mármore da minha mesa de cabeceira repousam, durante todo o ano, conchas e paus apanhados nas areias das praias que frequentamos. A maior parte deles/as foi apanhada pela minha prole e foi-me oferecida como se de tesouros se tratasse.
Também lá descansa um frasquinho cheio de areia vinda directamente de uma praia de Moçambique, para mim, e uma faca de abrir cartas, em madeira. Bocadinhos de um país que me mora no coração meio branco, meio escuro.
A restante decoração é feita de objectos com significado especial, momentos especiais.
O relógio digital/despertador nunca marca as horas, está sempre a piscar e só lá está porque era o relógio de cabeceira da minha Avó Querida.
O ramo de flores de papel foi feito pelo M.M.1 e foi-me oferecido num Dia da Mãe, o cãozinho é feito de plasticina colorida e foi feito pelo M.M.3 representando uma das nossas cadelas fugidias, a Bibá.
O crucifixo foi comprado este ano na Feira do Artesanato e está ali pela beleza do trabalho em madeira.
O Santo António de Lisboa, de barro, é também um companheiro já antigo e tem guardadas no seu interior as fitas do Bonfim que vão rebentando. (Sei que se devem atirar na sétima onda do Mar, mas tenho a convicção de que o "meu" Stº António cuida melhor delas.)
O Stº António está enfeitado com um presente - komboloi -que a Belita me trouxe da Grécia e segura uma moldura dupla que abriga duas fotografias que Amo, a minha Avó comigo (do lado esquerdo) e o meu Avô, no muro do terraço da bela casa deles na Almirante Reis (há uns 40 anos atrás...)!
Estas são as razões e afectos da minha Mesa de Cabeceira!
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O Peso de um Nome
Há muitos anos atrás, em Ferreira do Zêzere, vivia um Senhor.
Este Senhor, Professor Primário lá da terra, trazia sempre vestido um casaco feito de uma fazenda chamada baeta.
Quando este Professor foi registar o nascimento da sua primeira filha, o funcionário da Conservatória não foi de modas e acrescentou aos apelidos, a alcunha do Senhor, Baeta.
A partir daí, a alcunha instituiu-se como apelido e aí vem ele, geração atrás de geração.
A mim sempre me aborreceu um bocadinho...não gostava das piadas que me diziam...
Uma delas era precisamente esta..."já foste ao Baeta?"
Todos Diferentes Todos Iguais
Se há princípios que devemos respeitar e passar de geração em geração, o da Tolerância está na lista dos mais importantes.
Não foi por mero acaso que fotografei esta imagem.
Fi-lo porque amo a diferença. Amo a diferença que consegue compartilhar espaços, que consegue respeitar e fazer-se respeitar. Emociona-me o facto de ser livre para abraçar e amar qualquer pessoas, de qualquer raça ou credo. Emociona-me o facto de pessoas de diferentes raças e credos sentirem que têm um lugar nesta cidade, neste país.
Este painel é lindo! Faz-me parar de respirar e emocionar-me. Lisboa é uma pequenina cidade se a compararmos com todos os Países que consegue acolher em si, acolhendo os seus cidadãos. Lisboa parece uma Mãe. Os seus braços são suficientemente grandes para abraçar todos os Filhos ao mesmo tempo, a sua compreensão e capacidade de amar não tem reservas.
Nesta pequena cidade, deste pequeno país, a Tolerância existe e eu orgulho-me disso.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Escavações Caninas
Este canteiro está à entrada da nossa porta.
No fim de semana o A. andou a jardinar e plantou aqui uma planta nova. Estava linda!
Ontem, quando chegámos do cinema, deparámos com umas belas escavações caninas. Deviam andar à procura de algum osso do tempo do paleolítico canino...o problema é que a entrada ficou neste estado, lamentável! Quase não se percebe onde começa o tapete e onde termina a terra!
Consumo e Centros Comerciais

Sabíamos o que queríamos, o que facilita bastante a vida quando se sai em grupo para tratar de um assunto deste tipo. Não há nada pior do que ir para o Centro Comercial com a criançada toda atrás sem ter uma ideia do que se vai comprar e onde...
Só fomos às lojas que tinham a ver directamente com o presente do Pai, mas o Centro Comercial estava impossível. Havia gente aos montes, por todos os lados. A FNAC estava num estado lastimável, parecia o hipermercado na altura do Natal...
Maldade minha - porque é que vêm de férias e se enfiam num Centro Comercial? Temos praia, mar e jardins...não haverá nada que supere a vontade de consumir?
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Viagem ao Centro da Terra
Penalização à chinês...

Hoje de manhã, o Pedro Ribeiro, leu uma notícia que me fez sorrir mas que não deixa de ser uma verdadeira "chinesice".
Em Xangai, a Polícia vai passar a mandar publicar nos jornais, revistas e televisão fotografias dos peões que se atreverem a atravessar ruas sem utilizarem os locais próprios para tal - as passadeiras de peões - como forma de humilhação pública!
Será que em Portugal esta medida também surtiria algum efeito? É que nós somos especialistas em atravessar fora da passadeira mesmo que ela esteja a apenas dois metros de nós...
Acho que vou propôr esta medida a quem de direito ;-)
Médicos, Consultas, Mentalidades e mudança...
A minha blogo-amiga Patti, a propósito das minhas queixas de saúde, recomendou-me a ida a uma consulta de rotina.Apesar de não gostar sequer de pensar que poderei estar doente, (porque só de pensar fico doente), gostava mesmo de ter um/a médico/a assistente daqueles/as que só existem nas séries ou nos filmes.
Gostava de saber que aqui mesmo na minha rua, no Centro de Saúde a que pertenço, existe uma pessoa que dá pelo nome de Médico de Família e que estaria lá disponível para quando eu sentisse que qualquer coisa não estava a correr bem...
Por sorte, nunca precisei realmente de um Médico de Família institucional porque tenho uma Mãe médica. É a ela que recorro quando tenho algum xelique ou quando preciso de algum medicamento.
Continuo a "servir-me" da minha Mãe e a aproveitar o Serviço Médico do seguro de saúde que temos, mas penso muito nisto e fico triste.
Fico triste porque estamos no séc.XXI, num país da Europa, num país que quer ser desenvolvido, que quer evoluir, que quer evidenciar-se no Mundo, mas que não cumpre os princípios mínimos de bem estar dos seus cidadãos.
