Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

...mandar pintar o céu em tons...

Eu e a minha Máquina, Setembro 2008
gosto das cores e do aspecto que têm, sobre a minha cabeça.
como se o céu tivesse mudado de cor e se tivesse vestido de cores do arco-íris.
como se me dissessem que o mundo é de todas as cores e por isso o céu também.
gosto de os sentir por cima da minha cabeça, cortando a luz quente deste dia de Setembro, assemelhando-se a papagaios.
daqueles que são lançados por mãos habilidosas em dias de vento sobre os areais.

Eu e a minha Máquina, Agosto 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Outras paragens...


Não traí o Vekiki, mas hoje também estou por aqui...

Parabéns!

Hoje é Dia 4 de Setembro
Há 45 anos atrás, nasceste...
Há 20 anos atrás, casaste-te...
Há 17 anos atrás, tiveste a primeira Filha...
Há 14 anos atrás, tiveste o primeiro Filho...
Há 10 anos atrás, tiveste o segundo Filho...
Há 7 anos atrás, tiveste o terceiro Filho...
São muitos acontecimentos importantes e felizes para 45 anos de Vida!
Não vou escrever aqui palavras de desejo, felicidade e afins.
Vou deixar aqui palavras que têm a ver com Família,
Amor, Alegria e Vontade de viver tantos
mais anos quantos os que comemoras
hoje
de preferência com o quádrupulo
dos descendentes à
tua volta!

Que tal?

Parabéns

4 de Setembro

PARABÉNS!!!

O Pai faz hoje anos. 45.

Ao serão de ontem estivemos a preparar as surpresas que fomos deixando espalhadas pelo caminho entre o quarto e a cozinha. Momentos de risota, disparates e criação...que resultaram nisto,

Mesa de Cabeceira



Eu e a minha Máquina, Setembro 2008

Na minha mesa de cabeceira não há livros empilhados, à espera de serem lidos, a encherem-se de pó. Não há caderninhos com notas, não há remédios, batons, perfumes.

A minha mesa de cabeceira é um móvel com muitos anos, mais do que os que tenho, mais do que os que têm os meus Pais. Já foi minha companheira no meu quarto de solteira e sempre esteve decorada com objectos queridos que se foram mudando com os tempos. Dentro dela já houve colecções várias, a última, de relógios, roubada por um ladrão que me entrou em casa e se abasteceu de coisas minhas.

No tampo de mármore da minha mesa de cabeceira repousam, durante todo o ano, conchas e paus apanhados nas areias das praias que frequentamos. A maior parte deles/as foi apanhada pela minha prole e foi-me oferecida como se de tesouros se tratasse.

Também lá descansa um frasquinho cheio de areia vinda directamente de uma praia de Moçambique, para mim, e uma faca de abrir cartas, em madeira. Bocadinhos de um país que me mora no coração meio branco, meio escuro.

A restante decoração é feita de objectos com significado especial, momentos especiais.

O relógio digital/despertador nunca marca as horas, está sempre a piscar e só lá está porque era o relógio de cabeceira da minha Avó Querida.

O ramo de flores de papel foi feito pelo M.M.1 e foi-me oferecido num Dia da Mãe, o cãozinho é feito de plasticina colorida e foi feito pelo M.M.3 representando uma das nossas cadelas fugidias, a Bibá.

O crucifixo foi comprado este ano na Feira do Artesanato e está ali pela beleza do trabalho em madeira.
No candeeiro está pendurado um mega coração oferecido por uma Amiga muito querida e espetado um mini coração/pin do Museu Berardo, oferecido pela minha C.

O Santo António de Lisboa, de barro, é também um companheiro já antigo e tem guardadas no seu interior as fitas do Bonfim que vão rebentando. (Sei que se devem atirar na sétima onda do Mar, mas tenho a convicção de que o "meu" Stº António cuida melhor delas.)

O Stº António está enfeitado com um presente - komboloi -que a Belita me trouxe da Grécia e segura uma moldura dupla que abriga duas fotografias que Amo, a minha Avó comigo (do lado esquerdo) e o meu Avô, no muro do terraço da bela casa deles na Almirante Reis (há uns 40 anos atrás...)!

Estas são as razões e afectos da minha Mesa de Cabeceira!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eu e a minha máquina, Agosto 2008

Deito-me na areia quente.

Braços abertos.

Sou um painel de energia humano.

Absorvo a energia da terra.

Absorvo a energia do Sol filtrada pelas nuvens.

Sinto-me em paz.



O Peso de um Nome

Eu e a minha máquina, Maio 2008

Há muitos anos atrás, em Ferreira do Zêzere, vivia um Senhor.

Este Senhor, Professor Primário lá da terra, trazia sempre vestido um casaco feito de uma fazenda chamada baeta.

Quando este Professor foi registar o nascimento da sua primeira filha, o funcionário da Conservatória não foi de modas e acrescentou aos apelidos, a alcunha do Senhor, Baeta.

A partir daí, a alcunha instituiu-se como apelido e aí vem ele, geração atrás de geração.

A mim sempre me aborreceu um bocadinho...não gostava das piadas que me diziam...

Uma delas era precisamente esta..."já foste ao Baeta?"

Todos Diferentes Todos Iguais

Eu e a minha máquina, Maio 2008

Se há princípios que devemos respeitar e passar de geração em geração, o da Tolerância está na lista dos mais importantes.

Não foi por mero acaso que fotografei esta imagem.

Fi-lo porque amo a diferença. Amo a diferença que consegue compartilhar espaços, que consegue respeitar e fazer-se respeitar. Emociona-me o facto de ser livre para abraçar e amar qualquer pessoas, de qualquer raça ou credo. Emociona-me o facto de pessoas de diferentes raças e credos sentirem que têm um lugar nesta cidade, neste país.

Este painel é lindo! Faz-me parar de respirar e emocionar-me. Lisboa é uma pequenina cidade se a compararmos com todos os Países que consegue acolher em si, acolhendo os seus cidadãos. Lisboa parece uma Mãe. Os seus braços são suficientemente grandes para abraçar todos os Filhos ao mesmo tempo, a sua compreensão e capacidade de amar não tem reservas.

Nesta pequena cidade, deste pequeno país, a Tolerância existe e eu orgulho-me disso.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Escavações Caninas

Eu e a minha máquina

Este canteiro está à entrada da nossa porta.

No fim de semana o A. andou a jardinar e plantou aqui uma planta nova. Estava linda!

Ontem, quando chegámos do cinema, deparámos com umas belas escavações caninas. Deviam andar à procura de algum osso do tempo do paleolítico canino...o problema é que a entrada ficou neste estado, lamentável! Quase não se percebe onde começa o tapete e onde termina a terra!

Eu e a minha máquina

Consumo e Centros Comerciais


O Pai está quase a fazer anos e ontem decidimos ir até ao Centro Comercial tratar do presente.

Sabíamos o que queríamos, o que facilita bastante a vida quando se sai em grupo para tratar de um assunto deste tipo. Não há nada pior do que ir para o Centro Comercial com a criançada toda atrás sem ter uma ideia do que se vai comprar e onde...

Só fomos às lojas que tinham a ver directamente com o presente do Pai, mas o Centro Comercial estava impossível. Havia gente aos montes, por todos os lados. A FNAC estava num estado lastimável, parecia o hipermercado na altura do Natal...

Maldade minha
- porque é que vêm de férias e se enfiam num Centro Comercial? Temos praia, mar e jardins...não haverá nada que supere a vontade de consumir?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Viagem ao Centro da Terra

Hoje, às 19:40.

A Família toda mais duas B.

Uma fila inteira de cinema, óculos especiais para três dimensões!

Fim de férias também é isto, programas em conjunto com aqueles que fazem parte da nossa Vida.

Penalização à chinês...



Hoje de manhã, o Pedro Ribeiro, leu uma notícia que me fez sorrir mas que não deixa de ser uma verdadeira "chinesice".

Em Xangai, a Polícia vai passar a mandar publicar nos jornais, revistas e televisão fotografias dos peões que se atreverem a atravessar ruas sem utilizarem os locais próprios para tal - as passadeiras de peões - como forma de humilhação pública!

Será que em Portugal esta medida também surtiria algum efeito? É que nós somos especialistas em atravessar fora da passadeira mesmo que ela esteja a apenas dois metros de nós...

Acho que vou propôr esta medida a quem de direito ;-)

Médicos, Consultas, Mentalidades e mudança...

A minha blogo-amiga Patti, a propósito das minhas queixas de saúde, recomendou-me a ida a uma consulta de rotina.

Apesar de não gostar sequer de pensar que poderei estar doente, (porque só de pensar fico doente), gostava mesmo de ter um/a médico/a assistente daqueles/as que só existem nas séries ou nos filmes.

Gostava de saber que aqui mesmo na minha rua, no Centro de Saúde a que pertenço, existe uma pessoa que dá pelo nome de Médico de Família e que estaria lá disponível para quando eu sentisse que qualquer coisa não estava a correr bem...

Por sorte, nunca precisei realmente de um Médico de Família institucional porque tenho uma Mãe médica. É a ela que recorro quando tenho algum xelique ou quando preciso de algum medicamento.

Por sorte, também, ou não, pertenço a uma minoria de cidadãos portugueses que tiveram direito a um Médico de Família.
A senhora que me saíu na rifa como Médica de Família é tudo menos simpática e disponível. A primeira vez que lá fui, embuída do espírito que ia criar empatia com alguém que me iria compreender quando eu me sentisse em baixo de forma, depois de explicar à Srª o que me tinha levado ali (programar uma profilaxia anti-cansaço excessivo), ela perguntou-me com um ar muito enjoado o que é que eu fazia na vida. Quando lhe respondi que era Mãe a tempo inteiro e dona-de-casa, ela perguntou-me, desdenhosamente, porque é que eu me queixava, quando maior parte das mulheres têm essas tarefas a acrescentar a uma vida profissional.

A partir desta primeira experiência, em que pensei que quem tinha uma Médica de Família assim não precisava de inimigos, nunca mais pus os pés no Centro de Saúde.

Continuo a "servir-me" da minha Mãe e a aproveitar o Serviço Médico do seguro de saúde que temos, mas penso muito nisto e fico triste.

Fico triste por mim, porque gostava de afirmar que me orgulho do Sistema Nacional de Saúde e que é só esse que utilizo; fico triste pelos milhares, milhões, de pessoas que não têm acesso a sistemas privados de saúde e que têm que se sujeitar aos "bons" tratos dos "profissionais" disponíveis nos Centros de Saúde.

Fico triste porque estamos no séc.XXI, num país da Europa, num país que quer ser desenvolvido, que quer evoluir, que quer evidenciar-se no Mundo, mas que não cumpre os princípios mínimos de bem estar dos seus cidadãos.

Fico triste porque somos um País de gente muito acomodada. Não somos capazes de nos unir em prole de mudança, de alteração de mentalidades e costumes. Precisamos de acreditar que a mudança também é feita por cada um de nós e não só por aqueles que nós designamos por Estado/Governo. Como é que essa mudança se poderá fazer? Mudando as nossas atitudes face ao que nos é apresentado como instituído.

A minha reacção à atitude desta Srª foi fazer uma exposição por escrito à Directora do Ctº de Saúde, descrevendo o sucedido e manifestando a minha vontade de mudar de Médico de Família.
Porque não podemos simplesmente "comer e calar"...

Setembro I

Sol com brilho filtrado pela neblina
Árvores que começam a despir as suas roupas de Verão
Mar que se agita num vai e vem de Marés Vivas
Ar fresco que nos arrefece
Dias mais curtos que nos aconchegam no final dos dias

Setembro

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