Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ney Matogrosso



Rosa de Hiroshima

Volta hoje ao Coliseu dos Recreios. Para cantar e encantar quem teve a sorte de conseguir bilhete.

Em casa dos meus Pais havia toda a discografia deste Senhor, em vinil, que eu ouvia e sabia de cor (ainda sei!).

Fui vê-lo, uma vez, ao Coliseu dos Recreios. Um espectáculo espectacular (perdoem-me a redundância!) sem plumas, lantejoulas ou pinturas corporais. Apenas o Homem, um banco alto, e um palco despido. E o Homem fez falar corações femininos e masculinos. Ninguém ficou indiferente à voz, à presença, ao charme!

Hoje ouvi-o, entrevistado para a SIC, a propósito do se percurso artístico. Disse ele que quando apareceu vestido de plumas e lantejoulas o avisaram de que iria ser "chamado de gay e iria ser rejeitado pelo público feminino e isso, ele não queria!". Afinal nunca foi rejeitado por público nenhum.

Continua a ser amado por Homens e Mulheres. Continua a cantar com uma voz inconfundível e a ser dono de uma energia em palco que não denuncia a idade que tem!

Eu, hoje, tenho pena de não estar lá a aplaudi-lo numa sala de espectáculos que foi a "minha" sala de espectáculos durante muitos anos e muitos espectáculos!

Homem com H

Casca de Laranja recortada

Uma de muitas
Imagens enviadas pela Belita

Já lhe tinham dito que o seu corpo se estava a assemelhar a uma casca de laranja recortada em formato de corpo de mulher. Não quis dar ouvidos. Invejas e más línguas.

Naquele dia deu tempo a si própria. Decidiu que não ia tomar banho a cem à hora, que não ia vestir-se a correr para estar pronta ao minuto. Abriu a água e entrou na banheira. Virou-se para o espelho que cobria toda a parede da casa de banho e foi-se observando. A esponja ensaboada a percorrer-lhe o corpo. As pernas compridas e bem feitas, um dia alvo de atenção quando andavam descobertas por mini mini-saias, eram agora o reflexo de muitas horas passadas em pé, de poucas horas de exercício, de pouca atenção e tratamento.

A barriga, sem estrias a relembrar partos mas a precisar de umas belas massagens, de umas séries de abdominais.

O peito, antes direito, agora teimava em mostrar cansaço e deixar-se cair...

Admitiu, não havia casca de laranja por cima dela, mas havia a necessidade, urgente, de se tratar, de se cuidar, de se mimar! Saltou da banheira para dentro do boião de creme reafirmante!

Aranha em Teia de Nespereira




Quase a tocar a janela da minha cozinha existe uma nespereira. Estava raquítica e infeliz quando nos mudámos para esta casa. Por ter sentido companhia, gritos de crianças e falas de adultos, tem vindo a crescer e a ficar bonita. Agora, quase toca na janela da cozinha. Continua a não dar nêsperas (para pena de todos nós), mas é linda e eu adoro olhar para ela enquanto tomo o pequeno almoço. Há 15 dias, quando tomavamos o pequeno almoço, no fim de semana, descobrimos que uma aranha a tinha escolhido para construir a sua casinha. Registei com a minha máquina, para a posteridade, para o album de fotografias da nespereira...e da aranha!

Bom Dia!


Hoje está tanto vento por estas bandas que os estendais cheios de roupa estavam no chão a servir de colchões aos cães e até os passarinhos que todos os dias observo da janela enquanto tomo o pequeno-almoço, andavam por aí a esvoaçar, completamente desasados...para além disto tudo está frio!

Boa Noite...

Lençóis esticados, com vincos bem marcados, sinais do cuidado de quem os engoma. O arrepio que percorre o corpo que os toca. A cama fria que espera. O corpo cansado. A cabeça que exige desligar-se de pensamentos, planeamentos, horários e obrigações. A pouco e pouco olhos que se fecham corpo que estremece nos primeiros momentos do adormecer imagens a comporem sonhos que no dia seguinte não serão perceptíveis o descanso, finalmente...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Pedro Paixão, A Cama é um Deserto, "Do mal o menos", Oito livros reunidos

"De repente a cama vazia. A sensação de não pertencer mais aqui. Os corpos habituam-se aos corpos. Quando se separam é sempre por um corte, um rasgão. Fica uma ferida. É preciso ter cuidado, prestar atenção. As mulheres são seres alados que voam para longe. Os graves homens não. De repente, à luz da noite, a cama é um deserto.
Chamemos as coisas pelos nomes. O amor que transportamos vai-se gastando por onde passamos. Não nasce do vento. O que levamos deste amor para aquele é muito pouco, não chega para nada. É preciso ter a vontade e a energia e a concentração para começar tudo outra vez. Não somos donos de nada. O que mais importa é o que passa e nem se deixa tocar com os dedos. É preciso ter cuidado. De repente, à luz da noite, uma só aflição."

Guernika


Não sei porque me lembrei de Guernika...
Uma obra que gostava de ter numa das minhas paredes. Um dia.

Os meus Posts, os Vossos Comentários

Eu adoro escrever. Adoro escrever para ser lida. Para ser lida e comentada. Gosto de saber o que os outros pensam do que escrevi, independentemente de pensarem bem ou mal. Isso para mim não é o mais importante. O importante é que escrever é um exercício que se deve praticar diariamente para que as palavras não morram, os acentos não se baralhem, as pontuações não caiam no esquecimento. O Blog deu-me e continua a dar-me esse espaço de exercício, de prática, de vontade de ver palavras a aparecer, de ver frases a nascer. Quando os primeiros comentários começaram a aparecer, eu nem queria acreditar! Esta coisa da blogoesfera funcionava mesmo. Apareciam pessoas que eu conhecia, mas também muitas que eu nem sabia quem eram...e fui-me habituando a estas amizades virtuais que por aqui vão deixando marcas da sua passagem. Eu, pelo meu lado, não me sinto obrigada a responder aos comentários um por um, individualmente. Acho, quando há um ou outro que me tocam mais, mais simpático enviar um mail pessoal a agradecer as palavras escritas. Não gosto de olhar para o meu blog e ver muitos comentários que realmente não passam de conversa entre o autor e os comentadores. Por isso, não me levem a mal e continuem por cá! Convidem outros a vir e a comentar. Deixem as vossas opiniões sinceras sobre o que vou escrevendo para que eu possa melhorar e não se esqueçam "Isto sem vocês não teria graça nenhuma"...

Apelo do Frigorífico!

O problema de ter festas cá em casa é que depois sobram doces que ficam ali no frigorífico a chamar por mim...e eu não gosto de os ouvir chamar sem lhes responder...é como aos Filhos...
Ai, ai...

Descobri este vídeo aqui e achei que a música iria coadunar-se com as palavras que se seguem!



Quero começar tudo de novo mas não voltar atrás no tempo. Quero aprender a desenhar e fazê-lo por gosto, por necessidade, por intuição. Quero ser sozinha e livre. Quero poder não me mexer. Quero enfiar-me dentro de água e por lá ficar até que dedos de mãos e pés se engelhem e fiquem esbranquiçados de tanta submersão. Quero descalçar-me e andar pela rua sem destino. Quero pôr a música a tocar e dançar, rodopiar, cair de exaustão. Quero andar pelo Mundo só por andar, sem casa, sem ponto final, conhecer novas pessoas que amarei e abraçarei. Quero que o o Sol me abrace como só ele me sabe fazer e que a chuva me molhe e se confunda com as lágrimas que insistem em cair, grossas, incómodas e sentidas sem sentido. Quero que alguém me ampare mas que não exiga nada em troca. Quero beijos, abraços e carinhos sem fim. Quero que as minhas mãos se treinem treinem treinem e façam de todas as palavras que rodopiam na minha cabeça textos, textos com significado ou sem, textos que queiram ser lidos e que se leiam. Quero tanta coisa e tão pouca. Só quero que a tristeza me abandone de vez e me deixe voltar a cantar pela manhã!


Presentes (II)

Um presente que me fez sorrir.
A velhinha nota de 20$00 com o meu querido Stº António, (que no original se chamava Fernando, por isso veio acompanhado de um livro de Fernando Pessoa).

Por enquanto está guardada dentro dele, mas vai ter lugar de destaque numa parede perto de mim!

Presentes (I)


Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já.

É ouvi-lo melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.

Presente muito amado, Kat
És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.


Poesia de Fernando Pessoa, Editorial Presença,
3ª edição, Lisboa, Janeiro 2006
Introdução e Selecção de Adolfo Casais Monteiro

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

The Day After (I)

E pronto! Passou-se o Dia de Anos e também o Dia da Festa de Anos. O Dia de Anos foi o pior dia de que me lembro nos últimos tempos. Os tempos andam complicados e realmente, este ano, nem o facto de ser o MEU DIA, conseguiu animar as hostes...
A Festa foi boa, pelo menos para mim é sempre bom conseguir juntar cá em casa todos a quem quero do coração e que sei que gostam de estar por cá. Até as 4 da matina tivemos conversa, uma mesa cheia de doces, os adolescentes em amena cavaqueira e os adultos em amena maluqueira! E se o dia em que completamos mais um aniversário é uma mudança de ano, espero sinceramente que o que começou agora consiga ser bastante melhor do que o que acabou que tem sido quase caótico! Segundo dizem alguns elementos femininos da Família, segundo a numerologia, este é o meu ano 9, ano em que se deitam fora todas as coisas que não interessam e que sentimos que estão mal nas nossas vidas. Espero ter coragem para fazer todas as mudanças que Sei que tenho de fazer, doam a quem doer!
Mais logo, um post mais optimista e menos dramático! Fiquem por cá :-)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Abraço


Há abraços fortes, sentidos, cheios daquilo que nos faz bem ao corpo e à Alma, aquilo que se chama carinho, vontade de ter alguém nos nossos braços.

Mas também há aqueles abraços que nos são dados quase a medo que os corpos se toquem, que a força se transmita. São abraços sem Alma, cheios de pressa de ir embora, cheios de vontade que a nossa vontade de ser abraçados chegue ao fim.

Não gosto desses abraços. Gosto de abraços que me envolvam, que me apertem até eu não poder mais respirar, que me façam sentir querida.

Se não forem assim, não se obriguem a abraçar-me!

Carolina

A Carolina é uma Amiga da C. Amiga daquelas que o são mesmo à séria. Colegas de turma têm vindo a desenvolver afinidades e intimidades que as levam a grandes conversas no MSN, a dormidas alternadas em casa duma e doutra, a trocas de roupas e acessórios quando se preparam para sair à noite.

Em Agosto, a Carolina foi para os Estados Unidos ao abrigo do Programa AFS, para esta "casinha" que parece saída de um filme ou mesmo da série Donas de Casa Deesperadas!

Foi escolhida por uma Família Americana, despediu-se da Portuguesa e lá foi ela entre lágrimas e saudades mal contidas.

Em Setembro decidiu atirar para a Blogosfera um cantinho dela - http://afsmbranco.blogspot.com/ - onde se propunha ir dando notícias para que os que por cá ficaram estivessem sempre a par do que por lá se ia passando.

Ontem, à hora de jantar, recebemos um telefonema. Era a própria Carolina, lá de longe, onde são menos seis horas do que cá! A C. ficou felicíssima e a conversa durou e durou. Depois a Carolina quis falar com a Tia Vera. Foi a custo que contive as lágrimas quando ouvi os Parabéns cantados do outro lado do Mundo e tudo o que ela me quis contar...

- Tia, estão 0 graus aqui
- Tia, a casa é super aquecida mas na casa de banho não há aquecimento
- Tia, que inveja de si que ainda anda de havaianas e eu cheia de frio
- Tia, isto aqui à volta é só campos de milho (ou trigo) e a Tia tem aí o Mar
- Tia, a cidade é tão pequena que não existe uma loja para comprar um mísero pincel
- Tia, tenho tantas saudades do Tio A.
- Tia, no fim de ano vou passar uma semana ao Hawai, presente de 18 anos da minha Mãe Portuguesa
- Tia, o meu Pai Americano faz-me lembrar o Tio A. Chama-me "Estrangeira"...
- Tia, as minhas "Irmãs" são umas chatas! Invasoras da minha privacidade

Disse-lhe que queria o blog dela actualizado com as novidades e comprometi-me a comentá-lo para que não perdessemos nenhum momento! Ela foi obediente e hoje já postou!

Querida Carolina, beijos! Hoje, aqui, também não há Sol...mas eu continuo de chinelas! Ah Ah AH!
Blog Widget by LinkWithin