Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Abril, Nome Próprio

Eu e a minha Máquina,
caminho da Praia da Coelha, Abril 2009

Estamos em Abril. Diz o povo "águas mil". Digo eu, o único mês que tem direito a uma etiqueta no meu blog. Por razões evidentes.
Por ser Abril.
Abril que se despiu de nome comum e se vestiu de nome próprio.
Abril feito de flores e de canções.
Abril feito de mil alegrias e festas nas ruas.
Abril tem uma grande extensão de memórias em mim...

Evidências...

Eu e a minha Máquina,
Praia da Coelha, Abril 2009

Não estou silenciosa por opção.
Estou silenciosa porque estou T o s c a !!!

Essência de Mim # [1]

Eu e a minha Máquina, estacionamento da Praia da Coelha, Abril 2009

Eu não vos disse que o Mar é a minha essência? Descobri mais uma prova! O meu nome associado à palavra Mar.

sábado, 4 de abril de 2009

Ainda sobre o Ofício de Escrever...

A mão que escreve, veio da Net


"Todos querem escrever e poucos são os que resistem a isso. Escrever muito parece ser derivante de um padecimento de angústia e de debilidade em viver; ou o modo de evitar paixões, ou saciá-las sem as sofrer."

Agustina Bessa-Luís

Maturidade


- Achavas que agora alguma coisa ia ser diferente?

- Sim, achava...

- Hum...é melhor ires esperando, pacientemente.

Na Idade dos Porquês ... ou Não ...

Porque é que o preço a pagar pela decisão tomada como certa, vai sendo cada vez mais alto? Porque é que me vou deixando esmagar, esmagar, esmagar...? Porque é que sonho com a mudança? Porque é que a mudança não se dá? Porque é que não deixo de perguntar porquê?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Insónia


Esta noite foi estranha. Sonhei com os meus Avós, desaparecidos há muito. Com a casa deles, com a escada da casa deles. Com um homem que andava a transportar caixas escadas acima (o prédio tinha elevador) e que caíu. Fui chamar o meu Avô para o ir socorrer. Nesse ponto do sonho, acordei. E depois fiquei acordada tempos infinitos. Virei-me e revirei-me na cama. Pensei em levantar-me. Palavras foram surgindo e alinhando-se, vestindo-se de pontuações. Pensei e voltei a pensar. Acabei por adormecer. E ter outros sonhos estranhos. Já no tempo real, com pessoas que existem, mas estranhos. Deve ser o sinal de que este interregno na rotina está a terminar. Hoje voltamos a casa, ao final da tarde!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crónicas de Albufeira # [3]

Eu e a minha Máquina, Praia da Coelha, Abril 2009


Não se roam tanto de inveja! A praia está maravilhosamente deserta, como eu gosto e as crianças adoram. Há espaço para jogarem raquetes, apanhada, moches, dar tacadas com o taco de baseball. O mar está lindo. Azul e transparente.

...mas, não está calor. Nós vamos para a praia porque somos tontinhos e não resistimos ao chamamento do Mar. Hoje estivemos numa praia onde nunca tínhamos ido, Praia da Coelha. É uma praia a que não se chega directamente de carro. Tem um acesso pedonal, por entre vegetação silvestre colorida e perfumada, bem cuidado e iluminado com candeeiros alimentados a energia solar. Estivemos bem. Abrigados do vento que ainda não deixou de fazer notar a sua presença, mas com muito pouco ânimo para nos molharmos. Mesmo assim, ainda houve dois mergulhos, os elementos femininos da Família!


Mais uma prova de que as Mulheres estão sempre à frente :)

Porque Escrevo...

Máquina de escrever vinda daqui
não sei. às vezes nem sei bem o que vai aparecer quando me sento a escrever. escrevo porque gosto de palavras e de ideias. gosto de palavras soltas e de frases complicadas. gosto de perceber sentimentos a espreitar em cada palavra que solto. gosto de deslindar significados, significantes, significâncias. quando não sei o que escrever fico zonza. sinto-me vazia. sem saber o sentido a seguir. escrevo porque gosto que me leiam. escrevo porque gosto que leiam e me digam o que hei-de mudar, para poder melhorar. escrevo porque penso. gosto de pensar. e de escrever. escrevo porque...

Nas alturas

Rapariga vinda daqui

Olho-me ao espelho e vejo-me grande. Na verdade, vejo-me enorme. Desproporcionada até. Não compreendo como cresceram tanto as minhas pernas. Cubro-as, invariavelmente, com calças. Não gosto de as mostrar. Tão grandes. Tão longas. Hoje, compro um espelho especial. Quero olhar-me nele e ver-me igual a todos os que me rodeiam. Quero que a minha cabeça fique longe do tecto. Sinto-me apertada. Dói-me o pescoço de viver dobrada. Já li um livro cuja protagonista era assim, como eu, desproporcionada. Enquanto li aquele livro senti-me menos diferente. Mas ela, ao menos, tinha poderes, não tinha só altura. Eu também gostava de ter algum poder especial...que não o de chegar aos armários onde ninguém chega! Hoje vou mesmo comprar aquele espelho especial. Já o vi. Numa loja perto de casa. Depois, instalo-o no meu quarto e convido alguém para dançar comigo, em frente ao espelho. Nas festas nunca ninguém dança comigo. Sou demasiadamente grande. Visto-me. Bonita. E danço. Em frente ao meu espelho mágico.

Sob o Sol

Eu e a minha Máquina, S.Pedro do Estoril, Novembro 2008

Deixo que me percorras. Dou-me-te. Fixo os teus olhos e deixo que eles falem. As palavras que não te oiço dizer mas que adivinho no teu olhar. Aprendi a ler o que me dizes sem falar e gosto da emoção.

Virada para o Céu

Eu e a minha Máquina, Jardim de Albufeira

Deito-me neste pequeno muro. Virada para cima, para o Céu. Deixo que o Sol me obrigue a cerrar os olhos, me aqueça o corpo. Há galhos de árvores. Despidos de folhas. Prossigo o passeio. Atenta ao azul. À luz. Às casas e pessoas. Registos fotográficos e na memória de dias diferentes.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Fotografia da LA

"É um dos paradoxos mais tristes da minha vida : quase tudo o que escrevi foi escrito para alguém que não me pode ler, e mesmo este livro não é mais do que uma carta a uma sombra."

Somos o Esquecimento que Seremos, Héctor Abad Faciolince,

Quetzal, série américas

Dia das Mentiras

Mentiras retiradas da Net

Celebra-se hoje
. Lembro-me, quando era pequena, como nos divertíamos a tentar adivinhar qual a notícia do jornal e da televisão que era a mentira do dia. Agora os miúdos não ligam tanto a este dia. Ficam excitados quando se lembram que é Dia das Mentiras, inventam meia dúzia de baboseiras para me tentar "apanhar", mas rapidamente esquecem.

Eu, confesso, não tenho grande jeito para mentir. Sempre que digo alguma patranha sou facilmente descoberta. As minhas palavras baralham-se. Não falo com a convicção que me é própria. Acho até que ainda coro. Por isso, prefiro não mentir e, por vezes, sofrer as consequências de contar verdades menos simpáticas...

Crónicas de Albufeira # [2]

Salgados, Agosto, 2007

Hoje o dia amanheceu cinzento. Céu coberto de nuvens, o cinzento do céu a juntar-se lá ao fundo ao cinzento do mar. Está frio. Hoje vai ser um dia dedicado a jogos, leituras, TPC's e ar livre reduzido ao jardim que nos rodeia.
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