Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sábado, 2 de agosto de 2008

Li esta hoje e não gostei :-(

Andava eu por aqui nas minhas voltinhas pela vizinhança dos blogues quando, de repente, nos Dias de uma Princesa li isto...

Não, por favor...como é possível? Subscrevo tudo o que a Princesa escreveu. Principalmente a parte final. Ninguém que tem uma atitude destas merece ser tratado pela palavra Pai.

Aproveito para transcrever uma frase que alguém me disse ontem "Ser Mãe e ter uma existência é muito difícil..."

Acreditem que é, por isso convém sempre pensar bem antes de nos tornarmos Pai ou Mãe!

Li esta hoje e gostei :-)

"Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em direcção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculos e noites sobre um rio, amei a existência."
Al Berto
Kat, dedico-te esta! Uma das razões porque gosto de me levantar cedo...está tudo aqui!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Uma Aventura na loja TV Cabo

De vez em quando acontece...passa o tempo regulamentar para pagamento da factura e lá ficamos nós inibidos dos serviços que nos são prestados pela TV Cabo.

Foi o que aconteceu esta semana e daí o meu silêncio durante dois dias inteiros.)

Na quarta feira lá fui eu e a minha prole masculina à Loja TV Cabo pagar a factura e pedir que não nos deixassem muito mais tempo sem a nossa querida Internet.

Ontem, quinta feira, telefonei para o atendimento ao cliente três vezes, em alturas diferentes do dia. O discurso sempre igual do lado de cá, respostas diferentes do lado de lá (o restabelecimento pode demorar 24 horas, o restabelecimento pode demorar 48 horas, o restabelecimento pode demorar até 72 horas).

Ao final da tarde tive que ir ao CascaiShopping buscar o Bolo de Aniversário da C. para o jantar com os Amigos.

Lá trouxe a caixa grande com o dito Bolo e mais umas caixinhas individuais com um bolito para cada um de nós. Mandei levar o Bolo para o carro.

Fui para a loja TV Cabo. Com a caixinha individual com o meu bolito. Tirei a minha senha e sentei-me à espera.

- Boa Tarde! Obrigado por me ter trazido um bolinho, estava mesmo a precisar...

Expliquei o que me levava ali após este cumprimento. Conversa puxa conversa, disse que estava a pensar mudar para a Meo porque o Disney Channel é à borla!

- Ah...não faça isso! Toda a gente que muda p'ra Meo diz que a Internet é muito lenta...

- Sim, sim, e o serviço TV Cabo também "é uma maravilha"...

Sorriso cúmplice...

- Bem, então vou arranjar maneira de lhe ligarem a Internet rapidamente!

- OK, obrigada! Deixo-lhe o bolinho para o lanche...

- A sério?! Não é preciso...deixe-me só espreitar que bolo é...hum...se calhar!

Ficou com o bolinho! Gostei de ser atendida por aquele funcionário TV Cabo! Gostei de voltar a ter Internet para poder voltar a escrever parvoíces!

Faz hoje 17 Anos

que fui Mãe pela primeira vez!

Tal como tinha desejado, fui Mãe de uma Menina.
A única, a chefiar uma equipa de quatro elementos.

Esta Menina cresceu. Cresceu tão rápida e calmamente que nem dei por isso.

Independente, segura, decidida, bem disposta, prática, boa aluna e Bonita.

Tem-se vindo a transformar numa excelente companheira e companhia. Quando ela não está sinto-lhe a falta. Quando ela está, a força dela reforça-me a mim.

Parece impossível que já se tenham passado 17 anos...sem que eu desse por isso.

Parabéns C.

Que tenhas um dia maravilhoso, com as tuas Amigas, com os teus Irmãos, com todos Nós à tua volta!

Gostamos muito de Ti!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sobrinha Nova

É linda!
Fomos visitá-la hoje.
Primeira Filha do meu Mano mais Novo.
Nasceu no dia 27 de Julho às 21:50, no Hospital da Luz.
Quando nasceu pesava 3, 550Kg e media 50 cm.
A Tia Vera deliciou-se.
Os Primos adoraram e ficaram encantados.
As mãos foram o alvo de todas as atenções.
Bem Vinda!

Leituras de Férias

Estas são as leituras que farão peso na minha bagagem de férias.
590 Páginas
Sei que não vou conseguir a proeza de os ler todos, mas tal como acontece com a roupa também com os livros tenho sempre que levar bastante escolha.
632 páginas
De todos os que esperam vez nas prateleiras, estes foram seleccionados!

128 páginas

898 páginas

São muitas páginas!

A contar os dias...

para me ir embora, de FÉRIAS!

Ao contrário do que muita gente pensa e diz (a minha própria Mãe incluída) ser Mãe a tempo inteiro e Dona de Casa não é "pêra doce". É uma Profissão que exige muito de quem a escolhe e que não dá direito a Férias, Fins de Semana, Feriados, Pontes, Baixas, Esgotamentos ou Depressões.

Se acrescentarmos a tudo isto que passo maior parte do tempo sozinha com as quatro crias, será fácil perceber que chego a um ponto em que qualquer que seja a voz deles que oiça, só me apetece ser mágica e desaparecer! Ou congelá-los a eles...
Este ano decidi que iremos para o Parque de Campismo. Não vou ter que fazer camas, arrumar cozinha ou limpar casas de banho!
Vou começar a preparar roupas, simples, porque em Campismo não há toilletes.

Vou soltar da estante os meus Livros que aguardam que eu tenha tempo para os ler e carregá-los comigo na secreta esperança de os conseguir ler todos.
Vou fazer figas para que o S.Pedro seja meu amiguinho e nos dê dias quentes e cheios de Sol!

Estou preparada para umas belas férias alentejanas...tenho que levar a balança para não me perder...


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Teatro

Gosto quando o pano fecha definitivamente.

Quando a sala se esvazia e fico sentado nas tábuas do palco. Sozinho com o meu medo da solidão.

Coisa mais parva esta, mas tão verdadeira. Escondo-me por trás da fantasia efémera de cada espectáculo, deixo que cada um dos personagens tome conta de mim e me leve para um mundo onde eu realmente não pertenço mas onde me sinto seguro. Lá ninguém precisa de ser verdadeiro, apenas vestir uma pele e com ela conviver com outros. Nesta segurança irreal despeço-me de todos os medos e de tudo o que atormenta o espírito enquanto pessoa real.

Quando a sala se esvazia e me sento nas tábuas do palco. Respiro fundo. Gosto de sentir o cheiro daquele chão, daqueles tecidos pesados, de uma sala onde muitas pessoas estiveram durante duas horas envoltas num mundo de ilusão. As tábuas do palco já foram pisadas por centenas, milhares de pés, antes do meus. Que histórias de inseguranças e medos poderão elas contar-me?

Tenho medo da solidão, mas ao mesmo tempo preciso dela. Tenho medo de não ter ninguém à minha espera, alguém que me abrace e me faça sentir querido. Ao mesmo tempo, tenho uma necessidade imensa de silêncio, vazio, companhia de mim próprio. Será de mim ou comum a todos os que se catalogam de criativos?

Quando a sala se esvazia e me sento nas tábuas do palco. Penso. Em todos os que ali vivemos, todos os dias, todas as horas. O que conhecemos de cada um dos outros? O que deixamos que cada um dos outros conheça de nós?

As minhas contradições deixam-me ansioso. Não consigo entender-me a mim próprio. Não consigo entregar-me completamente…a ninguém…anseio por algo que não consigo definir…vivo, ou sobrevivo?

Quando a sala se esvazia e me deito nas tábuas do palco. Olhos fixos nos projectores apagados, no sistema complicado de suporte de luzes. Procuro nas luzes apagadas um sinal que me indique o caminho a seguir, a opção a tomar, o Eu real despido da fantasia.

Deito-me no chão, nas tábuas do palco. Saio de mim e observo-me de cima. Gosto de me ver assim. Diferente da imagem que o espelho do camarim me devolve quando me observo nele. Quem aparece no espelho é quem todos vêem, quem todos pensam saber quem é. Daqui, de onde me observo a mim próprio, sei quem vejo e quem quero ver. Vejo-me como devia ter a coragem de ser. Livre. Capaz de sair do seguro e lançar-me no desafio do desconhecido, do novo, do desejado.

Quando a sala se esvazia há uma parte de mim que desaparece para sempre. Até ao dia seguinte. Talvez seja aquela a parte mais verdadeira de mim. A parte que necessita da pele de outro para existir, embora numa existência fantástica. A parte que pode ser duas sem ter que revelar a sua única existência. A parte que tem por companhia aqueles que não exigem nada, apenas assistem e garantem que a solidão continua individual, privada.

Palco quente, sensual e desejado.

Vida só, sensual, privada, eternamente imaginada…

Do lado de lá

o que está?
devo atravessar para ver o lado de lá?
ou fico por aqui a adivinhar?
e se ficar sempre deste lado?
deixarei de pensar no que não conheço, no que não vi?

Ponteiros

Quanto tempo falta?

Em que ponteiro nos vamos encontrar?

Chegaremos a estar lá?

Pé ante Pé



é como me vou aproximando de ti. Sentindo que a cada passo em frente se seguem dois para trás. Com a calma apressada que existe sempre em em mim. Como se me faltasse o tempo. Como se alguma coisa me dissesse que o tempo que tenho para amar se vai acabar. Inesperadamente. Repentinamente. Sem avisar.
Pé ante Pé...sem pensar.



domingo, 27 de julho de 2008


"Odeio quem me rouba a solidão
sem em troca
me oferecer
verdadeira companhia"
(Nietzsche)

sábado, 26 de julho de 2008

Bolero de Ravel

Surgiu em conversa. Esta música é linda!

Yurt

Ouvi esta palavra hoje pela primeira vez na vida.

Que me desculpem os que já a conhecem há muito tempo...sou um bocadinho loira!

Mergulhei no Google e desatei à procura.

Encontrei a história deste tipo de habitação e fotografias.

Decidi que se realmente existir uma hipótese de voltar a viver, neste Planeta, quero viver num Yurt. Um que tenha este aspecto:

Quem vai estar comigo lá dentro? Bem, isso depois se verá. Não sei quem vai ser bafejado pela sorte da reencarnação!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Eu e ...a Indolência, os Livros e o Cinema

Tarde indolente
Maravilhosamente indolente

O prazer de estar em casa sem me atribular
Sem me sobrecarregar de tarefas que nunca são urgentes até eu as fazer como tal
Sem me culpar por as abandonar à sua categoria de tarefas e me deixar levar por o que me dá realmente prazer

Deixei-me abraçar pelos braços de um sofá enquanto lia páginas d' O Leitor.

Enrosquei-me ainda mais.

Filme aconselhado. Eu e a C., sentadas, bocadinhos de caramelo feito num tacho, para ir chupando ao longo do filme. Minutos ao telefone. Olhos postos no filme. Perturbador, denso e maravilhosamente belo.

A C. não gostou. Talvez tenha que o ver mais uma vez, mais tarde, para perceber o quão profundo ele toca. Para perceber que as vidas humanas são tão frágeis, que o sofrimento é quase sempre a forma de aproximação, por vezes demasiado tardia, de pessoas que vivem proximamente afastadas umas das outras.

Talvez seja esta uma das razões que me leva sempre à aproximação de quem quero ter por perto. Não me quero limitar à aproximação vinda do sofrimento.
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