Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Nada

Eu e a minha Máquina, Ponta do Sal

Não há nada para dizer. O corpo das palavras esvaziou-se, como se de um balão se tratasse.
Não há nada para sentir. A ferida está aberta, sangra, cobre de vermelho tudo o que nela toca, mas não é o vermelho da paixão, é o da dor, da dor que não diminui, da dor que vai ficar para sempre, da dor interminável em dias intermináveis.
Não há nada. Apenas sombras do que já houve, mas as sombras não tocam, não respiram, não veêm. Movem-se apenas na contraluz do que já foi.
Nada. E os dias continuam.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Copy-Paste

A minha Máquina noutras mãos, Museu Berardo, Março 2009

"Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles para quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas para quem eu me explico..."
Bob Marley



Este texto veio de Copy-Paste do Xanax. Porque hoje eu precisava de um texto assim, pedi-lhe que mo deixasse transportar para aqui.

Este Post Sai em Duas Partes

Parte I. - Inauguração do Novo Pavilhão

Nunca frequentei esta Escola como aluna, pela simples razão de que estudei sempre em Lisboa, mas tenho por ela um carinho que não sinto por nenhuma das Escolas onde estudei enquanto criança e jovem. Frequento-a há já oito anos como Encarregada de Educação e tenho, neste momento, o Filho nº 2 de saída e o nº 3 a terminar o 5º ano. Conheço os corredores, as salas, os auxiliares, os professores e os alunos e tal como acontece numa Família grande, há aqueles que me tocam muito o coração e outros que nem por isso. Tal como acontece numa Família grande há alturas em que apetece virar as costas, bater com a porta, e começar tudo de novo noutro lugar...mas depois o coração fala mais alto do que a razão e não conseguimos fazer nada disto. É isto o que me une a esta Escola!

Hoje, (depois de uma "luta" de doze anos e de um período de obras de dois anos lectivos durante os quais o espaço da escola esteve reduzido a metade com todas as implicações que isso traz para todos os que lá estudam e trabalham), foi a inauguração das novas instalações. Um pavilhão novo, feito de raíz, com instalações fantásticas - ginásio, balneários, sala de convívio, refeitório e cozinha, auditório, salas de professores. Tudo a cheirar a novo e a brilhar! Há que agradecer. Às pessoas que, sucessivamente, na Escola, não baixaram os braços e acreditaram sempre que o projecto seria uma realidade e à Câmara Municipal de Cascais, nas pessoas do seu Presidente e toda a equipa envolvida.

Obrigada, em nome dos Pais/Encarregados de Educação!

Parte II. - Lágrimas

Não gosto que as minhas lágrimas sejam tão rebeldes. Quando menos quero que apareçam, lá estão elas a sair disparadas dos meus olhos. Há quem core. Eu choro! E choro com as coisas mais parvas, sejam elas situações tristes ou alegres, música ou filmes, livros ou meras palavras ditas. Foi o que me aconteceu hoje. À conversa, ao ar livre, depois da inauguração. Bastaram algumas palavras e lá estavam elas, as lágrimas rebeldes, a saltarem-me dos olhos e a provocarem um nó na garganta. Só porque foram ditas palavras simpáticas sobre o Vekiki. Só porque há pessoas que eu guardo tão bem guardadas no meu coração que fico emocionada só de as ver. Só porque gostava de poder ser tão disponível como esta Senhora é. Só porque gosto MUITO dela!

Humpf...

Contra a escola-armazém, Daniel Sampaio

PUBLICO.PT

"Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde. Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais? Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional. A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família. Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais."

© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

Go on with myself

Pensamento vindo daqui

É o que estou a tentar fazer!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sangue do meu Sangue

- Pai, sabes, o Céu também pode ser Mar!
- Ah é? Então?
- Então, o Céu é azul. Da cor do Mar. As nuvens, brancas, são as ondas cheias de espuma!

Mesmo a propósito...

Sopa de Letras trazida do Gabinete


(Um blogue pode ser um escape. Pode ser um diário. Pode ser uma companhia. Pode ser um vício. Pode ser um Livro em Branco onde os exercícios de escrita acontecem...mas também pode ser uma dor de cabeça, se à volta de quem "bloga" existir quem não perceba, quem confunda, quem queira dar a este passatempo, necessidade, vontade, um cariz tão diferente daquele que tem o Blogue!...)

"Blogue

Mantivera no fim da adolescência
aquilo a que se chamava simplesmente
o seu diário íntimo:
páginas manuscritas onde ardiam
rastilhos de mil sonhos que rasgavam
as mordaças da angústia social,
a timidez tão própria da idade.

Nessa caligrafia cuja cor
fora ainda a do sangue
colheu a energia necessária
para atravessar como um sonâmbulo
o ordálio daquela juventude,
o seu incandescente calendário
de amizades vorazes, tão velozes
como os amores que julgava eternos
e outras feridas mal cauterizadas.

Hoje quase já não volta a essas páginas:
estamos no século XXI
e em vez do diário de outros tempos
mantém agora um blogue
onde todos os dias extravasa
recados, atitudes, confissões,
coisas no fundo tão inofensivas
como o fogo que outrora lhe acendia
as frases lancinantes
-embora hoje em dia quando escreve
tenha por um momento a ilusão
de que as suas palavras continuam
a propagar ainda o mesmo vírus,
e a alimentar, quem sabe, os mesmos
sonhos
sempre que alguém desconhecido as ler
como quem só assim então escutasse
um segredo na noite do mundo.

Mas, apesar de todo o entusiasmo
que o mantém acordado por noites sem fim,
ele adivinha que também virá
um dia a abandonar sem saber como
o seu actual vício solitário
e dentro de alguns anos, ao reler
as frases arquivadas no computador,
talvez tudo isso lhe pareça então
fruto de gestos tão adolescentes
como os que antigamente preenchiam
esses cadernos amarelecidos
e hoje sepultados para sempre
em esquecidas gavetas de outro século."
Fernando Pinto do Amaral,
Poesia, Poemas Escolhidos (1990-2007),
Publicações D. Quixote, VISÃO, Abril 2009

Ausência # [3] ou Crónicas de Estarreja [3]



Desta vez, o passeio mais longo que fizemos foi até à Praia da Torreira. O dia não estava especialmente bom, mas havia sol que dava para nos ir aquecendo em contraste com o vento que se fazia sentir perto do mar. A praia começa por nos fazer lembrar o Guincho, mas passado o primeiro impacto percebemos estar na presença de uma maior extensão de areia e de dunas e de um mar mais selvagem. Ao contrário do que se passa por aqui, não havia ninguém a passear na praia e dentro de água não havia vivalma. Apanhámos conchas e pedras para juntar às que já existem cá em casa em taças e pratos.

O caminho até à praia é muito bonito. Casas muito bonitas e arranjadas (imensas casas à venda!), uma bela ciclovia, pessoas a andarem de bicicleta. É engraçado observar estas particularidades. Como aquela zona é uma zona muito plana, há muita gente a andar de bicicleta, inclusivamente pessoas idosas.

Foi a manhã de ontem. Em contacto com a natureza, a gravar na memória imagens de uma beira mar diferente!

O Dia do Beijo, a seguir à Páscoa

A minha Máquina noutras mãos, Maio 2008

Dizem que hoje é Dia do Beijo. Um belo dia para ser comemorado após o jejum, a paixão e a aleluia da época que acabámos ontem de viver. Tal como as fases da Quaresma e da Páscoa, também os beijos podem ter vários sabores consoante o modo e a inspiração com que são dados.
A cada um de vós desejo que o dia de hoje se revista de muitos, saborosos, ternurentos, beijos.

Ausência # [2] ou Crónicas de Estarreja [2]

Eu e a minha Máquina, Aveiro, 2007

Outro dos costumes sem o qual não posso passar quando vou a Estarreja é o mercado ao sábado de manhã. Eu adoro mercados e feiras de rua. Gosto das bancas. Gosto do colorido que formam. Gosto da animação das pessoas que passam com sacos e cestas. Gosto do barulho e das vozes dos feirantes tentando atrair os compradores. O mercado de Estarreja, tal como acontece noutras localidades, alia o mercado tradicional em espaço próprio ao mercado ambulante, o que traz ainda mais animação e côr!

O que me/nos faz ser tão fãs do de Estarreja em particular? Uma maravilhosa iguaria que dá pelo nome de Regueifa. Não sei se é pancada nossa, mas acho que não. As regueifas de Estarreja são mesmo muito boas e, para nós, uma tentação tê-las por perto. Desta vez, entre as que iriam ser consumidas lá e as que iríamos trazer para oferecer e consumir em casa, comprámos 10!

Há coisas que só têm "aquele" sabor quando compradas na origem. A Regueifa é uma delas!

Ausência # [1] ou Crónicas de Estarreja [1]

A minha Máquina e Eu, Aveiro 2007

Levei-a comigo, mas nem a tirei do estojo que a abriga. A passagem por Estarreja, esta Páscoa, não ficou documentada. Para fotografar, tal como para escrever, é preciso que exista vontade, inspiração e desejo. Fotografar não é apenas encostar o olho e disparar. Fotografar é olhar e amar, escolher o lado certo, ter a certeza de que a luz não vai inundar o que se quer fotografar, enfim, um sem número de coisas...o meu coração esteve demasiado apertado, constrangido...não esteve disponível para se lançar na fotografia certa. A máquina não saíu do estojo durante três dias e eu não trouxe nenhuma imagem para recordar, para partilhar. Uso esta, da Páscoa de há dois anos atrás.

Eu precisava desta ida. Para perto de uma pessoa que conheço há 22 anos e com a qual compartilhei muitos momentos, muitos bons, alguns menos bons, mas com a qual recordo essencialmente diversão e brincadeira. Precisava de entrar no mundo dela, tão diferente deste meu, e ficar lá mergulhada por uns dias. Envolta numa bolha que teria irremediavelmente que se esvaziar e me enviar de volta para o meu mundo, mas que enquanto durasse me fizesse sentir fora do meu dia-a-dia. É sempre tão bom estar lá. Com o campo à nossa volta mas sabendo que o Mar não está longe!

O nosso fim de semana de Páscoa começou com uma ida ao Cine-Teatro de Estarreja, na sexta feira à noite, para assistir a um espectáculo dos Tocá Rufar! Espectacular! Maravilhoso! Quem gosta de percussão não pode perder e não vai conseguir manter as pernas quietas durante todo o espectáculo. Nesta apresentação a que assistimos, um dos "performers" principais é um miúdo que não deve ter mais do que 10 anos de idade. (repito os adjectivos), Espectacular, Maravilhoso! A forma como toca, o sorriso que não lhe abandona a cara, o modo como o corpo mexe ao som do tambor que toca, como se mexer fosse irresistível...é irresistível! O final do espectáculo assenta num momento de interacção com o público. Muito divertido e tão frutífero que o pedido de encore, feito pelo público, se baseou num dos exercícios propostos pelos "artistas" à plateia. Foi, durante todo o fim de semana, a única vez que me apeteceu fotografar, mas as regras do Cine-Teatro não o permitem! Espero que me façam chegar algumas fotografias para eu partilhar...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Protecção

Não ligo muito a estas coisas, mas há uns dias, uma pessoa, olhando a palma das minhas mãos, disse-me que eu estou bem protegida. Muito bem protegida.

Não sei quem ou o que é que me protege, mas era bom que a protecção fosse reforçada. Ando a precisar...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quinta Feira, de Paixão # [1]

Eu e a minha Máquina, hoje, na minha Cozinha

O Almoço, propriamente dito, não teve nada que seja especialmente merecedor de ser postado aqui. Uma refeição normal, de peixe. Acompanhada pela bela salada de alface. Regada de "jolas", mini jolas, Super Bock, sempre! De sobremesa tivemos um leite creme, normal.

O que é preciso salientar, hoje, neste post, é que se juntaram à mesa pessoas que se têm vindo a conhecer pelas linhas que umas e outras vão escrevendo. É verdade que duas pessoas já se conheciam pessoalmente e que foram fazendo a ponte para alcançar as outras, conhecidas só de um dos lados da ponte. Confusos? Pronto...

A fotografia que ilustra este post documenta os presentes que me foram oferecidos. Três belas caixinhas, design puro, recheadas de surpresas maravilhosas.

A primeira caixinha que abri escondia a leiteirinha azul que é tão parecida com um bule que já apareceu nos meus posts sobre chá mais do que uma vez. O meu coração derreteu quando lhe peguei. Só quem me vai conhecendo bem pode escolher um presente assim. Simples, Lindo.

As outras duas caixinhas vinham recheadas com doces que dividimos por todos e que saboreámos com o café.
E foi tudo tão bom. A conversa, os risos, os olhares e os silêncios. E é tão bom poder ter e poder proporcionar estes momentos a pessoas de quem gostamos.
Estou Feliz...

Quinta Feira, de Paixão


Eu e a minha Máquina, Fevereiro 2009, em Casa

E agora vou-me embora. Não fosse eu uma rapariga dada à Paixão! O dia de hoje ficará marcado por um belo almoço em que o que se come ou bebe não é o importante. O importante é juntar à mesa pessoas de quem gosto e com as quais não posso estar tantas vezes quantas gostaria. Vêm almoçar, conversar, rir e disparatar um bocado, aproveitando o bónus que este dia oferece aos trabalhadores, tarde livre.

Hoje vai ser uma verdadeira Quinta Feira de Paixão!

Caso de Amor

Eu e a minha Máquina, S. Rafael, Abril 2009

Chegaram à praia e apesar de haver muito espaço vazio, instalaram-se bem perto de nós! Ele e Ela habitantes dos 50 anos, a rondarem o bairro dos 60.
Sentaram-se. Da mochila que traziam às costas saíram dois copos de vidro, de pé, uma garrafa de champanhe e uma garrafa de 7Up. De dentro de uma caixa, sanduíches de pão integral de onde espreitavam folhas de alface bem verdinhas. Os copos foram servidos. O almoço começou. E terminou. Arrumaram-se os copos, as garrafas, a caixa. Ela levantou-se e foi dar um passeio pela beira mar. Voltou. Ele levantou-se e foi dar um passeio pela beira-mar. Voltou. Despiram-se camisolas. Ela pôs-lhe protector a Ele. Ele a Ela. Trocaram-se carícias. Deitaram-se a dormir a sesta. E dormiram entre carícias, sempre.
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