Grafia
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Nada
terça-feira, 14 de abril de 2009
Copy-Paste
Este Post Sai em Duas Partes
Nunca frequentei esta Escola como aluna, pela simples razão de que estudei sempre em Lisboa, mas tenho por ela um carinho que não sinto por nenhuma das Escolas onde estudei enquanto criança e jovem. Frequento-a há já oito anos como Encarregada de Educação e tenho, neste momento, o Filho nº 2 de saída e o nº 3 a terminar o 5º ano. Conheço os corredores, as salas, os auxiliares, os professores e os alunos e tal como acontece numa Família grande, há aqueles que me tocam muito o coração e outros que nem por isso. Tal como acontece numa Família grande há alturas em que apetece virar as costas, bater com a porta, e começar tudo de novo noutro lugar...mas depois o coração fala mais alto do que a razão e não conseguimos fazer nada disto. É isto o que me une a esta Escola!
Hoje, (depois de uma "luta" de doze anos e de um período de obras de dois anos lectivos durante os quais o espaço da escola esteve reduzido a metade com todas as implicações que isso traz para todos os que lá estudam e trabalham), foi a inauguração das novas instalações. Um pavilhão novo, feito de raíz, com instalações fantásticas - ginásio, balneários, sala de convívio, refeitório e cozinha, auditório, salas de professores. Tudo a cheirar a novo e a brilhar! Há que agradecer. Às pessoas que, sucessivamente, na Escola, não baixaram os braços e acreditaram sempre que o projecto seria uma realidade e à Câmara Municipal de Cascais, nas pessoas do seu Presidente e toda a equipa envolvida.
Obrigada, em nome dos Pais/Encarregados de Educação!
Parte II. - Lágrimas
Não gosto que as minhas lágrimas sejam tão rebeldes. Quando menos quero que apareçam, lá estão elas a sair disparadas dos meus olhos. Há quem core. Eu choro! E choro com as coisas mais parvas, sejam elas situações tristes ou alegres, música ou filmes, livros ou meras palavras ditas. Foi o que me aconteceu hoje. À conversa, ao ar livre, depois da inauguração. Bastaram algumas palavras e lá estavam elas, as lágrimas rebeldes, a saltarem-me dos olhos e a provocarem um nó na garganta. Só porque foram ditas palavras simpáticas sobre o Vekiki. Só porque há pessoas que eu guardo tão bem guardadas no meu coração que fico emocionada só de as ver. Só porque gostava de poder ser tão disponível como esta Senhora é. Só porque gosto MUITO dela!
Humpf...
Contra a escola-armazém, Daniel Sampaio
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Sangue do meu Sangue
Mesmo a propósito...
Sopa de Letras trazida do Gabinete(Um blogue pode ser um escape. Pode ser um diário. Pode ser uma companhia. Pode ser um vício. Pode ser um Livro em Branco onde os exercícios de escrita acontecem...mas também pode ser uma dor de cabeça, se à volta de quem "bloga" existir quem não perceba, quem confunda, quem queira dar a este passatempo, necessidade, vontade, um cariz tão diferente daquele que tem o Blogue!...)
Mantivera no fim da adolescência
Nessa caligrafia cuja cor
Hoje quase já não volta a essas páginas:
Mas, apesar de todo o entusiasmo
Ausência # [3] ou Crónicas de Estarreja [3]
Desta vez, o passeio mais longo que fizemos foi até à Praia da Torreira. O dia não estava especialmente bom, mas havia sol que dava para nos ir aquecendo em contraste com o vento que se fazia sentir perto do mar. A praia começa por nos fazer lembrar o Guincho, mas passado o primeiro impacto percebemos estar na presença de uma maior extensão de areia e de dunas e de um mar mais selvagem. Ao contrário do que se passa por aqui, não havia ninguém a passear na praia e dentro de água não havia vivalma. Apanhámos conchas e pedras para juntar às que já existem cá em casa em taças e pratos.
O caminho até à praia é muito bonito. Casas muito bonitas e arranjadas (imensas casas à venda!), uma bela ciclovia, pessoas a andarem de bicicleta. É engraçado observar estas particularidades. Como aquela zona é uma zona muito plana, há muita gente a andar de bicicleta, inclusivamente pessoas idosas.
Foi a manhã de ontem. Em contacto com a natureza, a gravar na memória imagens de uma beira mar diferente!
O Dia do Beijo, a seguir à Páscoa
Ausência # [2] ou Crónicas de Estarreja [2]
O que me/nos faz ser tão fãs do de Estarreja em particular? Uma maravilhosa iguaria que dá pelo nome de Regueifa. Não sei se é pancada nossa, mas acho que não. As regueifas de Estarreja são mesmo muito boas e, para nós, uma tentação tê-las por perto. Desta vez, entre as que iriam ser consumidas lá e as que iríamos trazer para oferecer e consumir em casa, comprámos 10!
Há coisas que só têm "aquele" sabor quando compradas na origem. A Regueifa é uma delas!
Ausência # [1] ou Crónicas de Estarreja [1]
Eu precisava desta ida. Para perto de uma pessoa que conheço há 22 anos e com a qual compartilhei muitos momentos, muitos bons, alguns menos bons, mas com a qual recordo essencialmente diversão e brincadeira. Precisava de entrar no mundo dela, tão diferente deste meu, e ficar lá mergulhada por uns dias. Envolta numa bolha que teria irremediavelmente que se esvaziar e me enviar de volta para o meu mundo, mas que enquanto durasse me fizesse sentir fora do meu dia-a-dia. É sempre tão bom estar lá. Com o campo à nossa volta mas sabendo que o Mar não está longe!
O nosso fim de semana de Páscoa começou com uma ida ao Cine-Teatro de Estarreja, na sexta feira à noite, para assistir a um espectáculo dos Tocá Rufar! Espectacular! Maravilhoso! Quem gosta de percussão não pode perder e não vai conseguir manter as pernas quietas durante todo o espectáculo. Nesta apresentação a que assistimos, um dos "performers" principais é um miúdo que não deve ter mais do que 10 anos de idade. (repito os adjectivos), Espectacular, Maravilhoso! A forma como toca, o sorriso que não lhe abandona a cara, o modo como o corpo mexe ao som do tambor que toca, como se mexer fosse irresistível...é irresistível! O final do espectáculo assenta num momento de interacção com o público. Muito divertido e tão frutífero que o pedido de encore, feito pelo público, se baseou num dos exercícios propostos pelos "artistas" à plateia. Foi, durante todo o fim de semana, a única vez que me apeteceu fotografar, mas as regras do Cine-Teatro não o permitem! Espero que me façam chegar algumas fotografias para eu partilhar...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Protecção
Não sei quem ou o que é que me protege, mas era bom que a protecção fosse reforçada. Ando a precisar...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Quinta Feira, de Paixão # [1]
O Almoço, propriamente dito, não teve nada que seja especialmente merecedor de ser postado aqui. Uma refeição normal, de peixe. Acompanhada pela bela salada de alface. Regada de "jolas", mini jolas, Super Bock, sempre! De sobremesa tivemos um leite creme, normal.
O que é preciso salientar, hoje, neste post, é que se juntaram à mesa pessoas que se têm vindo a conhecer pelas linhas que umas e outras vão escrevendo. É verdade que duas pessoas já se conheciam pessoalmente e que foram fazendo a ponte para alcançar as outras, conhecidas só de um dos lados da ponte. Confusos? Pronto...
A fotografia que ilustra este post documenta os presentes que me foram oferecidos. Três belas caixinhas, design puro, recheadas de surpresas maravilhosas.
A primeira caixinha que abri escondia a leiteirinha azul que é tão parecida com um bule que já apareceu nos meus posts sobre chá mais do que uma vez. O meu coração derreteu quando lhe peguei. Só quem me vai conhecendo bem pode escolher um presente assim. Simples, Lindo.
As outras duas caixinhas vinham recheadas com doces que dividimos por todos e que saboreámos com o café.
Quinta Feira, de Paixão
E agora vou-me embora. Não fosse eu uma rapariga dada à Paixão! O dia de hoje ficará marcado por um belo almoço em que o que se come ou bebe não é o importante. O importante é juntar à mesa pessoas de quem gosto e com as quais não posso estar tantas vezes quantas gostaria. Vêm almoçar, conversar, rir e disparatar um bocado, aproveitando o bónus que este dia oferece aos trabalhadores, tarde livre.
Hoje vai ser uma verdadeira Quinta Feira de Paixão!
Caso de Amor
Chegaram à praia e apesar de haver muito espaço vazio, instalaram-se bem perto de nós! Ele e Ela habitantes dos 50 anos, a rondarem o bairro dos 60. Sentaram-se. Da mochila que traziam às costas saíram dois copos de vidro, de pé, uma garrafa de champanhe e uma garrafa de 7Up. De dentro de uma caixa, sanduíches de pão integral de onde espreitavam folhas de alface bem verdinhas. Os copos foram servidos. O almoço começou. E terminou. Arrumaram-se os copos, as garrafas, a caixa. Ela levantou-se e foi dar um passeio pela beira mar. Voltou. Ele levantou-se e foi dar um passeio pela beira-mar. Voltou. Despiram-se camisolas. Ela pôs-lhe protector a Ele. Ele a Ela. Trocaram-se carícias. Deitaram-se a dormir a sesta. E dormiram entre carícias, sempre.


