Estou no início. À minha frente desenrola-se um trilho que devo percorrer sem hesitações apesar de não saber o que vou encontrar quando o rolo estiver desfeito. Pergunto-me se este será um rolo finito ou, se pelo contrário, se começou agora a desenrolar e não mais parará. Esta nova fase é inédita para mim. Pela primeira vez, em muito tempo, começo a pensar em mim mais demoradamente. Sinto-me como se finalmente tivesse cumprido uma missão que me pesava nos ombros e que não sabia se conseguiria concretizar. Na verdade, fica para trás, arrumada, uma fase da vida. Estou noutra. Aproximo-me da quarta capícua, cumpro o que a numerologia adiantava para mim este ano - a mudança, o início do ponto zero. Não me assusta saber que começo tudo de novo. A sensação é estranha, mas ao mesmo tempo de alívio.
No início de mim continua a existir o espaço eterno. Dos meus Livros. Dos meus Amigos.
No início de mim continua a existir o espaço eterno. Dos meus Livros. Dos meus Amigos.
1 comentário:
começar tudo de novo é sempre muito bom...
principalmente quando se tem 'rede'...
'mau' é ver-se obrigado a começar tudo do 'zero', mas sem a 'dita' rede...
a económica...
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