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A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.
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sexta-feira, 4 de março de 2011

É Sexta [e tenho tempo para escrever...baboseiras]


Hoje começa o Carnaval. Ao qual não acho piada. São uns dias de férias para os miúdos e pouco mais.
Amanhã vou para a outra margem do rio. Há Campeonato de Esperanças e eu vou levar o concorrente até lá. Já há muito tempo que não fazemos estas saídas surfistas a dois. Coisas do crescimento e da autonomia. Já não preciso de o conduzir e de o acompanhar para as saídas para o mar. 
Fomos às compras de víveres. Pão para sanduíches. Pão de supermercado, de pacote, para "desenjoar" do saudável pão de casa. Vai ser um dia inteiro fora de casa, dos outros filhos, do Pai dos filhos. Um dia inteiro na areia parece-me um bom plano para quem não tem um minuto de descanso desde Novembro.
O Sol parece que vai de férias a partir de amanhã para outras paragens, mas espero sinceramente que não mande a sua Amiga chuva regar as nossas cabeças! Quanto ao mar, parece que vai estar mais para o flat do que propriamente com boas ondas, surfáveis.
Sinceramente? Não estou com feeling nenhum para passar lá um dia inteiro sem companhia. Apetecia-me convidar alguém para ir comigo, mas quem? Não estou a ver.
Convido um dos meus livros comprados na Galileu, o meu jornal, um caderninho talvez, uma máquina fotográfica e aí vou eu.
A "miúda cota" do surfista.

domingo, 26 de setembro de 2010

7º Dia da Semana [ou 1º?]

Não houve tempo para fazer deslizar as mãos pelas teclas brancas. Quase não houve tempo para nada.
O dia amanheceu cedo, na praia, a olhar quem não se cansa nem sente frio. Ondas. O paraíso na terra. Ou no mar. Um bocado da manhã. Desde a manhã ainda fria, com o casaco a saber bem, com os pés gelados nas havaianas. Até à manhã que lentamente vai aquecendo, convidando a despir o casaco e aproveitar os raios de sol. E quando, por casa, a Família desperta do sono reparador de domingo, subo para o pequeno almoço. Que termina perto da hora de almoço com uma visita. E o dia vai rolando. Damos início à produção de marmelada. E de geleia. Alinham-se taças em cima do fogão.
Prepara-se o almoço tardio. E mais visitas chegam. Que se vão deixando ficar até à hora de jantar. O sol a bater-nos nas costas, nas pernas, nas caras. O sol a perder o seu calor, a sua força, a abandonar-nos. O fim de domingo a chegar.
Preparam-se mochilas. Roupas. Jantar.
Domingo que termina. No sofá...

domingo, 13 de junho de 2010

Domingo (à Segunda-Feira)

Eu e a minha Máquina,
Guincho,
Junho 2007

fui ao Guincho. ao Abano. deixar o surfista. gostei de conduzir na estrada de terra que leva à praia do Abano. pica. o parque de estacionamento da praia do Abano é caro. a srª que está na recepção do parque de estacionamento é simpática. voltei para casa. o domingo é dia de concentração de motards no Cabo da Roca. apanhei um grupo de "aspiradores" e 50's na estrada do Guincho. vinha a stressar. não andam nem deixam andar. são perigosos. fomos ao chinês. comprei umas calças giras.passei o resto do dia em casa. fiz muitas coisas. durante todo o dia só me sentei para almoçar. não tive tempo para escrever. às 6 tive que voltar ao Guincho. o vento estava insuportável. tive de fechar os vidros para não trazer toda a areia da praia para casa. outra vez a pica da estrada de terra. o carro branco do pó. o surfista estava cansado, aborrecido com o vento, mas muito feliz. adora o Guincho e esteve lá dois dias seguidos. voltei para casa. retomei a minha actividade de "formiguinha". jantar rápido. sair. Festas do Concelho de Oeiras. Mafalda Veiga ao vivo no Jardim. concerto mais morno do que eu esperava.

sábado, 12 de junho de 2010

Laird Hamilton


Este senhor é especialista em surfar ondas grandes.
Está em Portugal e durante o fim de semana que se aproxima quem quiser vê-lo poderá ir até à praia do Guincho.
Amanhã à noite falará no Centro de Surf em S.Pedro do Estoril.
A seguir, música!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Surfar, Apenas Surfar [1]

"O surf é uma experiência, uma expressão, uma actividade, uma performance, uma sensação, uma espiritualidade, enfim, qualquer coisa que nos agarra às vezes desde muito cedo e de uma forma permanente e inexplicável nos move, molda, muda e direcciona a nossa vida."

Chegar ao parque de estacionamento da praia. Bater a porta do carro e ficar parado, virado para o mar, fazendo dos olhos os binóculos que analisam cada metro de oceano, em busca do melhor ponto do dia. A chegada à praia, o primeiro contacto com o mar, funciona como um despejar de tudo o que nos corre cá dentro. A partir daquele momento só interessa o Mar. Despir a roupa, independentemente do calor ou do frio que se faz sentir, vestir o fato, besuntar a cara de creme, besuntar a prancha de wax e correr rumo à areia. Correr pela praia. Rodar braços, esticar pernas. Um bom aquecimento antes de entrar dentro de água pode fazer a diferença quanto à qualidade do surf e à capacidade de permanecer lá dentro. Finalmente. Atirar a prancha para a água, atirar-lhe o corpo para cima e remar. remar. remar. Nesta altura já não existe prancha, pessoa e mar. Apenas existe o todo. Em que tudo pertence ao Grande Azul. E a sensação. Respirar fundo, sentir o cheiro do mar a invadir o corpo, o silêncio a infiltrar-se por cada poro, em cada milímetro de pele. Depois a adrenalina de apanhar a primeira onda do dia. Saber respeitar as prioridades dentro de água, quem apanhou primeiro a onda tem o direito a surfá-la. A partir da primeira onda é o vaivém. As manobras, os truques, as "pauladas", os "tubos"...e quando o dia de surf termina, fica o cansaço mas também a certeza da serenidade que nos invade o corpo e o espírito. Nas marcas salgadas que nos deixa no corpo. A paz que o Mar transmite. Na sua imensidão. Na sua força. E anseamos sempre pelo próximo dia de surf!

 

Surfar, Apenas Surfar

O Desenho, maravilhoso, é do

Estamos a chegar a meio do mês de Maio. Sinto os miúdos cansados, desejosos pela pausa preguiçosa das férias grandes. Também eu me sinto assim. Este ano lectivo tem sido duro.Quando se tem mais do que um Filho, tem-se tudo o que a cada um deles vem agarrado, em doses diferentes. Posso dizer que me encontro a viver pela primeira vez a fase da adolescência. Quem por ela passou em primeiro lugar cá em casa não deixou que nos apercebessemos disso e agora nem sempre é fácil lidar com a insegurança, o desânimo, a vontade de voltar a ser criança. Para mim, o mais complicado tem sido superar o sofrimento que me provoca o sofrimento deste adolescente. Tão sensível, tão frágil, metido dentro de uma pele de "sou o maior". Nem sempre consigo manter a calma que ele precisa de sentir em mim quando me questiona sobre coisas que o atormentam. Para que servem as disciplinas difíceis que o obrigam a estudar sem parar, e nas quais não consegue obter bons resultados, se a ele só lhe interessa (neste momento) o estado do mar, as ondas que não sobem, o mar que está torto, os treinos a que não tem podido comparecer...
Já perdi a conta às vezes que lhe expliquei que esta é uma fase da vida dele que vai ter de passar, em que as dificuldades são muitas mas não são invencíveis, que tem de se empenhar mesmo mas que se o fizer terá bons resultados. Sinto-o esgotado e a entrar na fase do desânimo. Nunca tive o sonho de poder conhecer o futuro, mas neste momento da minha vida, e dele, gostava de saber o que o futuro lhe reserva para o poder sossegar com segurança, sabendo do que estava a falar.
E penso que este ainda é o 2º, ainda me faltam mais dois. Se por cada um deles sentir as penas que tenho sentido, como vou estar quando chegar ao 4º?
E neste momento, mais do que em muitos outros da minha vida, queria poder(saber) entrar com ele dentro de água e remar, remar, remar, alcançar o ponto onde as ondas são as melhores, onde sabemos que vamos apanhar "aquela" onda que nos vai devolver à areia, cansados, mas felizes. E queria pegar-lhe ao colo, aninhá-lo em mim, enrolá-lo como quando era bébé e garantir-lhe que tudo vai dar certo. Porque ele merece. Porque vai conseguir ter uma profissão que lhe permita surfar, surfar sempre!
(post lamechas, mas que gritava nos meus dedos por ser escrito!)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Bana[materna]lidades


O 2º período está a terminar e as férias da Páscoa aproximam-se. Quinze dias para alterar rotinas, substituir a palavra pressa pela palavra calma, substituir horários rígidos por uma anarquia organizada que me sabe sempre tão bem.
Na Escola do Manel, esta é a Semana da Escola. Uma semana de actividades de todos os tipos, para todos os gostos. Ontem foi dia de andar de skate. Hoje é dia de Campeonato de Desporto Escolar, modalidade surf, praia de S.Pedro do Estoril. Contrariamente ao que era meu hábito, não me mudei para lá para seguir com atenção todos os heats do campeonato. Fui lá de manhã pôr o atleta que ontem se esmurrou todo nas "avarias" com o skate. Um ventinho frio e um mar desordenado e escuro prenunciavam um dia de chuva.
Pondo em cena a minha costela de mãe-galinha, enviei-lhe um sms à hora de almoço para saber como estava a correr o campeonato. Ainda não tinha entrado, o mar estava uma porcaria. Há bocado enviou-me outro sms. Já tinha feito um heat em primeiro lugar. "Mesmo com a mão magoada vou ganhar esta porcaria!" Pois...vamos lá ver! Deve vir podre, gelado e exausto, mas quem corre por gosto não cansa!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Respirar Fundo

Eu e a minha Máquina,
S. Pedro Estoril
Outubro 2008

Estou à beira de ganhar raízes no prolongamento das minhas pernas e de me transformar numa espécie desconhecida de vegetal que sobrevive dentro de casa, num habitat aquecido pelo calor da caldeira do ferro de engomar e do forno do fogão. Nunca sonhei transformar-me num vegetal. Num animal sim, numa ave. Agora num vegetal? Convenhamos que tirando a parte estética da questão, a vida de uma árvore com raízes profundas num determinado local da terra não é uma coisa interessante por aí além.
Posto isto e dado que hoje está um sol meio envergonhado que até convida a sair de casa, decidi. Vou buscar o surfista à Escola e vamos para S. Pedro. Os dois. Ele vai fazer o gosto ao dedo e atenuar um pouco a pressão do estudo e das aulas e eu vou simplesmente sentar-me a fazer fotossíntese. E a ler. E a fotografar (há que tempos que não fotografo). E a tentar recuperar o meu estado inspirativo. E a viver um pouco.
Volto já. A cheirar a mar, com olhos inundados de azul, corpo aquecido e alma muito mais livre.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Olhos verdes, brilhantes como Estrelas, disseram-me "Até Domingo!"


O Manel saíu esta manhã, às nove, como todos os dias desta semana.

Ao fim de dois meses longos de recuperação, o fisioterapeuta deu-lhe alta e autorização para voltar ao surf. Skate, diz ele, Manel, nunca mais! A semana foi dura. Dois meses é muito tempo para quem, como ele, não está habituado a estar parado mais do que o estritamente necessário. O corpo ressente-se da falta de exercício, o surf está deficiente...

Esta manhã, saíu carregado de mochilas. Depois de uma batalha que não foi fácil (mas esse será o tema de outro post), lá conseguiu autorização paterna para uma mini surf trip. Destino, Peniche. Prancha, tenda emprestada, saco cama, comida e roupa. Cara sorridente. Peito inchado. Fora de casa um fim de semana de três dias, só, sem Família, entre "homens".

Surf Trip.
Sorrio.
Com ele.
Confio nele.
Sei que tudo vai correr bem.

sábado, 21 de março de 2009

The Day After # [1]

Eu e a minha Máquina,
Ontem, na minha Praia!

Das 10:00 às 19:30. Pranchas de todas as qualidades e para todos os gostos. Fatos secos, fatos molhados. Pés de pato. O sobe e desce dos atletas em competição. A agitação dos jurados que tentavam não confundir as cores das lycras dentro de água e conseguir ter a certeza do que estavam a ver, lá ao fundo, dentro de um mar maravilhoso, debaixo dum sol resplandecente. O nervosismo dos organizadores da prova, a atenção a todos os pormenores, a gestão correcta de pessoas e recursos. O som das buzinas no início e no final de cada prova. Distribuição de lanches de mar. Atletas em descanso. Retomar dos hits. Nervosismo. Remadas. As pontuações a serem escrutinadas. Os sacos dos prémios a aperecerem. O Sol a desaparecer por trás da Ponta do Sal. O frio da noite a entrar na praia. Corpos aquecidos, cansados, pelo sol, pelas ondas, pelo entusiasmo de um dia inteiro. Finalmente a divulgação dos nomes que durante um dia inteiro sobressaíram nas suas especialidades - skimming, surf e bodyboard. O regresso a casa. Cansaço e felicidade.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Hoje fecho, sem aperto no coração, a porta de vidro por onde todos os dias espreitam e entram vizinhos e Amigos. Hoje não farei chá nem servirei biscoitos aromatizados com pós de canela.

Deixo-vos com o que fui escrevendo nos últimos dias para que leiam e comentem. Tenho-vos notado preguiçosos e isso não é bonito! A astenia primaveril é tramada, não é? Vá, reajam e escrevam!


Durante todo o dia estarei de serviço aos "meus" Meninos e a um Encontro de Desporto Escolar na nossa praia.

Quem me quiser ver, passe por lá!
Quem quiser ficar por aqui, faça de conta que está em casa, que é como se devem sentir os Amigos quando nos visitam!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Partir

Daqui


Porque está Sol...

Porque o Mar me chama...

Porque é mesmo o que me está a apetecer...

sábado, 22 de novembro de 2008

Primeiro Hit, primeiro lugar!

Lembram-se deste cartaz?

Sem mais palavras. O rapaz foi e passou. Em primeiro lugar. Amanhã há mais. Partida às oito da matina, destino Guincho. Torcemos para que estejam boas ondas e que o rapaz se aguente à bronca! Parabéns M.M.1 :-).
Classificação Final, Domingo - honroso 3º lugar!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A minha Tarde :-)

Eu e a minha Máquina, hoje, numa Praia perto de mim...
PS - Quem quiser ver melhor estes artistas que conseguiram fazer surf sem ondas, é só ligar a Sport TV na próxima sexta-feira, dia 28. Foram filmados e o Professor entrevistado!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Estoril 2008, Surf Festival

Imagem criada para o festival, por este Senhor

Pessoal, toca a preparar pranchas, fatos e wax.

Quem não surfa, toca a agendar este dias para ir até lá dar força ao pessoal da prancha. Binóculos, máquinas fotográficas e de filmar. Tudo vale, desde que apareçam!

Começa já no próximo fim de semana na melhor praia da Linha, a minha! Vai começar com o Campeonato do Desporto Escolar e depois hão-de chegar os Pros e os Senhores das Pranchas Grandes!

Agora só precisamos que aquele Santo que dizem que trata dos assuntos da metereologia dê um jeitinho e envie umas ondas baris para a Praia que tem o mesmo nome que ele. Quem souber rezar, está à vontade para meter umas cunhas!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Onda, BRUTAL!!!!

Recebido por mail, para o M.M.1

Não deve haver, não pode haver, melhor sensação do que esta. Enquanto a onda está lá, fazer-se parte dela, deslizar por ela e com ela em direcção a terra. Ficar lá, no meio do tubo, e continuar a surfá-la, a sentir a água, a fazer parte dela também...e sair do tubo e saber que a onda continua a sua viagem até descansar na praia.

Lindo, brutal!

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