Eu e a minha Máquina,
Cortinas feitas pela minha Avó,
S. João Estoril
Novembro 2008
Os dias ensolarados transportam-me a muitos locais de mim, do que vivi.
Transportam-me, inevitavelmente, a tardes de Lisboa. Com a minha Avó Materna. A passeios a pé pelas ruas circundantes aquela onde vivi durante 22 anos. À eterna e feminina tarefa de dar dois passos e parar o tempo equivalente a muitos mais defronte de montras, comentando, criticando, desejando. À agradável sensação de andar de braço dado com quem nos é querido, à conversa. À compra de fruta na rua, nos vendedores ambulantes, de lambreta com o atrelado onde havia uma balança que pesava sempre mal. À compra de linhas âncora brancas, nas lojas Ferrador, para transformar em naperons, colchas, renda de lençóis, sacos de guardanapo.
Transportam-me, inevitavelmente, a memórias de férias da Páscoa na adolescência. Quando o Sol começava a ser quente e nós só queríamos "pisgar-nos" para S. João, onde ficavamos sozinhos, desarrumando semanalmente uma casa que à sexta feira era composta a preceito para receber os nossos Pais. Tardes de areia e mar, em meses de Primavera.
Transportam-me, inevitavelmente, a tempos em que o tempo me dava mais tempo a mim.
1 comentário:
Encontrar-nos connosco é bom!
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