Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ensaio # [4]


O Amor devia ser assim. Imenso, avassalador. O bichinho que se forma na barriga quando se dão os primeiros encontros, os primeiros toques, as primeiras carícias, devia instalar-se para sempre. Fazer de cada um dos apaixonados um ser ubíquo, capaz de adivinhar o mais pequeno desejo, o mais íntimo pensamento. A cada distanciamento corresponderia uma tempestade incontrolável de sentimentos. Nunca os maus sentimentos do ciúme ou da desconfiança. Sempre os bons sentimentos. A fusão de corpos e almas. O comungar de ideias e vontades. A fraqueza do Amor está na perda lenta da paixão. Deixa-se ir nos pequenos nadas dos dias que passam e perde o brilho, a luz, como se de um farol abandonado se tratasse. Apetece sair. Sair e voltar a entrar. Começar o jogo do início. Olhar a imensidão do céu e desenhar nela os contornos de um recomeço. No espaço infinito do céu, o azul reflectido no mar, desenhar com os fios brancos das nuves os contornos de uma nova história de amor a acontecer.

PS - Nada erudito, um pouco a atirar para o piroso, está este mini-texto...

1 comentário:

Mr. Me disse...

Piroso? Onde? Lindo! Adorei "a fraqueza do Amor". Concordo tanto contigo, que talvez até paute a minha vida por esse roedor doido que é a paixão.

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