Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

sábado, 31 de julho de 2010

Sábado, Quase de Férias, Stress de Última Hora


Este ano as matrículas foram caracterizadas por uma nova modalidade: a existência de uma Central de Matrículas. Para evitar cunhas, para que fossem assegurados os critérios de ingresso dos alunos nas escolas a que realmente pertencem, foram as razões dadas para esta inovação de última hora. Fiz, calma e serenamente as matrículas e nem me passou pela cabeça a ideia de que teria de confirmar que os dois rapazes mais velhos iriam ficar nas escolas onde os matriculei. Estava, portanto, completamente, "na boa".
Ontem, quase às nove da noite, recebo um sms de uma outra Mãe perguntando se eu sabia que as listas de alunos aceites na Escola de Stº António da Parede já estavam publicadas e que o nome do Martim não estava lá. Fiquei logo em pulgas. Às nove da noite, do último dia útil do mês de Julho, véspera de saída para férias de maior parte dos Pais e Mães de alunos adolescentes deste país? Eu não queria acreditar no que me estavam a dizer. E se não está naquela Escola, a que Escola foi parar? E que raio de sistema é este que retira um aluno (neste caso, mais do que um, da mesma turma de 6º ano) de uma turma, de uma Escola e não envia uma comunicação ao Encarregado de Educação? Claro está que peguei em mim e nos meus contactos e toca de desatar a teclar. Mails para um lado, sms's para outro, esquema montado para na segunda feira de manhã me "plantar" na secretaria da Escola e pedir explicações.
Se a dita Central de Matrículas pretendia evitar o factor "cunha", pressinto que não vai conseguir mais do que o que se fazia no meu tempo de "ciclo preparatório" - a Escola escolhida pelos Encarregados de Educação não era a da zona de residência, então descobria-se um amigo ou familiar que vivesse na dita zona e dava-se aquela morada como sendo a do Aluno. Vamos voltar a este sistema? Não tem sido dito que os Encarregados de Educação devem ser livres de escolher a Escola que querem para os seus Filhos? Não me parece que isso esteja a acontecer. Pior. Não acontece e quem está à frente da Escola também não age da melhor forma.
Mais um stress para anteceder as férias. Mais uma "merdice" para nos atrasar a saída, porque não sei realmente quanto tempo vou demorar a resolver este assunto. Mais uma experiência negativa relativamente ao nosso sistema de ensino, às directrizes do Ministério da Educação.
Triste.
Publicamente: triste a forma como se resolvem as coisas em Portugal. Como se mexe com a vida das pessoas sem se ter qualquer tipo de consideração/respeito. Quando é que eu iria saber desta alteração? Em Setembro, quando voltasse? E os livros? Por mero acaso não os comprei, porque a primeira tentativa foi arranjar os livros emprestados. Já cá tenho alguns. Quando é que a Escola me notificaria? Durante o mês de Agosto quando eu não estivesse cá para abrir a caixa do correio? Telemóveis? Custam dinheiro. Mails? Não os sabem escrever? São grátis e imediatos!
Estou pior que estragada com tudo isto.
Segunda feira lá estarei. Uma certeza tenho desde já. Uma escola que age assim, não me serve. Como tal, o próximo filho não irá para lá. Irei arranjar uma morada emprestada para que ele possa fingir pertencer a uma outra escola.
Que tal?

Sábado, Final de Tarde, Véspera de Festa, Véspera de Férias


Como é possível dizerem que os dias de Verão são maiores que os de Inverno? São seis e meia da tarde e ainda tenho tanto para fazer.
A minha cama está coberta de montes personalizados de roupa. É fácil imaginar. T-shirts a multiplicar por seis, calções idem, fatos de banho, cuecas, boxers, meias, agasalhos para noites mais frias, calças de ganga; saco de toalhas, panos e protectores; saco de sapatos,chinelos, ténis e afins; saco de livros; máquina fotográfica....
Preparar férias é de dar em loucos. A lista está feita e vou picando o que vou pondo em cima da cama, mas lembro-me sempre de mais qualquer coisa que vou acrescentando e quando finalmente está tudo pronto, a quantidade de tralha à porta de casa é coisa para precisarmos de um atrelado de carga, um porta bagagens de tejadilho e qualquer dia de dois carros!
Entretanto, hoje é também o dia de chegada dos mais velhos. A Catarina, depois de uma semana na Noruega com o Avô. O Manel, depois de três dias de surfadas intensas em Peniche. A casa vai voltar ao reboliço do costume e isso é bom!
Amanhã é dia de festa de aniversário. O 19º! Caramba, o tempo passa mesmo a correr e nós nem nos apercebemos disso. Sou Mãe há 19 anos. Tento lembrar-me de como era antes de ser Mãe e não me lembro...
Estou contente. Finalmente vou sair daqui.
Mas...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Laboratório de Vida


I.
Se entendermos e analisarmos o pequeno mundo de cada um de nós como um laboratório onde milhares de experiências são vividas dia após dia com resultados sempre tão diferentes, podemos entender como é possível que no Mundo aconteçam biliões de coisas diferentes em apenas 24 horas. Pessoas que nascem. Pessoas que morrem. Pessoas que choram. Pessoas que riem. Felicidade e Infelicidade são apenas conceitos de uma vida que nunca está parada, nunca está de portas fechadas para tudo o que se passa e que faz dela viva.
O dia de hoje começou com lágrimas e nós na garganta, apertos no estômago e no coração. A dor da perda de quem não nos sendo próximo, o era realmente. Pela proximidade da visibilidade pública, da simpatia e da simplicidade, do acreditar no dia de amanhã. Estas dores fortalecem-nos ou envelhecem-nos um pouco mais? A partir de hoje, quem existia na nossa vida sem a ela pertencer, passou a ser mais uma recordação, mais uma memória que vamos tentar perpetuar. Vendo as Conversas, vendo o Filme, falando dele como profissional de mão cheia que nos deixou a lição de vida do último ano e meio (difícil) da sua própria vida.
Depois não nos podemos ater a estes acontecimentos e continuamos. A nossa vida está aqui e pede para ser vivida. Egoísta e rápida não se compadece do que sentimos e empurra-nos, acorda-nos para a urgência de viver. E nós vamos. Empurrados pela corrente, a princípio. Já meio adormecidos da dor, no fim. E os acontecimentos vão acontecendo...
II.
A cabeça atordoada esqueceu a missão que deveria ter sido a primeira do dia. As notas da 2ª fase dos exames nacionais do secundário. Oh não. Como me fui esquecer? Não fazendo listas, claro! Catarina longe. Amigas dela perto. Tia, depressa, temos de ir ver as notas. Tia, a Tia vai morrer quando vir as notas da Catarina. Tia, não consegui resistir e já lhe telefonei. Tia, eu sei que a Tia queria ver mas deixe-me dizer-lhe. [Aqui está a roda da vida a não parar, a empurrar-me, a querer que eu participe nela e a faça ter sentido. Ainda agora comentávamos com lágrimas o acontecimento que nos ensombrou a manhã e já estamos a deixar que a garganta se feche em nó de comoção de alegria. Estranho cérebro o nosso que nos dá lágrimas para dois sentires tão distintos.]. Tia, 19 a GD e 17 a Desenho. E pronto. E chorámos as duas de imensa alegria. Pelas notas da Catarina. Pelas notas desta Amiga. Porque com estes resultados é dífícil não entrarem nos cursos que no ano lectivo passado lhes fugiram entre décimas não atingidas.
A vida é um laboratório, de emoções, de sentimentos. Que temos de saber gerir muito bem e dosear de maneira a que nada nos expluda nas mãos, nas gargantas, nos corações.
Hoje, os meus tubos de ensaio experimentaram todos os pontos altos do sentir humano.

Sexta Feira, Quase de Férias


I.
Hoje é o último dia.
Amanhã faço malas.
Depois de amanhã faço a festa de 19 anos à menina cá de casa.
Segunda feira mudo-me para Sul.
II.
Não consigo parar as lágrimas "aproveitem a vida até ao último momento e não deixem nada por dizer". Palavras do António Feio, na rádio.
Parece que por enquanto não vai sair nada de jeito.

Até já!

R. I. P.

Um sms iniciado pela palavra morreu. Logo aí o meu coração saltou e parou de seguida. E ficou parado por momentos ao ler as duas palavras que se seguiam.
Não sei se só acontece comigo, mas há determinadas pessoas que não conheço pessoalmente mas que fazem parte de mim.
O António Feio era uma delas. Sem nunca o ter visto ao vivo, via-o sempre que aparecia na televisão. Gostava muito dele, do trabalho que fazia, da postura, da atitude com que se apresentava sempre, mesmo depois de ter ficado doente.
Há uma música do Sérgio Godinho que se transformou numa espécie de "prenúncio de morte" para mim. Adoro-a, canto-a imensas vezes, mas há sempre um peso no coração quando a trauteio, como se tivesse medo das consequências. Esta manhã, antes de saber da morte do António Feio, cantei-a...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Agrados

Diz-se que se faz um agrado a alguém quando se oferece algo que se sabe que quem recebe vai gostar.
Foi o que me aconteceu hoje. Ao abrir a caixa de correio tinha um envelope de correio verde com o meu nome por fora. PRD no remetente. Abri-o ainda antes de meter a chave na ignição do carro, a caminho da praia. Lá dentro estava FUMO.
Já na praia iniciei a leitura e gostei do que li.
Às páginas tantas diz o PRD que um amigo dele o questiona sobre o porquê de escrever coisas banais sobre pessoas banais. Também eu gosto de escrever sobre coisas que acontecem (ou podem acontecer) a qualquer pessoa, em qualquer parte do Mundo. Hoje ao lê-lo, palavras simples mas cheias de ideias nem sempre tão simples, apeteceu-me escrever. Amanhã, prometo, que não vou esquecer o caderno em casa.
O FUMO do PRD vai fazer-me companhia nos próximos dias!
Obrigada Pedro.

Quinta Feira, Quase de Férias

I.
Estou Mãe de filho único. O último.
Estranho. Como diz um desenho animado, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Tem sido bom não os ter todos à pega uns com os outros, cada um a stressar com a sua coisa, cada um a pedir a sua atenção.
Faço tudo mais devagar e com mais calma.
Já devia estar na praia e ainda não estou. Mas vou.
Ele já devia estar arranjado e ainda está a ver desenhos animados.
Who cares?
Estamos quase de férias (ele está de férias!) e está demasiado calor para stressar.
II.
Quando conduzo de manhã pela Marginal até Cascais gosto de sentir o cheiro do mar e de o ver tão perto. Também gosto de apostar comigo própria que vou cruzar-me com alguém conhecido ou ir atrás ou à frente de alguém conhecido. Ontem ganhei a aposta. Hoje também.
III.
Sei que a maré está vazia e que vamos ter muito espaço quando chegarmos à praia, mas não tanto como tínhamos ontem no Guincho. Sózinha com o mais pequeno não me apetece ir para "tão" longe. Vamos para a praia perto de casa.
IV.
Tal como tenho crises de escrita, também as tenho de leitura.
Há uma pilha de livros para ler. Nenhum me atrai especialmente. Há uma lista de livros a comprar antes de rumar a sul. Espero conseguir! Fui à estante do sótão e tirei O Idiota. Enquanto não me decido, ando pela Rússia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olhos Verdes, Brilhantes como Estrelas, Disseram-me "Até Domingo!" # [1]


Este foi o título de um post escrito no Verão passado, a 24 de Julho.
Resultado de uma "batalha" saíu o sim que carimbava a autorização para uma nova experiência na vida do nosso rapaz mais velho.
Fizesse eu a contabilidade das batalhas que como Mãe tenho de travar para que os Filhos alcancem determinadas autorizações e já teria algumas linhas escritas. Não faço essa contabilidade. Entendo que como pessoas somos muito diferentes e que em papéis de paternidade e maternidade tem de haver diferença de opiniões. Só assim poderá haver troca de saberes e aprendizagem.
A experiência do Verão passado foi boa. Tudo correu bem e sem sobressaltos.
Õntem veio o pedido de autorização para a repetição da experiência. "Falas tu com o Pai", disse-me ele, "Não, falas tu, disse-lhe eu. Nenhum de nós falou.
Hoje, na praia, foi a vez do treinador falar na viagem, no acampamento de três dias, de como era importante que o Manel fosse.
Falei eu com o Pai.
Não houve dúvidas em dizer que sim.
E o rapaz vai partir.
Amanhã.

Efeito Borboleta

A Clara foi professora de Educação Física da turma da Catarina. No 12º ano.
Ao terminar o ano lectivo decidiu que tinha de sair para o Mundo. Ajudar quem precisa de ajuda, viver fora da civilização durante o tempo que fosse necessário para que o seu projecto de auxílio se concretizasse e os resultados fossem visíveis.
Saíu da vida confortável e pacífica e mergulhou de cabeça num projecto que a punha a pedalar muitos kms por dia para ir trabalhar, suportando temperaturas que chegaram a atingir os 50º. Durante o tempo que esteve em Moçambique, foi registando o seu dia a dia e também dando notícias de si e das pessoas com quem se cruzava num blogue - Efeito Borboleta. Mais do que uma vez, ao ler as palavras da Clara, ao ver as fotografias, dava por mim em lágrimas, a pensar como é fácil a vida que temos, como estamos longe das dificuldades de muitas pessoas por esse mundo fora. Fui seguindo a Clara atentamente, lendo-a e comentando-a. Descarada como sou, não hesitei em lhe pedir que me trouxesse uma capulana para juntar às que já tenho e que me acompanham para a praia. Depois de muitas combinações e alterações, e deixando pendente a promessa de um lanche cá em casa com antigas/os alunas/os, encontrei-me hoje com ela e recebi um novo pano mágico.
Agora em Portugal, a Clara não vai cruzar os braços, instalar-se de novo numa vida confortável e esquecer o que viu e quem sabe que continua a precisar de ajuda todos os dias. Está empenhada em criar uma Associação que apoie projectos que sejam formas de ajudar em Moçambique. Para que consiga levar este seu projecto avante, a Clara precisa de contactos, de empresas com consciência social que materializem os apoios.
Este meu post é a minha ajuda à Clara. Divulgar o que ela pretende fazer, num país que eu sinto como meu. Se puderem, ajudem. Se conhecerem pessoas que possam eventualmente ajudar, divulguem. A consciência social e cívica não é uma das características mais fortes dos portugueses, mas nunca é tarde para começar! O efeito borboleta é isso mesmo - ajudando a Clara aqui, em Portugal, podemos estar a ajudar muitas pessoas a muitos milhares de kms de distância e podemos mudar as suas vidas.

ps - quando a máquina tiver bateria, ponho aqui a fotografia da capulana nova!!!

Guincho

Acredito na magia e na energia própria de determinados locais.
O dia de hoje foi passado num desses locais que, para mim, é mágico.
A praia do Guincho. Não sei se é pela imensidão de mar que se estende à frente dos olhos sem ter pontões que o prendam à esquerda ou à direita. Não sei se é pela imensidão do areal que me faz ter vontade de andar, andar, andar, como se nunca lhe fosse encontrar o fim. Não sei se é por olhar para a direita e poder descansar os olhos cansados do branco da areia no verde da vegetação que rodeia a praia. O cheiro a flores silvestres. E depois, o espaço. O poder estar deitada, sentada, a ler, a dormir, a fotografar, sem ter quinhentas e cinquenta pessoas em cima de mim, a gritar, a conversar conversas sem pés nem cabeça. E depois o mar, que só existe no Guincho. A maré vazia que permite andar ali a mergulhar baixinho, a enfiar a cabeça nas espumas. A maré cheia que vem com ondas fortes. O sal que fica mesmo na pele e nas toalhas.
O Guincho é maravilhoso e a ausência de vento faz dele a melhor praia da Linha.

ps - as fotografias vêm mais tarde! A máquina ficou sem bateria ;-)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Perfeição


Perfeito, adj.
que não tem defeito, falha ou erro;
completo; total; acabado;
modelar; exemplar;
belo
[...]

Como se forma no ser a ideia de perfeição?
Como se instala no ser a busca incessante pela perfeição?
Como se ultrapassa essa busca e se aceita o imperfeito de que é feito cada indivíduo?
Como se vive, em paz, com a ideia constante de que se é imperfeito quando se quer tudo perfeito?
Não estou a conseguir lidar com as minhas imperfeições.

O Drama de Sempre


Ando uma crise de auto-estima.
Sem saber como nem porquê, detecto alterações que queria fazer desaparecer.
Pudesse a minha Rainbow aspirar gordura humana e fosse eu uma mulher tipo Mary Poppins, mágica, vos garanto que faria a mim mesma uma hiper lipo aspiração.
Ando irritada com isto!!!! Agora estou a comer uma maçã verde e um queijo fresco light. Já bebi 1,5l de água. Pão, só uma fatia torrada de manhã. Durante o tempo que estive na praia, comi tomate crú. Vá lá...porque será que quem tanto se preocupa com a linha, tem destas alterações volta não volta? Ainda por cima numa época do ano em que a palavra de ordem é pouca roupa!

Terça Feira, Quase de Férias [Hesitações Encaloradas]

Eu e a minha Máquina,
Lagoa de Albufeira
Março 2008

Ontem houve jantar de aniversário. Hoje há jantar de aniversário.
Ontem estavam 32º às nove da manhã. Hoje estavam 25º. No Guincho havia vento quente e a temperatura era mais alta do que em Cascais.
Na Marginal havia cheiro intenso a maresia e a maré estava vazia, deixando a descoberto todas as rochas que são fundo do mar das nossas praias em tempo de maré cheia.
Nas praias, vistas da Marginal, já não havia areia. Apenas muitas rodelas de cores e muitas, muitas pessoas.
A vontade de ir para a praia é grande. A vontade quase desaparece quando rebobino as imagens que já gravei.
Dentro de casa consigo manter o fresco. A casa escurecida.
Hesito. Talvez vá. Talvez fique. Talvez seja melhor ir.

Arrepio de Paixão


Afastou-me o cabelo da testa, dos olhos. Pegou na revista que tinha na mão e abanou-a junto à minha cara. O calor dos dias de verão. O suor no meu rosto. Não disse nada. Pegou-me na mão direita. Beijou-me o pescoço. O arrepio percorreu-me o corpo, a pele transformou-se em pele de galinha, o suor congelou em pedacinhos na testa. Decidi não lhe dizer nada. Deixá-la usufruir do prazer que também eu estava a sentir. Speachless. Os olhos escuros procuraram os outros olhos, buscando neles o ardor que de repente transformava tudo em frescura, em arrepio, em vontade do abraço. Irreal o sentimento de que paixão é calor...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Segunda, Quase de Férias

Não houve praia no fim de semana.
Ontem pensei que ia morrer com calor.
Hoje já está imenso calor. Tenho imensas coisas para fazer. Se há coisa que a minha Filha herdou de mim, foi a mania das listas. Quando começamos a ficar em stress fazemos listas. Já comecei a inventariar tudo o que tenho de fazer durante esta semana que é a última. Precisamente de hoje a uma semana, "bazo" daqui para fora.
Hoje tenho de começar o dia na cozinha. A minha Irmã faz anos e vai haver jantar. Que era para ser surpresa, mas não sei lá porquê, já deixou de ser. Vou fazer duas sobremesas.
Amanhã tenho a festa de anos da minha sobrinha, em Lisboa. Vou aproveitar e tratar de umas coisas por lá.
Na quarta vou dar lanche a uma pessoa especial.
Na quinta tenho de me dedicar à arrumação.
Na sexta tenho de fazer malas.
No sábado chega a Catarina.
No domingo faz anos. Temos festa.

Não sei porquê, mas sinto que este blogue está a ficar com uma falta de interesse do tamanho do mundo...
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