Grafia

A Autora deste Blogue optou por manter na sua escrita a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Partida

A minha Máquina noutras Mãos
Junho 2009

Despeço-me.
Olho para trás mas não vou ficar.
Vou, porque preciso de soltar amarras que me prendem.

Posted by Picasa

(Sem) Limite

Eu e a minha Máquina
Carcavelos Setembro 2007

Escassas as palavras de que preciso

O silêncio de que me vou fazendo

A saudade das vozes de outros


A ânsia

A paixão


Porque há palavras que não esqueço

Sentimentos que no silêncio voltam

Para me lembrar que vivo

Algures


Dentro de mim


Existes

Copy-Paste # [1]

A minha Máquina noutras mãos
Maio 2008

"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "

Fernanda Mello

Post escrito a correr....


Vimo-lo ontem ao serão. Eu e a Catarina vimo-lo até ao fim. Os outros dois companheiros não conseguiram resistir ao bichinho do sono que os atacou e os prendeu nas suas garras, colados aos sofás. Nós duas vimos e adorámos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pensamento Estúpido # [15]

...ou conflito de interesses...para ler e escrever preciso de óculos...como engomo ao mesmo tempo que vou lendo o que os vizinhos escreveram e escrevo, os óculos embaciam-se e não vejo nada...tiro os óculos?...não engomo e ponho os óculos?...

Da Educação

Os temas relacionados com a educação interessam-me. Mais do que interesse provocam-me preocupação. Não sou especialista na matéria nem psicóloga nem pedagoga nem pedopsiquiatra nem nada do género. Sou Mãe. Ando nestas coisas há doze anos, tenho assistido a muitas alterações, muitas mudanças. Sinto que a Escola tem vindo a perder qualidades.

A partir do momento em que deixei de trabalhar fora de casa, a opção foi a Escola Pública. Por uma questão económica e de princípio. A Escola Pública é uma imagem da sociedade real, uma sociedade em miniatura onde todos nos relacionamos com todos, independentemente da origem ou das capacidades socio-económicas.

Excluindo a ginástica que é preciso fazer para conjugar os horários de uns e de outros, o ir pôr e buscar a horas diferentes a escolas diferentes, ser Mãe/Aluno numa escola pública não era nada de extraordinariamente complicado. No entanto, aos poucos, de ano para ano noto a diferença. A Escola Pública é uma escola inclusiva, ou seja, é uma escola para todos e isso tem vindo a destruí-la pouco a pouco. Ao contrário do que deveria ser feito, baixa-se o nível de exigência em todos os sentidos da escola - aproveitamento, comportamento atitudes. Os alunos que poderiam dar mais, acabam por sentir uma facilidade que advém do facto de não lhes ser exigido "esse" mais...

O empenho e a vontade dos professores em fazerem algo mais do que leccionar os programas é igual a zero. Atafulhados em tarefas administrativas e burocráticas, os professores limitam-se ao essencial. As actividades extra-curriculares que são tão importantes para cativar os alunos para desenvolver neles o gosto pela sua escola têm vindo a desaparecer aos poucos.
E aos poucos desaparece também a participação dos Pais/Encarregados de Educação que, escusando-se sempre nos horários de trabalho complicados, se afastam da escola. A ponte vai caindo...Pais que não participam na vida da escola dificilmente perceberão o que por lá se vai passando e de que forma o que por lá se passa influencia o resultado e a vontade dos seus educandos.

A gratuitidade do ensino e os apoios da Acção Social Escolar são altamente contestáveis. Os livros e todo o material escolar são um investimento de centenas de euros no início de casa ano lectivo. Quantas vezes os livros são iguais, por dentro, aos de anos anteriores, mas alteram-se capas e títulos para nos levarem a comprar novos e a não reaproveitar o que já existe em casa. As escolas também não fomentam a criação/utilização de "bolsas" de livros em 2ª mão. Quanto à Acção Social Escolar como confiar num sistema que atribui apoio a pessoas que eventualmente terão direito a ele só porque conseguem iludir o sistema fiscal quanto aos seus rendimentos?
Na Educação e no que em redor dela existe há muita coisa a necessitar de mudança. Não sei como proceder a estas alterações mas gostava de saber e de contribuir para que se dessem. Não são raras as vezes em que me apetece fechar a Escola remodelá-la, fazer girar professores, auxiliares e alunos, formar Pais e começar tudo do zero. Tal não é possível. Vou contribuindo como posso e sei, estando presente nas escolas que os meus filhos frequentam. A ausência de outros Pais, a ausência de mudança para melhor, o decair da Escola como instituição, desanimam-me.

Domingo...#[2]



À tarde, O Ilusionista. Ao serão, Revolutionary Road.
Bons, os dois. Revolutionary Road é inquietante pela certeza como descreve as relações humanas, pelo realismo com que descreve a vida quotidiana.

domingo, 28 de junho de 2009

Domingo...#[1]

II. Ia escrever qualquer coisa que entretanto se escapou...fui interrompida pelos serviços técnicos da Zon...está a decorrer uma manutenção de exterior aqui na zona...posso voltar a ficar privada do serviço...mas se isso acontecer é só desligar e voltar a ligar o router...até às 18:00 estarei em serviço de alerta...
III. Estou a pensar que o que me apetecia mesmo era conseguir passar o domingo inteiro deitada no sofá a ver filmes. Dos bons. Daqueles que fazem pensar, seguidos daqueles que fazem chorar, terminando naqueles que fazem rir...estou só a ter um sonho, porque passar um dia inteiro deitada no sofá é mesmo um sonho!
IV. Já só pensamos nas férias. Nas férias a sério. Na nossa casa algarvia, na nossa praia algarvia, nos nossos companheiros de mergulhos algarvios, nos nossos jantares na varanda enorme sobre o enorme mar do algarve. Só pensamos nesses dias que hão-de chegar!

Domingo...

I. Ao domingo não há regras. Não há horas de pequeno-almoçar, almoçar, lanchar ou jantar. Vamos andando ao sabor das nossas [não] vontades. O post escrito ontem só foi publicado agora. Ontem à noite ficámos sem serviço. Hoje mantinha-se o isolamento do Mundo. Após um telefonema para o serviço de apoio ao cliente, lá voltaram as luzinhas verdes ao router. Pude publicar o post de ontem. Continuo com a minha túnica indiana de dormir. Algodão puro, indiano, vindo directamente da Índia. As camas continuam por fazer [a arejar] e eu estou sem saber o que me apetece fazer.
"Mãe, conheces o Bob Marley? Conheço...não pessoalmente conheces? Não não conheço".
A minha escrita interrompida pelas perguntas do Mateus. A bem dizer também não estava a escrever nada de jeito!

sábado, 27 de junho de 2009

Sábado...

I. Passei a noite com dores de cabeça. A acordar e a adormecer na esperança de que quando voltasse a abrir os olhos a dor de cabeça não passasse de um pesadelo. Às onze da manhã levantei-me. A dor de cabeça era real. Vim cá dentro. Ainda não havia sinais de vida, o que numa casa de seis pessoas às onze da manhã é um pouco estranho! O dia de ontem foi estafante para todos, a festa fez-nos não parar, as crianças terminaram a noite dentro de uma piscina aos saltos e mergulhos (à meia noite!). Os corpos pediam descanso e tiveram-no. Voltei para a cama. Apesar da dor de cabeça me martelar a testa com toda a força, pus os óculos e dediquei-me à leitura. É tão raro haver silêncio nesta casa, o melhor era aproveitar!

II. Mateus com festa de aniversário de uma amiguinha às quatro da tarde. Pequeno almoço tomado à uma. Presente ainda não comprado. A minha cabeça como se estivesse enfiada num capacete de nuvens baixas. Escassez de pontos de venda de livros aqui nas redondezas. Livro, o presente decidido na minha cabeça enevoada. Rumo à Fnac como se não fosse eu a conduzir o carro, ele conduzia-me a mim. Regresso a casa. Alto stress. Taça cheia de leite creme partida, leite creme e vidros por todo o espaço junto ao frigorífico. A minha cabeça quase se apaga. A dor continua a bombar.

III. De quatro filhos ficam dois em casa. Silêncio é palavra de ordem para esta tarde. Aproveito-o. Sinceramente não me apetece sequer mexer. Sento-me lá fora. Aproveito o Sol que veio visitar-nos depois da chuva matinal e embrenho-me na leitura. De 224 páginas de livro 165 estão lidas.

IV. Mateus regressa da festa completamente pintado de vermelho. Não contente com a sua pintura decide retirar da cara o excesso de tinta vermelha e lambuzar a minha também. Banho é a palavra que se impõe. Depois de passarmos no supermercado, de caras vermelhas, voltamos a casa. O esquentador decide não funcionar...

Adormeço no sofá estoirada de um sábado estranho!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rock with you

Os anos 80 foram anos loucos. Acho mesmo que para nós os nascidos em 60 os 80's foram o nosso Summer of 69. Muitos amigos, muita festa, muitos verões repletos de sol e de namoros sasonais. Este Senhor, que quando apareceu tinha carapinha, nariz redondão e pele escura, foi a revelação, o sucesso, a nossa banda sonora.

O Thriller rodou no gira discos lá de casa vezes sem conta. Sabíamos as letras de cor e dançávamo-lo até à exaustão. Causa algumas cócegas na barriga saber que Michael Jackson nunca mais voltará a ser notícia, mas a verdade é que a banda sonora da nossa juventude será sempre cantada com músicas por ele criadas. Por isso ele ficará sempre por cá!

Finalistas

Nos tempos que correm, todos os anos que são final de ciclo dão direito a Festa de Finalistas, a viagem de Finalistas. Espantem senhores, até os alunos dos 4ºs anos vão de viagem de finalistas...modernices...

Hoje é dia de Festa para os Finalistas da 2.3 da Galiza. Terminaram o 9º ano e apesar de ainda não serem públicos os resultados dos exames, vai haver Festa só para eles, suportada financeiramente por eles, com o dinheiro que angariaram durante o ano lectivo, organizada por duas Mães que "não têm mais nada que fazer"...

Já há febras temperadas, bebidas frescas, decorações típicas de arraial (porque o mês é de Santos), um miminho para oferecer a cada um no final da Festa.

Daqui a uma hora mudo-me para lá. Vamos pôr mesas e enfeitar o espaço. Pôr a música a tocar bem alto e divertirmo-nos com os "nossos Meninos Finalistas".

Festa é Festa e eu...sou...SEMPRE EM FESTA :)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Coisas da Vida...

Ontem deram-me mais idade do que a que realmente tenho. Já não é a primeira vez. Também não me preocupo muito com isso e se pensam que ao dizerem-me que tenho mais anos de vida do que aqueles que tenho eu vou deixar de apanhar sol, estão redondamente enganados! Eu amo estar ao Sol e os meses em que o posso fazer são tão poucos...que se dane a aparência!

Desabafos

O meu blogue está uma seca. Vejo-me e desejo-me para o conseguir abrir e para conseguir trabalhar nele. Não consigo espreitar os escritos dos meus vizinhos bloggers de maneira a poder comentá-los em condições. Tenho tido pouco tempo para me sentar a escrever. Não sei se hei-de mudar o alojamento do blogue. Não sei se a mudança resolveria o problema ou se é mesmo o meu computador que está a precisar de ir para reciclar. Não tenho euros para comprar outro. Não sou estudante portanto não tenho direito a e-escola. Oh pá...assim não admira que os meus visitantes não tenham pachorra para me comentar...

Dizem que...

"Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher"...

Para já não posso dizer mais nada, mas posso dizer que concordo!

Como (não) se ensina a pensar...


Ao terminar o 12º ano com 19 a Filosofia achei que esse seria o rumo certo para a minha vida. Entrei para o curso de Filosofia na Faculdade de Letras. Durante um ano estive lá e percebi quão fracas eram as minhas bases, a minha cultura geral, a minha "bagagem" para um curso que exigia muita leitura, muito conhecimento do pensamento de diversas pessoas em diversas épocas. Atendendo a que sempre fui uma leitora assídua, vejo agora, passados vinte e cinco anos sobre o ano em que pus pela primeira vez os pés dentro da Faculdade de Letras de Lisboa, que os anos passados no Liceu não me prepararam convenientemente para o que iria encontrar no ensino superior.

Transportando esta realidade para os dias de hoje, verifico com alguma tristeza que as coisas não mudaram muito...pioraram até! Os nossos Filhos têm acesso a uma informação muito mais globalizada. Escrever uma palavra ou uma frase num motor de busca na Internet abre-lhes o caminho para uma série de informação sistematizada que lhes facilita a vida mas que os desabitua do pó dos livros, das leituras obrigatórias, do saltar de livro em livro para complementar informações.

No caso da Catarina, por exemplo, uma das disciplinas fundamentais da área dela é a História da Cultura e das Artes. Quando ela entrou no 10º ano fiquei toda animada. Eu, que tenho tantas saudades de estudar, iria ter a oportunidade de relembrar matérias queridas ao ajudá-la. Foi com muito espanto que ao folhear o manual de Filosofia constatei que nada de Antiguidade era mencionado naquelas páginas. Como compreender a história da Filosofia e do pensamento sem conhecer as suas origens? A origem da palavra Filosofia? A Catarina saíu-se bem, a minha ajuda nunca foi precisa e eu "desliguei" daquele manual incompleto!

Ao iniciar o 11º ano, iniciou-se a disciplina de História da Cultura e das Artes. Penso que para qualquer um de nós, estudante há 30 anos atrás, será claro que ninguém poderá pensar em dar uma disciplina deste tipo sem associar o pensamento filosófico à expressão artística. Eles complementam-se, reflectem-se um no outro. Pois bem, o "maravilhoso" professor da disciplina, no Liceu de São João do Estoril, nunca fez esta ligação. As aulas resumiam-se à leitura do manual e pouco mais, sendo que este pouco mais se traduzia em escárnio e palavras desagradáveis aos alunos. Apesar do descontentamento de Pais e Alunos, o Professor insistiu em ficar com a turma no 12º ano e o método continuou igual. A Catarina, preocupada com o exame desta disciplina, pediu ajuda a um familiar da área. Logo nas primeiras conversas ele perguntou-lhe sobre a Filosofia antiga, que ela afirmou desconhecer.

Que tipo de estudantes universitários serão e são estes que a nossa sociedade prepara? Que dificuldades irão sentir ao entrarem no ritmo do ensino superior? Ou será que o actual ensino superior se nivela pelos fracos conhecimentos de cultura geral que o nosso ensino secundário passa?

Estudar deve ser uma paixão. É uma paixão que tenho e que ainda hei-de voltar a realizar. Assusta-me que os nossos Filhos não sejam ensinados a gostar, com paixão, da Escola e dos ensinamentos que dela poderiam retirar para sempre. Sinto que muita coisa deveria mudar. Sinto que ninguém sabe como iniciar esta mudança e isso entristece-me, assusta-me...

News from Madrid # [3]


"boa noite meu querido paizinho!! hoje mando o mail geral para ti, para não dizeres que não te ligo nenhuma!estão bons? aqui continua imenso calor!hoje fomos ver o museu reina sofia, é muito mais giro que o de ontem, porque é mais actual e reconheço muito mais obras :D VI A GUERNICAAAA!!!! :D a pobre da f. não conseguia perceber a minha excitação, já estava a arrastar-se pelo museu... tambem vi mobiles do calder, e quadros do miró e mais quinhentas coisas giras :D ah e so para que saibam, ontem viemos do metro para casa a pé com os mapas que a tia f. imprimiu e hoje (atenção agora) viemos sem mapas, COM A MINHA ORIENTAÇÃO!! porque se fosse a f. tinhamo-nos perdido :P viemos a casa almoçar e depois fomos para casa de uns amigos do pai da f. para ir à piscina...e por hoje foi o nosso programa...fartámo-nos de andar, tirar fotografias não tanto que as pilhas não duram nada... e pronto, quando chegar conto mais coisas que isto de escrever não dá com nada...beijinhos para todos!!!!"


Está quase a chegar. É bom saber que está a aproveitar tão bem esta oportunidade!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Soap" Time

Há séries que insisto em não perder. Por terem bons actores bor terem bons argumentos por representarem muito bem o que a vida nos dá em cada dia que passa. Por razões quase óbvias Irmãos e Irmãs é uma das minhas séries de culto. Quando sei que não a vou conseguir apanhar programo a minha bela "TV box" para gravar e vejo-a mais tarde. Nunca me arependo do tempo que passo a vê-la chego sempre ao fim com vontade de ver outro e outro episódio. Há um tempo atrás apareceu-me na lista de mails entrados um Quizz sobre qual seria a personagem desta série com que me identificaria. Respondi a todas as perguntas. Inconscientemente ia desejando que o resultado apontasse para a Sarah. Irmã mais velha, como eu; Mãe atenta e super despachada, como eu; profissional competente, como eu era enquanto trabalhei fora... Qual não foi o meu espanto quando o resultado apontou para mim como sendo a Kitty. Esqueci rapidamente o Quizz, convencendo-me de que todos estes testes não passam de meros disparates de quem não tem mais nada para fazer.

Ontem, episódio 21 da temporada 3, os acontecimentos foram muitos e todos profundamente tocantes. Percebi-me na fase de vida que atravessa a Kitty nesta temporada. Também ela se pergunta, se cala, se vira para dentro como sendo a única forma de sobreviver...

Repensei o Quizz...


Dúvida

De que somos feitos?
De diferenças?
De desigualdades?

News from Madrid # [2]


"buennas notches :D tudo bem por ai? adorei as cusquices da praia!! o pai ligou há bocado mas nao ouvi o telemóvel, estavamos a tratar do jantar.hoje fomos ao museu do prado, vi as meninas do velasquez!!!! ja tenho o teu marcador de livros, mas não sei o que é que hei-de levar para os outros, só se for gomas lol estivemos numa mini feira de artesanato mas nao tinha nada de jeito... almoçámos tao bem!! com uma salada óptima de entrada e depois um risotto muita bom, e ainda melão só por 12€! e depois fomos a um parque chamado retiro, enorme!! estivemos lá a descansar à sombra... entretanto fiquei sem pilhas na máquina portanto só tenho fotografias até meio do dia...amanhã vamos ao rainha sofia que hoje estava fechado... e à piscina! que está imenso calor!! já não tenho dinheiro no telemóvel! beijinhos para todos!!"

Foi assim o primeiro dia em Madrid!
She is so happy!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fomos

Eu e a minha Máquina
Novembro 2008

A nossa praia está em alta. Tem bandeira azul e até já aparece referenciada nas revistas como sendo boa com esplanadas/restaurantes muito agradáveis. A nossa praia estava completamente coberta de gente quando lá chegámos às duas da tarde. Maioritariamente estudantes aliviados por terem terminado as aulas e os exames enchiam a areia de cor e de conversas. Conversas de meninas falando de rapazes; conversas de rapazes, falando de meninas; conversas comuns falando de notas, de exames e de médias finais. Confesso que por vezes tenho saudades da minha adolescência, de quando as praias da Linha estavam poluídas e pouca gente as frequentava...sinto saudades de sentir que a praia é minha.
Pontos negativos da tarde de hoje - os palavrões que inundam as conversas da juventude e o lixo deixado na areia. Não gostei de ouvir nem de ver. Educação e civismo precisam-se!

A Música que os "rapazes" cantam...

News from Madrid # [1]

Fotografia vinda daqui
Em Madrid está muito calor.
Aqui está fresquinho. Vai ficar cada vez mais fresco...
Em Madrid, hoje, o destino é o Reina Sofia.
Aqui ainda não sabemos...

História...sem pés nem cabeça...


Era uma vez
Vez uma era
Uma vez era
Era vez uma
Uma era vez

Não sei o que me passou pela cabeça mas apeteceu-me escrever isto!
É quase como estar a fazer inúmeras e infinitas combinações de algarismos.Como não tenho queda nenhuma para a Matemática, faço contas com as palavras...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A impossibilidade de escrever Posts tristes no Verão

Eu e a minha Máquina,
Algarve, Verão 2007

Há já um tempo atrás a Thunder comentou-me dizendo que os meus melhores posts são os tristes!

Analisando as minhas linhas reconheço que tenho alguma queda para a tristeza, mas deve ser próprio do sangue português que me corre nas veias. Sou um caso típico de fado e não me importo. Gosto da canção nacional. Sei muitos de cor, gosto de os ouvir e de os cantar.

Entrámos ontem no Verão. A minha estação preferida. Durante o verão não há nostalgia que me ataque, não há tristeza que me derrube. No Verão sinto-me linda. Gosto da liberdade da pouca roupa e da ausência de sapatos. Gosto de saber que o Mar está aqui ao pé de mim, sempre disponível para me receber.
Ora se os meus melhores Posts são os tristes, prevejo dias muito tristes para o meu blogue...

Lisboa-Madrid-Lisboa


Fomos hoje assinar a autorização de saída da Catarina do país. Pela última vez. Falta pouco para que possa ausentar-se do país sem termos que autorizar formalmente, com assinatura reconhecida no Notário. Ao contrário do que possam estar a pensar, não sinto qualquer nostalgia quando penso que já se passaram quase dezoito anos desde o dia quente de Agosto em que ela nasceu. Sinto imenso orgulho nesta Filha. Não somos de andar aos beijinhos e abracinhos a toda a hora, mas temos criado uma cumplicidade muito grande de que sinto falta quando ela não está por perto. A esta hora está a terminar o exame, de melhoria, de Geometria Descritiva. Depois, férias, finalmente! Ao início da noite vai voar para Madrid com uma amiga. As duas. Uns dias diferentes bem merecidos. Longe do barulho constante dos manos rapazes, longe das asas maternas e paternas.
Que bom!

Silêncio [em tons de azul, de céu e de Mar]


Não queiras dar palavras ao que o meu silêncio embrulha.
O meu silêncio é um fino papel crepe, azul petróleo,
enlaçado por uma fita de organza que termina num enorme laço.
Dentro do meu silêncio azul petróleo há sentimentos
indizíveis, incompreensíveis, para os outros, até para mim.
O meu silêncio já não dói, apenas existe comigo...

Ervas Aromáticas

Eu e a minha Máquina, agora, na Cozinha

Vieram directamente da terra. Da horta da Belita para a Kat. Por enquanto enfeitam o cesto da minha mesa da cozinha...espero que não morram!

Dúvidas Gramaticais

Quando começaram as notícias sobre as eleições no Irão ouvi a palavra guardião enunciada no plural com duas terminações diferentes. Guardiães na Comercial, guardiões na SIC. Fiquei um bocadito baralhada mas não fui à procura da forma correcta, deixei passar.... Agora de manhã na Comercial voltei a ouvir "Conselho de Guardiães". Bolas! Tenho de ir procurar como é que se diz correctamente. E não é que se pode dizer das duas maneiras? Eu gosto mais de guardiães!

Jantar numa Noite de Verão

Eu e a minha Máquina,
Pratos preparados pelo Álvaro


No Verão também mudam os apetites e as refeições! Sabe bem não ter que cozinhar (mesmo sendo na Bimby!) e poder fazer uns pratos coloridos e frescos. Com o calor que tem estado temos optado por saladas diversas. Ontem ao jantar, os miúdos pediram cachorros. Fizemos-lhes a vontade. Para nós optámos por uma miscelânea de fruta, queijo fresco e carnes frias. Foi o Álvaro que se encarregou do jantar e o aspecto foi o que está à vista. Não está lindo?

domingo, 21 de junho de 2009

That's Why!

Eu e a minha Máquina,
a minha Praia em Novembro 2008

Quando digo que não ponho os pés na praia ao fim de semana, sei que tenho razão para não o fazer! Hoje, às 09:30 da manhã, a fila na Marginal passava Stº Amaro de Oeiras...considerei-me uma sortuda. Posso ir à praia quando não há tanta gente a mudar-se para cá. Passo o fim de semana no fresquinho da minha casa, a fazer arrumações no quarto dos Pequenos enquanto os Grandes reuniram colegas de turma e se espalharam por aqui a estudar para os exames de amanhã. Numa mesa Matemática de 9º ano, noutra Geometria Descritiva 11º (melhoria)... Animação, sempre!!!

Por todos os sítios onde houve Festa! # [Parte IV]

A Máquina nas mãos da MB
Dois Filhos meus, Dois Filhos da GB

Crianças na piscina. Mães nas cadeiras. Crianças aos mergulhos, aos gritos, às amonas. Mães a observar. Final de dia. Final de semana. É boa a companhia dos Amigos, sempre!

Por todos os sítios onde houve Festa! # [Parte III]



Eu e a minha Máquina
Festa de Fim de Ano, Escola do Mateus

Voar para casa outra vez! Pegar pelo caminho uma Amiga do Martim. Almoçar e deixar tudo preparado para o jantar, porque não sei até que horas vai durar a Festa do Mateus.

Quatro da tarde. Vai começar. As Marchas Populares são o tema. As diversas turmas apresentam-se de cores diferentes. As Meninas desfilam com umas saias feitas em papel de cenário, quando andam parece que deslizam pelo salão fora. O calor não quis deixar de estar presente. Todos nos abanamos com o que apanhamos à mão.
Lanchinho, rifas e mais umas corridas e jogos de bola.

A Catarina está em exame de História de Arte. Só sai às oito. Que tal irmos até casa da Tia GB? Aproveitam e dão uns mergulhos na piscina...

sábado, 20 de junho de 2009

Por todos os sítios onde houve Festa! # [Parte II]






Eu e a minha Máquina,
Trabalhos feitos por Alunos
dos 5º e 6º anos
nas aulas de EVT

Saí da EB1 nº 1 da Galiza direita ao supermercado. Compras necessárias, a toda a hora, sempre! Voei para casa, larguei as compras e peguei no Martim. Voámos em direcção à 2.3 da Galiza para a inauguração da exposição de trabalhos baseados em obras de Miró, na Sala de Convívio dos Alunos...

Por todos os sítios onde houve Festa! # [Parte I]

As Festas de Escola são sempre uma animação, um reboliço, um acordar cedo mesmo quando a festa só começa a meio da tarde. Se juntarmos ao factor Festa o factor fim de ano lectivo, então a excitação sobe para o dobro ou o triplo.

Ontem o dia começou cedo, como sempre. Às sete. Deixar o Manel cedo na Escola para o exame de Português, deixar o Mateus cedo na Escola para o seu último dia de aulas. Catarina enfiada nos livros de História de Arte, Martim em relax total.


A minha manhã foi passada noutra Escola do Agrupamento de Escolas dos meus Filhos. Uma Escola que serve uma população carenciada. Convidaram-me para ir à Festa de fim de ano e para visitar a exposição que montaram dentro do edifício da Escola. Aceitei toda contente. Tenho um carinho muito grande por esta Escola e por estes meninos/as. O Mateus frequentou o Jardim de Infância que funciona no mesmo espaço e só tem boas recordações de três anos lá passados! A Festa foi muito divertida. Bem organizada, com todos os meninos/as a participarem e a não deixarem os seus créditos por mãos alheias. Professores participativos e muito orgulhosos de todos os seus meninos/as.


Eu e a minha Máquina,

Festa na EB1 nº 1 da Galiza

Aproveitando o tema do Agrupamento, o Mar, Alunos e Professores transformaram a Escola por dentro num aquário gigante. Cada sala com um nome, cada sala decorada por alunos e professores de forma a recriar o ambiente marinho. Um trabalho muito bem pensado e muito bem conseguido. Os Meninos/as estão de Parabéns e os Professores também. Lindo!

Eu e a minha Máquina

uma Sala/Aquário!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Reflexões de Verão # [1]

Eu e a minha Máquina
Mercado Antigo, Estarreja,
14 Junho 2009

Das minhas memórias de alfacinha, o Verão sobressai sempre. Porque é a minha estação do ano favorita e porque apesar do calor em Lisboa ser sufocante, era no Verão que aconteciam as coisas de que eu mais gostava de viver na cidade.

Na cidade eu andava muito a pé. Utilizava os transportes públicos apenas quando era estritamente necessário. Andar a pé fazia parte da rotina dos meus dias e nos trajectos que fazia era normal cruzar-me com vendedores ambulantes de fruta. Motorizada, padiola acoplada, balança que nos fazia sempre duvidar se o peso que marcava era realmente o correcto, estes vendedores faziam parte da cidade no Verão.

Ontem lembrei-me deles. Das padiolas carregadas de morangos e cerejas que ao final do dia já tinham desconto, dos cartuchos de papel grosso, cinzento liso ou com riscas rosadas, onde punham a fruta. Provavelmente, hoje, serão proibidos pela ASAE este tipo de vendedores, este tipo de embalagens, mas a fruta não sabe ao mesmo e a cidade perdeu um pouco da sua cor característica de Verão.

Quiosques da Cidade

A Máquina do Martim
nas mãos da Catarina

Não sei o que beba...uma ginginha ou um capilé? Também temos Mazagran, feito com café de verdade e aromatizado com fatias de limão. Tudo natural.

A ginginha é "aquela" coisa...ainda mais servida em copo de chocolate, é como se estivesse a comer um bombom Regina de Ginja, dos que vinham embrulhados em prata azul forte com cerejas desenhadas a vermelho...ou deveria dizer encarnado? A minha Avó adorava esses bombons!

Capilé e Mazagran fazem-me lembrar também a casa da minha Avó. O Capilé era o refresco oficial de Verão lá em casa, no tempo em que não havia Ice Tea nem Coca Cola. De vez em quando lá se comprava uma gasosa, mas o Capilé era o campeão das bebidas de Verão. Agora o capilé já não sabe ao mesmo. Parece demasiado doce...

Mazagran...o sabor do café, cheio de gelo, com pouco açúcar e muito limão. A minha Avó adorava café. Fazia-o à antiga, em cafeteira grande de alumínio e depois passava-o num filtro de pano. Juntava-lhe o gelo e o limão, um bocadinho de açúcar amarelo e frigorífico com ele!

Olhe, pensando bem, vou beber um copo de cada coisa. Começo pelo Capilé, passo na Ginginha e sigo no Mazagran!

Reflexo(e)s de Verão

Eu e a minha Máquina
Mar da Praia dos Salgados, Agosto 2007

Hoje saí de casa de manhã bem cedo. Sete e pouco. Fui comprar pão. Ontem adormeci no sofá e quando acordei estava demasiado inconsciente para ir preparar pão para hoje de manhã. A maré deve estar vazia, porque do lado do mar subia um cheiro forte e agradável a maresia, a conchas e a algas. Respirei bem fundo e demorei os passos. É tão raro conseguir andar em passo lento e curto, em silêncio, ouvindo os meus pensamentos e nada mais. Ainda não havia muito trânsito, barulho de rua, fumo de carros. Ar fresco e perfumado, apenas...


...já depois de ter deixado o Manel na Escola para se iniciar na arte de bem fazer exames, vim a aproveitar o vento fresco que entrava pelas janelas abertas do carro. Apesar do Sol já queimar na pele, o ventinho ainda sabe bem, ainda refresca! Vim a observar as pessoas que por mim passavam a pé. Apressadas, a caminho do comboio. Apressadas, mas todas bronzeadas, roupas frescas, pernas e braços ao léu, pés descobertos em sapatos abertos. Pensei na sorte que tenho em viver onde vivo. Na sorte que têm todos os que por aqui circulam. Perto do Mar!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pensamentos Fáceis de Escrever Enquanto se Engoma!

O meu Primo/Leitor Daqui te Vejo comentou uma vez um post meu dizendo que eu sou uma "babada". Ontem uma Amiga disse que eu passo a vida ao pôr os meus filhos "nos píncaros". Hoje dei por mim a comentar com a manicure que não saberia viver sem Filhos. Caramba...será que sou mesmo o exemplo acabado da Mãe Galinha? Mas se eu tenho razões de sobra para ser "babada" e para os pôr nos píncaros, porque não o hei-de fazer? Isto tudo a "talho de foice" do "chumbo" de uma das filhas dessa minha Amiga...

que horror! tanta aspa em tão pouca linha escrita!

Desde que assumi a condição de "Stay Home Mother" como categoria profissional, a vida dos meus filhos é uma parte activa na minha vida. A opção de deixar o trabalho fora de casa para abarcar as múltiplas tarefas de Dona-de-Casa à moda antiga, foi tomada conscientemente e tendo como base o princípio de que as crianças ganhariam qualidade de vida tendo a Mãe em casa. Considero, sem falsas modéstias, que tenho feito um bom trabalho. Não os apaparico nem os encho de tiques próprios de "meninos-da-mamã", mas reconheço que sou exigente relativamente a normas de educação, de saber estar, de resultados escolares. Nenhum deles é Santo, nem eu gostaria que o fossem, mas qualquer um deles sabe que não pode pôr o pé em ramo verde no que diz respeito a Escola e a notas, mesmo sabendo que o prejuízo é só deles e não meu. Tenho tido bons resultados...ainda a "procissão vai no Adro"...e a fórmula =responsabilização+confiança+controle parental vai continuar válida pelos próximos anos!

Já falta pouco...

Amanhã é o último dia de aulas para o 1º e 2º ciclos cá de casa. O 3º ciclo já está em férias de exame, a estudar. O secundário já está em férias de exame, a estudar. Faço o exercício de mentalização pela positiva. Está um tempo maravilhoso, quentinho, abafado e ensolarado como eu gosto (mas não vou à praia, há que dar apoio moral aos estudantes e não lhes fazer inveja!). Na próxima terça feira já podemos preguiçar por casa, sem despertadores a tocar, sem ter que ir fazer transportes casa-escola-casa. Vou poder finalmente fazer a revisão aos roupeiros dos rapazes mais novos e desfazer-me da roupa que já não lhes serve (ando a pensá-la e a verbalizá-la há meses...mas não consigo pô-la em prática!). Vou ter menos roupa para lavar e engomar, porque T-Shirt e fato de banho passará a ser a indumentária oficial de Verão.

...mas até alcançar este estado de paraíso na terra, o que falta ainda acontecer?
Os preparativos e a Festa na escola do Mateus, a organização de uma Festa de Finalistas na escola do Manel, os exames dos grandes, o stress antes da publicação das pautas de exame, as matrículas, a dúvida se a opção que o Manel vai escolher no 10º ano vai ser a melhor para ele, a candidatura da Catarina à Faculdade e o stress antes de saber se entra e onde...

A sério Vera, já falta pouco! Quando todos estes stresses estiverem passados, estamos a tratar de encomendar os livros do próximo ano e a comprar material escolar!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E Depois do Adeus?

Fotografia trazida daqui

Fica a recordação de toda a música, para sempre.
No dia do aniversário de Igor Stravinsky.

Hereditariedade

Flor da Feijoa

Hoje escrevo da cozinha. Computador na bancada, entre nós a tábua de engomar e o ferro a vapor.Talvez por causa desta facilidade de comunicação com o Mundo, hoje tenho pensado todo o dia no meu Avô Materno.

Com este meu Avô aprendi a ler o jornal, o Diário de Notícias em formato XXL, no chão do quartinho que existia ao lado da cozinha. Para além de gostar de ler, o avô Alberto era um homem que adorava máquinas. Qualquer uma que precisasse de arranjo era desmanchada e posta a trabalhar com a maior das facilidades. Era um homem que adorava fotografia e cinema. Tinha boas máquinas, sabia revelar fotografia, comprava a Photo (estou a falar dum tempo que dista 30 anos dos dias de hoje!). Era um homem que adorava viajar e trazer rolos e mais rolos de fotografias por revelar, para nos mostrar por onde tinha andado, o que tinha visitado e conhecido por outras paragens.

Para além do meu gosto pelas letras, a fotografia é uma paixão cada vez maior. A máquina acompanha-me quase diariamente e não consigo resistir a fotografar isto e aquilo. Gosto da imagem como elemento de comunicação, porque muitas vezes não são precisas palavras, legendas que as ilustrem. Gosto de sentir esta minha paixão como sendo uma característica genética que vou alimentando para que o meu Avô esteja sempre por perto, com a sua bela máquina Canon manual a orientar a minha simples Fuji, digital e automática, de forma a que no meu computador (que ele nunca chegou a saber o que é) se vão acumulando imagens que não precisam de palavras para me recordar onde as captei e porquê!

Notícias de Exames


Eu e a minha Máquina,
Monte Real 2007 e Alentejo 2008

O primeiro passo já foi dado. Pelo que a Catarina me disse, pelo que os outros colegas/amigos dela comentaram e pelo que vi, o exame era bastante acessível. Avança amanhã para Desenho, sexta feira para o temido História da Cultura e das Artes e na segunda feira melhoria de Geometria Descritiva.

O Manel vai iniciar-se na arte dos exames na sexta feira com Língua Portuguesa.

Ou seja, cá em casa, para além do calor, há fumo que sai das cabeças com tanto estudo. Assim que terminarem, mudamo-nos para a nossa praia!

Calor Tropical

Chuva dançada
trazida Daqui
Esta semana começou com calor e com chuva também. No primeiro dia da semana, quando pus os pés fora de casa e senti a chuva misturada com o calor pensei que sim, de certeza que poderia viver num país tropical. Há pequenas coisas que me dão a certeza de que pertenço a outro lado do Mundo. Estou aqui de passagem...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Porque se diz presente e não prenda

Ainda bem que há quem saiba destas coisas da etiqueta e do bem falar.
Nunca digo prenda e corrijo, sistematicamente, quem utiliza esta palavra para se referir a algo que se oferece.

Um vaso construído com

vários pés de cacto que me foram dados como Presente!

O tema veio à baila durante as mini-férias em casa da Belita e eu disse que ia ter que procurar a razão pela qual se diz presente e não prenda para poder fundamentar as minhas correcções. A Belita explicou-me, então, que se diz oferecer um presente no sentido de que quando se oferece algo a alguém se faz com o propósito de, nessa oferta, estar presente na vida da pessoa.
Faz sentido. Para mim. Fiquei contente por saber esta explicação!

Presente # [1]


Eu e a minha Máquina,
o marcador que nos ensina a dizer
algumas palavras em checo!

A Filipa aproveitou os feriados que juntos deram umas miniférias, pegou nas miúdas e voou para Praga. Visitar Amigos e fazer uns passeios culturais pela cidade eram os objectivos que o mau tempo impediu de cumprir na íntegra.

Eu, que sou uma pedinchona por natureza, pedi que me trouxessem um marcador de livros que identificasse a cidade e o país...a Filipa que é uma querida apareceu cá em casa ontem à hora de jantar com o meu presente vindo directamente de Praga.

Adorei-o. Já está em exposição perto dos livros "A ler".

Gaivota

Se uma gaivota viesse

Trazer-me o céu de lisboa

No desenho que fizesse,

Nesse céu onde o olhar

É uma asa que não voa,

Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração

No meu peito bateria,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,

Dos sete mares andarilho,

Fosse quem sabe o primeiro

A contar-me o que inventasse,

Se um olhar de novo brilho

No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração

No meu peito bateria,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida

As aves todas do céu,

Me dessem na despedida

O teu olhar derradeiro,

Esse olhar que era só teu,

Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração

Morreria no meu peito,

Meu amor na tua mão,

Nessa mão onde perfeito

Bateu o meu coração.

Alexandre O'Neill escreveu, Alain Oulman musicou, Amália cantou, Sónia Tavares e Nuno Gonçalves recordam no projecto Amália Hoje. Em dia de exame de Português do secundário, é bom (re)lembrar que Alexandre O'Neill merece ser (re)lido com atenção.

Hoje é dia de Exames!!!!

Deixei-a às 08:30. Foi calada, a conversar com as borboletas esvoaçantes dentro da barriga. À porta do Liceu estavam já muitos finalistas. Apontamentos na mão, cigarros na mão, conversas, caras apreensivas, alguns sorrisos.

São 09:00. A esta hora, por todo o país, são muitos os estudantes que se estão a sentar com um enunciado e uma folha de exame à frente. A todos, a maior sorte do Mundo!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A um pequeno grande passo...

Eu e a minha Máquina,

no dia de S.Pedro há dois anos


A um pequeno grande passo feito de outros passos mais pequenos. A distância que separa a Catarina da entrada na Faculdade. A distância que durante a próxima semana terá que percorrer para dar o seu melhor, para mostrar num tempo limitado o que aprendeu durante os últimos três anos que a mim me pareceram semanas. A minha única Menina, a primeira, está, a pouco mais de um mês de se tornar maior de idade, agarrada a apontamentos, fichas de trabalho e provas de exame doutros anos. Debaixo da sua característica aparência calma está um cérebro que não pára, que só pergunta "e se eu não entro?". Começa amanhã. Exame de Português. E eu estou certa, confiante, que ela vai ter bons resultados e que vai conseguir entrar na primeira opção que escolher e que vai ser MUITO FELIZ, porque ela merece! Mesmo!

Já de volta a Casa # [1] ... mantendo o espírito campestre


"- Mãe, demoras a chegar a casa?

- Não, já peguei o Martim e estou de volta, porquê?

- Mãe, entrou um pássaro pela janela da cozinha e eu estou com medo dele..."

Quando cheguei, a porta da cozinha estava fechada. A Catarina do lado de fora. O pássaro lá dentro, empoleirado em cima do relógio de cozinha, impávido e sereno, parecia uma estátua. O Martim, eterno defensor e amante de animais, entrou na cozinha. Fez mil barulhinhos, tentanto chamar-lhe a atenção para o lado da janela. O desgraçado do pássaro saíu do alto do relógio. Esvoaçou pela cozinha fora e acabou por se aninhar por trás do rádio, encostado a uma janelinha pequenina que existe naquele canto da cozinha. Do lado de fora, os cães não largam a janela grande da cozinha. De orelhas arrebitadas e focinho no ar. Eles sabem que está cá dentro qualquer coisa que dariam tudo por ter apanhado distraído... O pássaro mudou-se para cima do rádio. Gosta de ouvir música e pronto!

Arrumações

Há já uns dias, para não dizer semanas, que o meu blogue se anda a armar em esquisito e nem para mim quer abrir as portas. Há quem o consiga abrir sem problemas, há quem se queixe das mesmas dificuldades que eu. Houve alguém que me disse que a página poderia estar "demasiado pesada"...não sei se é isso que o atormenta, mas tendo em conta esta possível explicação, decidi eliminar alguns links da página principal.

Gostava de dizer aos "vizinhos" que já não têm o seu link na minha página que não é por isso que gosto menos deles ou que irei visitá-los com menos frequência. Continuarei a bater-lhes à porta e a deixar correio, apenas o farei através da porta das traseiras (a minha lista de Favoritos!).

Já de volta a Casa

Eu e a minha Máquina,
Praia, Aveiro, Páscoa 2007
Corro a minha barra de links e leio na diagonal o que cada um dos meus "vizinhos" escreveu. Não me detenho especialmente em nenhum, não abro caixas de comentários, mas demoro mais um pouco no que o Filipado João Marchante escreveu. Acabo por linkar o post de hoje. Nas palavras dele sinto as minhas...

Regressei de cinco dias de puro descanso e cura de aumento de peso. Amontoam-se roupa para lavar e malas para desfazer, mas o que me faz sorrir continua cá dentro. Desta vez a reserva de amizade que acumulei. Só sentindo uma grande Amizade se troca o sossego de uns dias feriados passados a dois por uns dias feriados com a casa inundada por uma Família de seis pessoas. A L. e o R. são o melhor (aliás, o único) exemplo dos verdadeiros Amigos. Receber seis pessoas não é para todos, mas viver fora do reboliço da grande cidade e seus subúrbios também confere à vida e à forma de a viver características que não encontramos nos nossos ritmos citadinos.

A Amizade não se agradece, retribui-se, mas quando nos chega assim tão pura, tão sincera, tão cheia da paz que queremos encontrar, as palavras e os gestos não chegam para dizer o quanto a apreciamos. Porque sei que a L. vai passar por aqui, simplesmente, Obrigada!
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